Yucca gigantea – Revista Jardins
Caracterização da yucca
A Yucca gigantea é uma vegetal perene, lenhosa e de ramagem persistente. A dimensão de uma yucca depende muito do sistema de cultivo. Plantada no solo num clima quente, a Yucca gigantea pode transformar-se numa árvore de vários troncos, atingindo 8 a 12 metros de profundeza e uma largura de 4 a 8 metros. Em vaso, o espaço restringido para as raízes e as podas ocasionais permitem controlar o seu prolongamento. O tronco engrossa com a idade e pode ramificar-se, produzindo várias coroas de folhas. Nos exemplares maduros, a base adquire por vezes uma forma alargada, semelhante à pata de um elefante, particularidade que explica o vetusto nome Yucca elephantipes.
As folhas crescem em rosetas espiraladas nas extremidades dos troncos. São lineares ou lanceoladas, coriáceas e geralmente verde-claras ou verde-azuladas. Apesar da ar rígida, as extremidades são mais flexíveis e menos agressivas do que as de muitas outras espécies de Yucca. É precisamente esta carência de pontas fortemente espinhosas que torna a espécie mais adequada para interiores e locais de passagem. À medida que a vegetal cresce, as folhas inferiores envelhecem, amarelecem e caem, deixando o tronco progressivamente exposto. Esta renovação faz segmento do desenvolvimento oriundo da yucca e contribui para a sua particularidade silhueta de pequena árvore.
Quando cultivada no exterior e já atingiu a maturidade, pode produzir grandes panículas erguidas, compostas por numerosas flores pendentes, de cor branca ou creme e forma semelhante à de um sino. As hastes florais podem aproximar-se de um metro de comprimento. Dentro de mansão, a floração é rara, pois exige vegetação adultas e níveis de luminosidade difíceis de reproduzir numa partilha.
Depois da floração podem formar-se frutos ovais e carnudos, de tonalidade acastanhada. Tal uma vez que as flores, os frutos são pouco comuns nos exemplares cultivados no interno.
A yucca é tóxica?
As folhas e raízes da yucca contêm saponinas. A ingestão pode provocar vómitos em cães e gatos, pelo que a vegetal deve ser mantida fora do alcance de animais que tenham o hábito de mastigar folhas. A suco também pode provocar irritação ligeira em pessoas sensíveis. Em caso de ingestão, deve contactar-se um médico veterinário.


Utilização
A yucca é valorizada pela sua forma arquitetónica. Um réplica tá pode funcionar uma vez que ponto focal numa sala, ingresso ou escritório, introduzindo verticalidade sem ocupar uma extensão excessiva. Os vasos de linhas simples, em cerâmica, barro ou materiais de conclusão mate, realçam a estrutura do tronco e das folhas.
Em interiores, a vegetal yucca adapta-se melhor a salas muito luminosas, jardins de inverno e espaços profissionais com janelas amplas. Pode ser combinada com zamioculcas e dracenas, criando conjuntos de ramagem estruturada e baixa manutenção.
No exterior, Yucca gigantea é adequada para pátios, terraços e jardins de inspiração mediterrânica ou subtropical. Pode ser plantada isoladamente, uma vez que elemento escultórico, ou integrada em composições com agaves, aloés, gramíneas ornamentais e arbustos tolerantes à seca. A utilização em vaso permite transferi-la para um sítio protegido durante o inverno.
Nas regiões portuguesas de clima mais sossegado, mormente em locais costeiros e abrigados, pode permanecer no exterior durante todo o ano. Em zonas sujeitas a geadas, deve ser cultivada em vaso ou protegida no inverno, pois tolera temperaturas baixas, mas não suporta o frigoríficação prolongado.
Devido à dimensão que pode compreender no solo e ao engrossamento da base, não deve ser plantada muito perto de fundações, muros frágeis ou passagens estreitas. Uma pequena yucca de viveiro guarda, dentro do vaso, ambições de árvore.
Condições de cultivo
A primavera é a idade mais indicada para plantar ou reenvasar a yucca, coincidindo com o início do prolongamento ativo. Escolha um recipiente com vários orifícios de drenagem, somente alguns centímetros mais largo do que o torrão da vegetal. Os vasos excessivamente grandes conservam demasiada chuva em volta de um sistema radicular ainda pequeno.
O substrato deve ser ligeiro, ventilado e muito muito drenado. Pode utilizar um substrato para vegetação de interno ou mesmo um universal.
Retire a yucca cuidadosamente do vaso vetusto e observe as raízes. As raízes saudáveis devem apresentar-se firmes; partes moles, negras ou com odor repugnante devem ser eliminadas com uma utensílio limpa. Coloque a vegetal à mesma profundidade a que se encontrava anteriormente – Não enterre a base do tronco. Preencha os espaços laterais, pressione ligeiramente e regue até a chuva trespassar pelo fundo.
No jardim, escolha uma posição ensolarada, protegida dos ventos frios e com solo drenante. Em terrenos pesados ou argilosos, a plantação num pequeno talude ou canteiro saliente ajuda a distanciar a chuva da zona radicular.
