Produtos fitofarmacêuticos – Revista Jardins

Produtos fitofarmacêuticos – Revista Jardins

Estas entidades deveriam ainda efetuar os registos de todos os tratamentos fitossanitários e mantê-los durante, pelo menos, três anos. Nas zonas urbanas e de lazer só poderiam ser utilizados produtos fitofarmacêuticos quando não existissem alternativas viáveis, nomeadamente meios de controlo mecânicos e biológicos.

Especificações

Nas aplicações de produtos fitofarmacêuticos em zonas urbanas e de lazer, deve ainda ser:

  • dada preferência aos produtos fitofarmacêuticos de plebeu risco ou que apresentem menor perigosidade toxicológica, ecotoxicológica e ambiental;
  • dada preferência à utilização de equipamentos e dispositivos de aplicação ou técnicas de aplicação que minimizem o arrastamento da calda;
  • dada pessoal atenção à localização dos coletores de águas pluviais ou residuais, interrompendo a aplicação do resultado na área circundante de modo a evitar a ingresso de calda nos coletores;
  • afixado previamente junto da área a tratar, avisos que indiquem o tratamento a realizar, a data a partir da qual se permite o aproximação ao sítio tratado, muito porquê a identificação da entidade responsável pelo tratamento;
  • consultada a DRAP sobre a localização dos apiários para que a entidade responsável pela aplicação comunique aos apicultores pelo menos com 24 horas de antecedência relativamente à aplicação, a urgência de estes assegurarem a proteção dos apiários situados até 1500 metros da área a tratar.

Posteriormente, o Decreto-Lei n.o 35/2017 de 24 de março procedeu à alteração da lei anterior, tendo revogado alguns artigos/alíneas e aditado outros.

Esta legislação refere que, nos tratamentos fitossanitários, nas aplicações de produtos fitofarmacêuticos em zonas urbanas e de lazer, deve ser afixado previamente junto da área a tratar, avisos que indiquem o tratamento a realizar, a data previsível da intervenção e a data a partir da qual se permite o aproximação ao sítio tratado (secagem do resultado aplicado), muito porquê a identificação da entidade responsável pelo tratamento.

Autorizações e proibições

Foram proibidos tratamentos fitossanitários com produtos fitofarmacêuticos em determinados locais. Atente-se nos jardins infantis, nos jardins e parques urbanos de proximidade e nos parques de campismo; nos hospitais e noutros locais de prestação de cuidados de saúde muito porquê nas estruturas residenciais para idosos; e nos estabelecimentos de ensino. A aplicação de produtos fitofarmacêuticos nos casos referidos unicamente pode ser autorizada quando, comprovadamente, não se encontrem disponíveis meios e técnicas de controlo alternativos. Não carecem de autorização por segmento da DRAP os tratamentos injetáveis, os tratamentos por pincelagem de feridas e a instalação de armadilhas.

 

Respostas

No atual cenário, o qual terá tendência para ser acentuado no que respeita à limitação de uso de fitofarmacêuticos de síntese. Assume cada vez mais importância o conhecimento dos diversos agentes nocivos e dos seus ciclos biológicos, assim porquê dos fatores de risco. Ou seja, os fatores de predisposição, pois unicamente na posse conjunta destes conhecimentos será possível estabelecer estratégias de controlo dos agentes bióticos.

Pragas

Ao nível das pragas será importante perceber as amplitudes térmicas diárias e prever o seu emergência. Será ainda importante para as pragas picadoras sugadoras, porquê os afídeos, saber que a realização de podas severas favorece o emergência da praga. Saber que a existência de vegetação debilitadas em determinado sítio é um foco de atração de determinadas pragas e promove o ataque das restantes é fulcral para evitar contaminações relevantes.

Doenças

No que respeita às doenças, maioritariamente as fúngicas, é necessário ter a noção de que a existência de humidade em simultâneo com a temperatura amena são fatores-chave para a sua proliferação. Assim, a realização de regas de forma correta é importante. As podas severas são também um fator que promove a infeção por segmento dos esporos dos fungos, conduzindo ao emergência de doenças. É facilmente reconhecido, mas raramente posto em prática, que a existência de ferramentas de golpe contaminadas contribui fortemente para a disseminação das doenças. Desse modo, a sua desinfeção regular é da maior relevância.

Controlo de infestantes

Relativamente às infestantes, observa-se atualmente o acréscimo de controlo de herbáceas nos espaços públicos com recurso a meios mecânicos e térmicos. Ou seja, a motorroçadora e a aplicação de vapor de água respetivamente.

 

Com base no quadro atual, do ponto de vista da sustentabilidade, é percetível o incremento de restrições nos tratamentos fitossanitários, nomeadamente ao uso de inseticidas, fungicidas e herbicidas, sobretudo em espaços públicos. Efetivamente, os seus efeitos no ser humano, espécies não mira e no envolvente poderão ser elevados. Compete-nos, com recurso à arte e ao talento, produzir estratégias alternativas para evitar e/ou controlar os agentes nocivos nos jardins, parques e outros equipamentos urbanos públicos.

 

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