Gerbera: cor sem timidez no jardim e em vaso

Gerbera: cor sem timidez no jardim e em vaso

Há flores que entram discretamente numa constituição e outras que parecem chegar com a caixa de tintas inteira. As gerberas pertencem claramente ao segundo grupo. Amarelas, laranjas, vermelhas, rosas, brancas ou em tonalidades intermédias, oferecem flores grandes e luminosas sobre hastes quase despidas, criando pontos de cor que parecem flutuar supra da ramaria.

É uma das flores ornamentais mais reconhecíveis e, apesar do ar sofisticado das variedades de florista, não é particularmente complicada de cultivar. Exige, isso sim, atenção a três aspetos: luz profuso, boa drenagem e rega sem excessos.

Características

A gerbera pertence à família Asteraceae, a mesma dos girassóis, margaridas e crisântemos. Gerbera jamesonii, uma das espécies mais importantes na origem das variedades cultivadas, é uma herbácea perene nativa da África Meridional, ocorrendo naturalmente entre as províncias do setentrião da África do Sul e Eswatini.

As vegetalidade formam uma roseta basal de folhas verdes, alongadas e frequentemente recortadas. Do núcleo surgem hastes florais firmes que elevam as inflorescências supra da ramaria.

Aquilo a que habitualmente chamamos “flor” é, na verdade, um capítulo constituído por numerosas flores minúsculas. As flores exteriores, alongadas e semelhantes a pétalas, rodeiam um disco mediano constituído por muitas flores pequenas. É a arquitetura típica das Asteraceae.

As gerberas cultivadas apresentam uma extraordinária multiplicidade. Existem flores simples, semidobradas e dobradas, em branco, creme, amarelo, laranja, vermelho, rosa e púrpura. O género é formado por vegetalidade perenes de roseta basal, com capítulos florais solitários sustentados por hastes supra das folhas.

Grande secção das gerberas ornamentais modernas são híbridos. O programa de melhoramento que viria a originar muitas das formas cultivadas começou no final do século XIX, em Cambridge, com cruzamentos entre Gerbera jamesonii e Gerbera viridifolia.

gerberas

Utilização

No jardim, a gerbera funciona melhor onde a cor possa assumir o protagonismo. Pode ser instalada na frente de bordaduras, em pequenos maciços ou combinada com gramíneas e herbáceas de ramaria mais serena, que ajudam a lastrar a intensidade das flores.

É particularmente eficiente em vasos e floreiras, o que também permite controlar melhor a drenagem e proteger as vegetalidade quando chegam temperaturas baixas. Também funciona muito em  bordaduras estivais, pequenos jardins, pátios e espaços urbanos protegidos.

As variedades compactas adaptam-se ainda ao cultivo temporário no interno, desde que recebam muita luz. Uma gerbera colocada numa ramificação escura pode sobreviver durante qualquer tempo, mas dificilmente oferecerá a mesma qualidade de floração.

E há, naturalmente, a flor de namoro. As hastes longas e as cores intensas explicam a presença habitual da gerbera em bouquets e arranjos florais: poucas flores conseguem ser simultaneamente tão simples no gravura e tão exuberantes na presença.

Condições de cultivo

A primavera é a melhor fundura para plantar gerberas no exterior. Convém esperar que as temperaturas noturnas estejam estabilizadas e evitar períodos de indiferente, pois a maioria das variedades comercializadas é sensível às baixas temperaturas. A RHS recomenda a plantação exterior quando as temperaturas noturnas se mantêm supra dos 5 ºC.

Escolha um lugar soalheiro, quente e consolado e, supra de tudo, um solo fértil mas muito muito drenado.

Em vaso, utilize um recipiente relativamente profundo, com bons orifícios de drenagem, e um substrato fértil e ventilado. A gerbera desenvolve um sistema radicular considerável e não aprecia recipientes permanentemente saturados de chuva.

Existe um pormenor que pode fazer a diferença entre uma vegetal saudável e uma grinalda apodrecida: não enterre o pescoço da vegetal. A zona mediano de onde emergem as folhas deve permanecer ligeiramente supra da superfície do solo ou substrato, reduzindo a aglomeração de humidade.

Manutenção

Durante a primavera e o verão, regue de forma a manter alguma humidade no solo, deixando a classe superficial secar ligeiramente entre regas. Evite molhar repetidamente o núcleo da vegetal e nunca deixe vasos mergulhados em chuva durante longos períodos. No inverno, a rega deve ser bastante reduzida.

Em vaso, uma fertilização regular durante o desenvolvimento ajuda a manter vegetalidade vigorosas. Durante a temporada de floração, um fertilizante com maior texto de potássio pode propiciar a produção floral, sempre respeitando as doses indicadas pelo operário.

A gerbera não necessita de verdadeira poda. Há, porém, um pequeno gesto que prolonga a sua melhor estação: retirar regularmente as flores que começam a envelhecer. Galanteio a haste floral junto à base e elimine também folhas amarelas ou danificadas. Para além de melhorar o aspeto, reduz a aglomeração de tecidos mortos e estimula novas florações.

Propagação e rejuvenescimento

Vegetais adultas que se tornam muito densas podem ser divididas no início da primavera. A ramificação permite simultaneamente multiplicar a gerbera e rejuvenescer exemplares que perderam vigor. A propagação por semente também é provável, embora as vegetalidade obtidas a partir de sementes recolhidas de cultivares não sejam necessariamente iguais à planta-mãe.

Pragas e doenças

Uma gerbera muito instalada é relativamente fácil de manter, mas há inimigos que vale a pena vigiar. Afídeos, mosca-branca e ácaros podem testilhar a ramaria, sobretudo em vegetalidade cultivadas em estufa ou dentro de morada. Observar regularmente a página subalterno das folhas permite detetar as infestações antes de se tornarem difíceis de controlar.

Entre as doenças, os principais riscos surgem quando se juntam demasiada humidade e pouca circulação de ar. Botrytis ou podridão-cinzenta, oídio, podridões da grinalda e das raízes podem desenvolver-se nestas condições.

A melhor resguardo começa antes de qualquer tratamento: substrato drenante, espaçamento suficiente entre vegetalidade, boa ventilação e rega dirigida ao solo em vez de sobre a ramaria.

Curiosidades sobre a gerbera

O nome Gerbera homenageia o naturalista germânico Traugott Gerber. Já Gerbera jamesonii recebeu o epíteto específico em referência a Robert Jameson, que recolheu exemplares vivos na região de Barberton, na África do Sul, em 1884.

É precisamente por essa relação geográfica que G. jamesonii é internacionalmente conhecida porquê Barberton daisy ou margarida-de-Barberton.

A gerbera não precisa de perfumes intensos nem de formas extravagantes para se fazer notar. Basta-lhe uma haste, um círculo quase perfeito e uma cor sem qualquer intenção de passar despercebida.

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