Enxertia de borbulha: uma vez que fazer a técnica em T e em chip
Na enxertia de borbulha basta um único gomo para dar origem a uma novidade vegetal. É uma técnica económica, muito utilizada na multiplicação de roseiras, citrinos, árvores de fruto e várias ornamentais.
Assim, existem duas modalidades principais: a borbulha em T, feita quando a casca se destaca facilmente, e a borbulha em chip, que pode ser utilizada durante um período mais alargado. Saiba quando escolher cada uma e uma vez que executá-las passo a passo.
O que é a enxertia de borbulha?
A enxertia de borbulha é uma forma de enxertia em que se utiliza unicamente um gomo da variedade que se pretende multiplicar. Esse gomo, escoltado por uma pequena porção de casca ou madeira, é disposto num porta-enxerto harmonizável.
Nas enxertias de garfo utiliza-se um segmento de ramo com vários gomos. Na enxertia de borbulha, pelo contrário, cada gomo pode originar uma novidade vegetal. Esta particularidade permite aproveitar melhor o material vegetal, sobretudo quando se trata de uma cultivar rara ou quando existe pouca madeira disponível.
Demais, a enxertia de borbulha é utilizada na produção de árvores de fruto, roseiras e numerosas árvores e arbustos ornamentais. Com vegetalidade compatíveis, material saudável e alguma prática, pode proporcionar elevadas taxas de sucesso.
Em que vegetalidade se utiliza?
A enxertia de borbulha é particularmente frequente em:
- Roseiras;
- laranjeiras, limoeiros e outros citrinos;
- pessegueiros;
- ameixeiras;
- damasqueiros;
- cerejeiras;
- amendoeiras;
- macieiras e pereiras;
- áceres;
- magnólias;
- pilriteiros, sorveiras e outras árvores ornamentais.
A técnica em T é tradicionalmente muito associada às roseiras e aos citrinos. Por outro lado, a borbulha em chip é bastante utilizada em árvores de fruto e ornamentais de folha engelhada, incluindo macieiras, pereiras, cerejeiras, ameixeiras, áceres e magnólias.


Qual é a melhor quadra?
A quadra depende da modalidade escolhida.
Borbulha em T
Faz-se, geralmente, entre meados e o final do verão, quando o porta-enxerto está em desenvolvimento e a casca se separa facilmente da madeira. Em Portugal, julho, agosto e o início de setembro são boas referências, mas a data varia com a espécie, o clima e a disponibilidade de chuva.
O principal sinal é a casca “passar” ou “levantar”: ao fazer uma pequena incisão, deve separar-se da madeira sem rasgar. Ou por outra, se a vegetal atravessou um período de seca, é importante regá-la nos dias anteriores, sem encharcar o solo.
Borbulha em chip
Realiza-se normalmente entre meados do verão e o início do outono. Porquê não é necessário levantar a casca, esta técnica pode ser utilizada quando a casca já não se destaca com facilidade.
A borbulha em chip exige, porém, cortes mais rigorosos: o mica retirado da variedade deve encaixar o melhor verosímil no golpe feito no porta-enxerto.
Borbulha em T ou borbulha em chip?
| Técnica | Quando escolher | Principal diferença |
| Borbulha em T | Quando a casca se levanta facilmente | O gomo é introduzido por ordinário da casca |
| Borbulha em chip | Quando a casca não se separa muito | O gomo e uma pequena lâmina de madeira encaixam num golpe igual |
| Borbulha em T | Roseiras, citrinos e várias fruteiras | Realização simples depois de dominar o golpe |
| Borbulha em chip | Fruteiras e ornamentais lenhosas | Exige correspondência rigorosa entre os cortes |
Materiais necessários
Antes de iniciar, prepare:
- Canivete ou faca de borbulhia muito afiada;
- Tesoura de poda;
- Fita de enxertia, fita extensível ou elástico de borbulhia;
- Álcool para desinfetar as ferramentas;
- Etiquetas;
- Porta-enxerto saudável;
- Ramo com borbulhas maduras da cultivar a multiplicar.
A lâmina deve produzir cortes lisos sem esmigalhar os tecidos. Deve ser limpa antes do trabalho e entre vegetalidade, sobretudo quando existe risco de transmissão de doenças.
Porquê escolher as borbulhas?
Escolha um ramo saudável do desenvolvimento da estação, já suficientemente maduro, mas que não esteja velho nem lenhificado em excesso. Evite ramos floridos, debilitados ou com sintomas de pragas e doenças. Os gomos da zona intermédia do ramo são normalmente mais desenvolvidos do que os que se encontram junto à ponta ou à base.
Logo posteriormente a recolha:
- Retire as folhas.
- Conserve uma pequena secção do pecíolo para servir de pega.
- Proteja o ramo da exposição ao sol e ao vento.
- Utilize as borbulhas o mais rapidamente verosímil. A desidratação das superfícies cortadas é uma das causas mais frequentes de insucesso.
Enxertia de borbulha em T passo a passo
1. Escolha a zona do porta-enxerto
Selecione uma secção lisa, saudável e sem rebentos laterais. Em vegetalidade jovens, a enxertia é normalmente feita na secção subordinado do talo, mas a fundura varia com a espécie e com a forma final pretendida.
2. Confirme que a casca se destaca
Faça uma pequena incisão superficial numa zona que não será utilizada. Se a casca levantar facilmente, o porta-enxerto está no momento adequado.
