Vespa-asiática – Revista Jardins
Uma praga que, tendo vindo da China para a Europa, chegou a Portugal em 2011 e tem vindo a expandir-se por todo o território.
Nome generalidade: Vespa-velutina, vespa-asiática.
Nome Científico: Velutina nigrithorax.
Origem: Sudoeste Asiático (sul da China, India, Indonésia, Nepal)
Características
Espécie diurna, que pode chegar aos 3,5 cm de comprimento (rainha) e tem o tórax praticamente preto, aveludado e delimitado por uma fita fina amarela. O abdómen maioritariamente castanho tem uma fina traço amarela entre o 1.º e o 2.º segmento do abdómen e o 4.º segmento e amarelo, sendo a terminação e as asas escuras. As patas são pretas e amarelas.
Ciclo biológico: Os ninhos da vespa-asiática encontram-se nas árvores, a alturas entre os cinco e os dez metros (mas também podem estar no solo, em muros, telheiros, alpendres, varandas, barracões), têm uma forma arredondada que pode chegar a um metro de fundura e até 80 centímetros de diâmetro. Cada ninho pode albergar murado de 2000 vespas e 150 fundadoras, que, no ano seguinte, poderão fabricar pelo menos seis novos ninhos. As colónias desta espécie são anuais e têm início na primavera (abril), fundura em que a rainha-fundadora acorda da hibernação e cria as primeiras obreiras num primeiro ninho (5 cm, tamanho de uma globo de golfe) que tem murado de 10-12 ovos. Os ataques a apiários ocorrem, sobretudo, entre o início do verão (junho) e o outono, fundura em que as vespas precisam de nutrir as crias.
Quando a colónia já está desenvolvida, trocam ou ampliam para um segundo ninho (50-60 de diâmetro e 80 cm de fundura) de julho a outubro, no qual ficam até ao final do inverno do ano seguinte, fundura em que a rainha morre e as sucessoras abandonam o vespeiro, acasalam e hibernam fora do ninho, em locais seguros, para prometer um novo processo no início da estação seguinte.
Curiosidades
Terá chegado à Europa pelo porto de Bordéus, através de um carregamento de hortícolas ou loiças vindo da China (2003-2004). Em 2011 começou a invadir o Setentrião de Portugal (Viana do Forte), mas neste momento já esta na zona Meio e prenúncio expandir-se para todo o território. De concórdia com a DGS, a vespa-velutina instala-se sobretudo em áreas urbanas e periurbanas. Quando uma vespa prospetora entra na colmeia, a colónia começa por lhe fechar a saída. Para se protegerem quando a vespa entra na colmeia, as abelhas rodeiam o predador e formam uma bolha ao seu volta, começando a percutir as asas para erguer a temperatura até aos 40-41 oC, mortífero para as vespas. As abelhas obreiras quase se matam a si próprias pois elas suportam temperaturas até 42 ºC.

Danos
Picadas: Se for só uma vespa, não representa grande risco, mas se a vespa se sentir ameaçada e testilhar com o auxílio das companheiras, a concentração de veneno pode ser tão elevada e provocar uma reação alérgica que pode ser grave e tornar-se irremissível. Não se deve aproximar ou tocar nos ninhos, pois as obreiras podem ser extremamente agressivas.
Prenúncio para as nossas abelhas europeias e as suas colmeias: Agarram-nas no ar e levam-nas para uns metros de intervalo, para lhes trinchar a cabeça, as asas e o ferrão (tudo muito rápido). Só levam o tórax para o ninho, que é a segmento mais rica em proteínas. Conseguem dizimar um enxame em poucos dias.
Produção agrícola: Alimentam-se de abelhas e outros insetos polinizadores, o que afeta a produção agrícola e a biodiversidade.
Produção do mel: Enorme quebra na produção de mel, devido à mortalidade das abelhas (Apis melífera) da colmeia. Isto esta ocorrer, sobretudo no setentrião do País.
Combate biológico
Prevenção/aspetos biológicos:
Armadilhas com garrafas de 5 l e 1,5 l com pequenos buracos, atraindo-se as vespas com sumo de pera, groselha, cerveja ou vinho branco já fermentados. Em termos legais, só se deve colocar garrafas com atrativos alimentares (iscos) do tipo TP 19. Devem ser colocadas nos apiários ou em ninhos primários. A insídia mercantil do tipo CLAC foi a que mostrou melhores resultados.
Sempre que divisar uma vespa, isso significa que o ninho pode estar nas imediações, num relâmpago de 2km.
Devastação dos ninhos primários e secundários, para isso, sempre que detetar um ninho, deve contactar uma das seguintes entidades:
• Portal stopvespa.icnf.pt
• SOS Envolvente (808200520)
• Serviço de Proteção da Natureza e do Envolvente da Guarda Pátrio Republicana (SEPNA-GNR)
• Juntas de freguesia para alertar os serviços especializados.
Luta química biológica:
• Impor inseticidas com piretrinas nos ninhos e nos locais com grandes populações de adultos.
Luta biológica:
• Existem estudos para utilizar o sevandija Pheromermis vesparum no combate à vespa-asiática.
• Os frangos em envolvente proveniente e as galinhas, em pessoal a penosa de raça Janzé são muito boas predadoras, dando saltos e apanhando a vespa, comendo depois o seu corpo.
• O bútio-vespeiro é uma ave de rapina que ataca os ninhos das vespas-asiáticas, alimentando-se delas.
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