A yucca precisa de muita luz para resguardar uma forma compacta e folhas firmes. No interno, deve permanecer próxima de uma janela orientada a nascente, poente ou sul. Durante o verão, uma cortinado ligeiro pode protegê-la do sol intenso que atravessa o vidro para evitar escaldões. O sol direto suave é geralmente muito tolerado quando a vegetal está habituada. Mas, um réplica mantido durante meses num espaço pouco luminoso não deve ser posto subitamente sob sol potente, pois as folhas podem suportar queimaduras. Demais, a falta de luz provoca folhas caídas, prolongamento desequilibrado e inclinação em direção à janela. Rode o vaso regularmente para que todas as faces recebam iluminação e a vegetal não cresça uma vez que quem tenta espreitar permanentemente para o mesmo lado.
Propagação
A forma mais prática de propagar a yucca é através de estacas de talo. Na primavera, incisão uma extremidade com murado de 20 a 25 centímetros, deixe a superfície cicatrizar e plante-a num substrato arenoso e ligeiramente húmido. O enraizamento beneficia de temperaturas próximas dos 18 °C ou superiores.
Os rebentos que surgem junto à base também podem ser separados na primavera, desde que possuam algumas raízes. A propagação por semente é provável, mas é mais lenta e exige temperaturas quentes para a germinação.
Manutenção
Rega
Deixe secar pelo menos os primeiros cinco centímetros do substrato antes de voltar a regar. Quando a terreno estiver seca, molhe abundantemente até a chuva trespassar pelos orifícios e esvazie o prato ou o cachepot.
Durante a primavera e o verão, as regas serão mais frequentes, sobretudo em locais quentes e luminosos. No inverno, quando o prolongamento abranda, reduza-as significativamente. A yucca tolera a seca, mas não tolera um vaso permanentemente encharcado.
O amarelecimento súbito de várias folhas inferiores, escoltado por tecidos moles, é frequentemente sinal de excesso de chuva. Pontas secas e folhas inferiores quebradiças podem resultar de rega insuficiente, embora a queda gradual das folhas antigas também seja oriundo.
Adubação
Entre a primavera e o final do verão, aplique mensalmente um fertilizante líquido equilibrado para vegetação verdes. Utilize uma ração moderada e aplique o resultado somente sobre o substrato previamente humedecido.
No outono e no inverno, suspenda a adubação. Nessa idade, a vegetal recebe menos luz e cresce lentamente, não conseguindo aproveitar uma quantidade elevada de nutrientes. A concentração de sais pode danificar as raízes e provocar margens castanhas nas folhas.
Poda e limpeza
A yucca não necessita de poda regular. Retire folhas totalmente secas ou danificadas, cortando-as junto ao tronco, e elimine as hastes florais depois de envelhecerem.
Quando uma yucca de interno se torna muito subida, o tronco pode ser rachado durante a primavera. Uma vegetal saudável tende a produzir novos rebentos aquém do incisão, enquanto a segmento superior removida pode ser utilizada uma vez que estaca. Esta mediação altera a silhueta e deve ser planeada com zelo, mas permite renovar exemplares que já chegaram ao teto.
Limpe ocasionalmente as folhas com um tecido húmido para remover o pó. Use luvas, pois as margens foliares podem ocasionar pequenos cortes e a suco pode irritar peles sensíveis.
Pragas e doenças
A yucca é geralmente resistente, mas pode ser atacada por cochonilhas, cochonilhas-algodão e afídeos. Inspecione as axilas das folhas, o tronco e a página subordinado da ramagem, onde estas pragas se instalam com maior facilidade. Ao detetar insetos, isole a vegetal, remova-os com um tecido húmido e aplique, quando necessário, um resultado autorizado para vegetação ornamentais, respeitando as indicações do rótulo.
No exterior, os caracóis podem danificar as folhas jovens e os afídeos podem concentrar-se nas hastes florais. Também podem surgir manchas foliares de origem fúngica, favorecidas por ramagem molhada e pouca circulação de ar.
O problema mais grave é o putrefacção radicular provocado por regas excessivas ou má drenagem. Se a base do tronco estiver tenro e as raízes apresentarem mau cheiro, retire a vegetal do vaso, elimine os tecidos afetados e replante as partes saudáveis num substrato novo e quase sequioso.
Curiosidades
O nome Yucca elephantipes referia-se à base espessa do tronco, semelhante a uma pata de elefante. Embora esta designação continue presente nas etiquetas comerciais, Yucca gigantea é o nome botânico aceite.
A yucca não deve ser confundida com a mandioca, frequentemente chamada “yuca” em espanhol. A mandioca pertence à espécie Manihot esculenta e à família Euphorbiaceae, não tendo uma relação fitologia próxima com o género Yucca. A semelhança entre os nomes é uma antiga cilada linguística com raízes muito diferentes.
Embora seja normalmente vista uma vez que vegetal de interno, Yucca gigantea é uma verdadeira árvore nos seus territórios de origem. A versão alinhada e compacta que encontramos nas salas é somente uma sentença domesticada da vegetal.
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