3. Retire a borbulha
Comece o golpe tapume de 1 a 2 cm aquém do gomo. Faça resvalar a lâmina por ordinário dele, retirando um pequeno escudo distendido de casca. Consoante a técnica utilizada, pode retirar-se a fina lâmina de madeira que ficou detrás da casca ou conservá-la.
4. Faça o golpe em T
No porta-enxerto, faça primeiro um golpe vertical com tapume de 2 a 3 cm. Na extremidade superior, faça um segundo golpe nivelado, formando um T. Namoro unicamente a casca, evitando aprofundar excessivamente a lâmina na madeira.
5. Levante os bordos da casca
Com a espátula do canivete ou com a secção não cortante da lâmina, abra cuidadosamente as duas abas da casca.
6. Introduza a borbulha
Segurando-a pelo pecíolo, faça resvalar a base do escudo de cima para ordinário, por ordinário da casca. O gomo deve permanecer aproximadamente no meio do golpe vertical.
7. Apare o excesso
Se a extremidade superior do escudo ultrapassar o golpe nivelado, apare-a para que fique nivelada com o T.
8. Ate a união
Envolva firmemente a zona com fita de enxertia, começando supra ou aquém do gomo. A união deve permanecer imobilizada, mas o gomo propriamente dito deve permanecer revelado.
9. Identifique a variedade
Coloque uma etiqueta com o nome e a data da enxertia.

Enxertia de borbulha em chip passo a passo
1. Prepare o ramo com os gomos
Retire as folhas, conservando pequenos segmentos dos pecíolos. Depois, escolha um gomo muito formado, localizado numa secção amadurecida do ramo.
2. Faça o primeiro golpe sob o gomo
Tapume de 2 cm aquém do gomo, faça um pequeno golpe predisposto para dentro da madeira.
3. Retire o chip
Comece um segundo golpe alguns centímetros supra do gomo e conduza a lâmina para ordinário, atravessando uma fina porção de madeira até encontrar o primeiro golpe.
O mica obtido deve sofrear:
- O gomo;
- a casca;
- uma lâmina fina de madeira;
- uma pequena base que ajudará a apoiá-lo.
4. Faça um golpe igual no porta-enxerto
Retire do porta-enxerto um mica com forma e dimensões semelhantes. O juntura deve ser prestes imediatamente antes de colocar o chip, para evitar que os tecidos sequem.
5. Juntura a borbulha
Coloque o chip no golpe. Tente fazer coincidir os bordos da casca e as zonas de câmbio. Porém, se as espessuras não forem exatamente iguais, alinhe pelo menos um dos lados.
6. Ate firmemente
Envolva a união com fita própria, deixando o gomo e o pequeno pecíolo expostos. A fita deve manter todo o mica recostado ao porta-enxerto.
7. Verifique o pegamento
Ao término de algumas semanas, o gomo deverá continuar firme e apresentar um aspeto saudável. Um chip enrugado, sedento ou escurecido indica normalmente que a união falhou.
8. Namoro o porta-enxerto na quadra seguinte
Quando o gomo iniciar a desenvolver-se, golpe a secção do porta-enxerto que se encontra supra da enxertia. Oriente golpe reduz a dominância do porta-enxerto e favorece o novo rebento.
Cuidados a ter depois da enxertia de borbulha
Nos dias e semanas seguintes:
- Mantenha uma rega equilibrada;
- evite molhar repetidamente a união;
- proteja a vegetal de ventos muito secos;
- verifique se a fita não está a estrangular o talo;
- elimine rebentos que apareçam aquém da enxertia;
- coloque um tutor quando o novo rebento iniciar a alongar-se;
- não pode exagerado o primeiro desenvolvimento.
Em borbulhias feitas no final do verão, o gomo pode permanecer dormente durante o inverno e desenvolver-se unicamente na primavera seguinte.
Porquê saber se a borbulha pegou?
Uma ou duas semanas depois, observe:
- O gomo mantém-se verdejante e referto;
- O escudo não está enrugado;
- O pecíolo pode desprender-se facilmente;
- Começa a formar-se tecido cicatricial;
- Mais tarde, o gomo aumenta de volume.
Não golpe imediatamente a secção superior do porta-enxerto. Aguarde até a união estar consolidada ou até à aproximação do período de rebentação.
Erros mais frequentes
Fazer a borbulha em T quando a casca não levanta – Forçar a casca provoca rasgões e impede um juntura correto. Nestes casos, é preferível optar pela borbulha em chip.
Deixar o gomo secar – A borbulha deve ser colocada logo posteriormente ser retirada.
Fazer um golpe curvo – Uma superfície irregular reduz o contacto com os tecidos do porta-enxerto.
Vedar o gomo com a fita – Na borbulhia tradicional em T e no método de chip cá descrito, o gomo deve permanecer exposto.
Deixar crescer rebentos do porta-enxerto – Estes rebentos competem com o gomo enxertado e devem ser retirados junto à origem.
Em resumo, a enxertia de borbulha é uma das formas mais económicas de multiplicar uma variedade. A borbulha em T é indicada quando a casca se destaca facilmente; a borbulha em chip é uma supimpa escolha quando isso já não acontece.
O sigilo está na rapidez, na precisão dos cortes e no contacto entre os tecidos vivos. Com prática, um único ramo pode fornecer material suficiente para multiplicar várias roseiras, árvores de fruto ou vegetalidade ornamentais.
Leia também:
Enxertias de verão: o que precisa de saber?