A valor das vegetais ninho
As bromélias têm um papel muito importante nos ecossistemas tropicais e subtropicais da América Mediano e do Sul.
Quando pensamos em ninho, temos a teoria de um pouco onde se nasce, onde começa a vida e que ao mesmo tempo é um sítio de abrigo e de proteção. Nas selvas sul-americanas, as bromélias são tudo isso e muito mais. Saiba qual a valor das vegetais ninho.
O que são vegetais ninho
Além do papel relevante uma vez que vegetais, uma vez que todas as vegetais, desempenham também um importante papel nos ecossistemas, criando micro-habitats anfitriões de vida bicho. A sua estrutura, com folhas dispostas em lesma, foi concebida pela Natureza para reter chuva, criando boas condições para que insetos e batráquios as procurem.
São assim excelentes locais para que os insetos e batráquios depositem os seus ovos. Constituem também bebedouros para várias espécies de animais no estrato intermédio da floresta.
Tudo isto faz-lhes merecer o título de vegetais ninho. São, na sua maioria, epífitas – fixando-se nos troncos das grandes árvores (não as parasitando). Alcançam assim uma melhor exposição aos raios solares tão disputados nas selvas tropicais.
A grande heterogeneidade de bromélias
Entre as muro de 3000 espécies de bromélias, contam-se muro de 500 do género Tillandsia. A maioria são as chamadas vegetais aéreas. Vivem sem necessitarem de qualquer substrato. Extraordinárias pela sua formosura, adaptabilidade e características únicas. São consideradas pelos nativos vegetais “purificadoras” do ar, uma vez que o seu iguaria são micropartículas em suspensão no ar que fixam nas suas folhas, processando-as depois com o auxílio da chuva.

Ecossistemas suspensos
Para compreender em pormenor o concepção de “vegetais ninho”, é fascinante estudar o funcionamento das rosetas destas vegetais. A disposição compacta das suas folhas cria uma espécie de cisterna ou “minitanque” medial, capaz de armazenar desde poucos mililitros até vários litros de chuva da chuva. Nas copas densas das florestas tropicais, onde o solo está muitas vezes distante, estas pequenas reservas líquidas suspensas convertem-se em autênticos oásis.
No interno destes tanques biológicos, gera-se uma intrincada teia nutrir. Ali acumulam-se folhas caídas, detritos orgânicos e poeiras que, ao decomporem-se, fornecem nutrientes não só para a própria bromélia, mas também para uma vasta comunidade de organismos unicelulares, larvas de insetos e pequenos crustáceos.
Relações de simbiose e o papel dos anfíbios
Muitas espécies de anfíbios, em pessoal algumas minúsculas rãs tropicais (uma vez que as da família Dendrobatidae), dependem exclusivamente destas vegetais para completar o seu ciclo de vida. Elas transportam os seus girinos às costas até ao interno das bromélias, onde a chuva acumulada permanece protegida de predadores terrestres.
Esta relação configura uma simbiose perfeita: os animais encontram uma “maternidade” segura e um abrigo húmido contra a desidratação, enquanto a vegetal beneficia dos dejetos orgânicos deixados pelos seus hóspedes, que funcionam uma vez que um fertilizante oriundo rico em nitrogênio e fósforo. Sem a presença destas vegetais ninho, a sobrevivência de dezenas de espécies de fauna silvestre estaria seriamente comprometida.
O fascínio das vegetais ninho nos jardins e interiores
Graças à sua incrível resiliência e exuberância estética, as bromélias e as Tillandsias conquistaram também um lugar de destaque no mundo da jardinagem e do design de interiores moderno. No caso das vegetais aéreas (Tillandsias), a privação de raízes terrestres permite fabricar arranjos verticais inovadores, quadros vivos ou suportes suspensos em madeira e pedra, mimetizando o seu comportamento oriundo nas árvores.
Para mantê-las saudáveis fora do seu habitat, basta recriar as suas condições de eleição: uma boa claridade (evitando o sol direto nas horas de maior calor), uma humidade ambiental fixo e, no caso das bromélias de tanque, prometer que a sua urna medial dispõe sempre de um pouco de chuva limpa e fresca. Desta forma, além de purificarem o envolvente doméstico, estas magníficas sobreviventes trazem um pedaço da rica biodiversidade da selva para dentro das nossas casas.
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