Rosmaninho (Lavandula stoechas) – Revista Jardins

Rosmaninho (Lavandula stoechas) – Revista Jardins

Características

O rosmaninho (Lavandula stoechas), também espargido por alfazema-brava, é autóctone em Portugal, sendo uma vegetal de eleição nos jardins mediterrânicos e jardins de baixa manutenção. Existem duas subespécies espontâneas no país, nomeadamente, a L. stoechas subsp. stoechas e a Lavandula stoechas subsp. luisieri (rozeira). Esta última é um endemismo da Península Ibérica. Na Natureza surgem sobretudo nas regiões núcleo e sul do país e estão frequentemente associadas a azinhais, sobreirais ou pinhais.

Atrativa para os polinizadores, é uma vegetal melífera importante para os ecossistemas locais. Pelo mesmo motivo, deve ser plantada junto a hortas. Enquanto relva aromática e devido às suas propriedades medicinais, é usada em culinária, em aromaterapia, perfumaria e cosmética. As hastes florais secas também são apreciadas no design floral e na decoração.

Arbusto de pequeno porte, arredondado, lenhoso na base, olorante e perene. As folhas são verde-acinzentadas, lisas, estreitas, com murado de 2 a 4 cm de comprimento, muito atrativas durante todo o ano. As flores são pequenas e agrupadas em espigas compactas rematadas por três brácteas coloridas, geralmente roxas, rosas ou brancas, que se assemelham a pétalas. A floração é longa, decorrendo de março a setembro. O fruto, sem interesse ornamental, é um aquénio.

Condições de cultivo

A plantação do rosmaninho deve ser feita no outono ou no início da primavera. Prefere locais com bastante exposição solar, precisando de, pelo menos, 6 horas de luz solar direta por dia. Aliás, o sol intensifica o seu olor. O solo deve ser pobre e muito muito drenado. Não tolera solos pesados, húmidos ou muito ricos em material orgânica. Apesar de sobreviver numa grande amplitude ecológica, prefere solos siliciosos ou calcários dependendo da subespécie.

Ajustado ao clima mediterrânico, tolera tanto o calor porquê a seca. Outrossim, é resistente ao vento poderoso e a geadas leves.

Ao cultivar no terreno, tenha em consideração um compasso de plantação de murado de 0.6 metros. Porém, se preferir plantar em vaso, recorra a um recipiente com murado de 0.3 metros de diâmetro, adicione uma classe drenante na base e use um substrato ligeiro e ventilado, idealmente com mistura de perlite e vermiculite.

Manutenção

A Lavandula stoechas é uma vegetal rústica de baixa manutenção. É uma vegetal xerófita, muito resistente à seca, pelo que tolera melhor a falta de chuva do que o excesso. Regue exclusivamente nos primeiros meses em seguida a plantação enquanto a vegetal ainda está a enraizar e, depois de instalada, pode praticamente suspender a rega, exceto em vasos ou em períodos de seca extrema no verão.

Para manter a forma compacta e estimular o rejuvenescimento da vegetal, faça uma poda ligeira em seguida a floração. Remova as hastes florais murchas e namoro levemente os ramos (murado de um terço). Esta ação irá evitar que a vegetal se torne muito lenhosa conforme envelhece.

Adaptada a solos pobres, não carece de adubação. Esta pode tornar-se mais prejudicial do que benéfica para a saúde da vegetal.

Muito resistente a pragas e doenças, por vezes pode ser afetada por pulgões, cochonilhas, ácaros, mosca-branca e oídio.

Veja o vídeo:
VIPlants: Lavandula stoechas

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