Citrinos: porquê tratá-los com sucesso
Saiba porquê combater as pragas e doenças dos citrinos
Nos jardins mediterrânicos, utilizam-se diversas espécies e variedades de citrinos, as quais, não só pela inconstância de espécies e variedades que apresentam mas também pela multiplicidade de localizações geográficas em que se encontram, estão sujeitas a um considerável rol de agentes nocivos. Assim, neste cláusula iremos falar das pragas e doenças mais comuns nos citrinos e explicar porquê tratar destas árvores de fruto.
Pragas mais vulgares dos citrinos
Cochonilha-algodão
Em locais menos arejados das árvores, normalmente na junção de frutos e ou folhas, observam-se larvas e adultos de Pseudococcus citri. A fêmea do inseto tem a forma oval, com o corpo envolvido numa classe cerosa de cor branca. No estado adulto, produz uma secreção branca semelhante ao algodão na qual deposita os ovos. Os órgãos atacados, onde estão as colónias, permanecem verdes, mas, associada às meladas produzidas, surge fumagina, ficando as folhas totalmente negras.
Uma vez que controlar:
Numa período inicial, poder-se-á exclusivamente remover e limpar as folhas em que se observe a presença destes insetos. Numa período mais evoluída, é necessário o recurso a inseticidas, nomeadamente à base de óleo de verão ou de espirotetramato.
Cochonilhas-lapa
Trata-se de um grupo de insetos de entre os quais se destacam a cochonilha-pinta-vermelha (Aonidiella aurantii) e a cochonilha-vírgula (Lepidosaphes beckii).
Na cochonilha-pinta-vermelha, a fêmea é mais larga que comprida, de cor amarela. Caminha pela superfície do fruto onde se instala e enterra o seu estilete, passando por uma série de estados e mudando de cor castanha/encarnada, até que é fecundada e, com os ovos no seu interno, adquire forma arredondada, coberta por uma envoltório endurecida que a vai proteger.
As fêmeas da cochonilha-vírgula possuem escudos alongados de cor castanha. Preferem locais sombrios, localizando-se os ataques na página subalterno das folhas. Devido ao aparelho bucal picador-sugador destas cochonilhas, as vegetação atacadas ficam cloróticas (descoradas), surgindo a produção de meladas, com a consequente fumagina. Os frutos tendem a permanecer com manchas esverdeadas, o que prejudica o seu desenvolvimento.
Uma vez que controlar:
Remover e limpar os órgãos vegetais infetados por estas pragas. Se os ataques forem de intensidade intermédia, é provável o seu controlo com óleo de verão.
Em caso de ataques mais intensos, será necessário o recurso a inseticidas homologados, havendo muitos para o efeito, por vezes combinados com o óleo de verão.
Mosca-da-fruta
É uma pequena mosca (Ceratitis capitata), ostentando cores vivas (laranja, branco e preto) que possui grande capacidade de voo. As fêmeas selecionam os frutos onde vão realizar as posturas dos ovos, deixando uma picada visível através de uma mancha amarela no fruto, aumentando e tornando-se castanha. As larvas alimentam-se da polpa do fruto, acabando estes por tombar ao solo. Logo, a ferida é uma ingressão para fungos e outros microrganismos que iniciam a desagregação do fruto.
Uma vez que controlar:
Instalação nas árvores de armadilhas específicas iscadas com um atrativo fomentar. Se se verificar a premência de infligir produtos fitofarmacêuticos, cujas substâncias ativas homologadas são várias, estas deverão ser efetuadas entre a mudança de cor e a colheita dos frutos.
Afídeos
Trata-se também de um grupo de insetos, piolho-verde da laranjeira (Aphis citricola), piolho-preto dos citrinos (Aphis aurantii) e piolho-do-algodoeiro (Aphis gossypii). São insetos de dimensões muito reduzidas, de forma e coloração variável desde verde-amarelado, verde-escuro até castanho-escuro ou preto. Outrossim, são espécies que na sua maioria segregam meladas e são procuradas pelas formigas.
Na primavera, início do verão e outono, é generalidade encontrar-se colónias destes insetos na página subalterno das folhas, nos lançamentos e nos botões florais, mas sempre em órgãos em desenvolvimento. Os prejuízos são a subtracção do vigor das vegetação; a seiva pode gerar reações fitotóxicas que conduzem ao enrolamento e deformação das folhas. Por outro lado, a produção de meladas provoca o emergência de fumagina, cuja ação interfere negativamente na fotossíntese. Estes insetos são ainda vetores de viroses.
Uma vez que controlar:
Recomenda-se a não efetuar podas excessivas, assim porquê moderar o recurso a fertilizantes ricos em nitrogênio, pois ambas as situações favorecem o desenvolvimento prolongado de tecidos vegetais tenros.
A emprego de inseticidas poderá ser equacionada, mas sempre de forma precoce e repetida, recorrendo a inseticidas de famílias químicas diferentes, devido à extrema facilidade com que os afídeos se multiplicam.
Lagarta-mineira
São pequenas larvas até 3 mm de comprimento de cor castanha-esverdeada pertencente à espécie Phyllocnistis citrella. Os ovos são colocados perto da nervura mediano, normalmente na página subalterno, e as larvas ao nascer introduzem-se entre a página subalterno e página superior das folhas e iniciam uma galeria que aumenta de comprimento e largura, atingindo na período final a margem da folha.
Os maiores prejuízos são em vegetação novas, cujas folhas e lançamentos são mais viçosos. Assim, o extenuação e tardança no propagação das árvores é consequência da devastação do sistema foliar provocado pela lagarta-mineira.
Uma vez que controlar:
O tratamento contra esta praga deve ser iniciado aquando do emergência das primeiras lagartas.
Poder-se-ão utilizar inseticidas à base de abamectina ou de tiametoxame, com intervalos estipulados de entendimento com a intensidade dos ataques e a quadra em que se realizam de modo a proteger as jovens folhas que vão aparecendo.
Doenças mais vulgares nos citrinos
Fumagina
A folhas e por vezes os ramos finos evidenciam manchas escuras ou negras, a princípio polvorentas, que posteriormente se tornam crostas. Estes sinais do fungo Capnodium citri surgem sobretudo sobre as meladas dos citrinos atacados por cochonilhas.
Uma vez que controlar:
Lavagem com uma mistura a 10% de chuva e detergente da louça suave.
Gomose parasitária
Os sintomas desta doença produzidas pelo fungo Phytophthora citrophthora surgem geralmente na base do tronco sob a forma de exsudações gomosas (liquido viscoso) associadas a manchas de coloração escura.
Numa período ulterior, observa-se a falta de vigor das árvores com a consequente queda de folha do vértice dos ramos para a base. Demais, a humidade nos solos promove a presença do fungo.
Uma vez que controlar:
Remover os tecidos afetados até à secção sã e infligir uma pasta à base de cobre, sob a forma de sulfato de cobre e cálcio (mistura bordalesa).
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