Planeta vai ultrapassar 1,5ºC de aquecimento e precisa mourejar com consequências
A humanidade falhou em satisfazer o objetivo médio da Convenção do Clima da ONU de evitar a interferência perigosa dos seres humanos no sistema climatológico e agora precisa se preparar para as consequências. Esta é a mensagem principal do novo relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Envolvente (Pnuma) sobre o chamado overshoot – período em que o aquecimento global ultrapassa 1,5ºC –, divulgado nesta quarta-feira (2).
O documento não estabelece data para essa ultrapassagem, mas alerta que ela acontecerá “provavelmente nos próximos anos”, trazendo consigo impactos cada vez mais complexos e imprevisíveis. Nesta novidade veras, agora confirmada pela ONU, países menos desenvolvidos, pequenos Estados insulares em desenvolvimento e as populações pobres e vulneráveis serão afetados desproporcionalmente.
“Nascente verão, o calor escaldante, os incêndios florestais devastadores e as inundações mortais são um alerta do que está por vir. Precisamos tornar a ultrapassagem de 1,5°C a menor e mais curta verosímil. Isso exige uma ultrapassagem da anelo”, afirmou o secretário-geral da ONU, António Guterres.
O chamado de Guterres por mais anelo tem a ver com os esforços que serão necessários para limitar a intensidade e a duração da ultrapassagem e, posteriormente, para fazer a temperatura retornar a níveis inferior do limite estabelecido, uma tarefa que será virtualmente impossível se as metas climáticas dos países permanecerem nos níveis atuais.
Mesmo em um cenário otimista, no qual todos os planos climáticos nacionais sejam implementados integralmente e as metas adicionais de emissões líquidas zero cumpridas, a temperatura da Terreno deve chegar a 1,8ºC supra do limite estabelecido pelo Concordância de Paris. Se a taxa de anelo e implementação continuar nos níveis atuais, o aumento de temperatura pode chegar a 2,6ºC – ou mais – no termo do século.
Mesmo um aquecimento de 1,5°C já leva a cenários de riscos elevados. Os eventos climáticos extremos estão mais intensos e frequentes. Nas últimas duas décadas, foram documentadas mais de 50 ondas de calor de supino impacto e sem precedentes. Entre maio de 2024 e maio de 2025, muro de metade da população mundial enfrentou pelo menos 30 dias de calor extremo. Uma vez que consequência, a mortalidade associada ao calor vem aumentando em graduação global. Em paralelo, o aquecimento global aumentou a verosimilhança e a intensidade de chuvas, inundações e secas, além de propiciar incêndios florestais.
“Entramos numa era de consequências, porquê a tragédia da última semana no Nepal deixou evidente, e nenhum governo do planeta está prestes para o que enfrentaremos nas próximas décadas. É hora de encetar a falar sério sobre adaptação e de cobrar recursos de perdas e danos dos países ricos para as nações mais pobres”, diz Claudio Angelo, coordenador de Política Internacional do Observatório do Clima.
Namoro urgente de emissões
Segundo o relatório, a sisudez e a duração da ultrapassagem, assim porquê a trajetória até o pico e o ulterior declínio, dependerão principalmente da velocidade e da profundidade dos cortes nas emissões de gases de efeito estufa.
Virar o aquecimento global depois de ultrapassar 1,5°C é teoricamente verosímil, diz o documento. No entanto, isso exigiria emissões líquidas negativas sustentadas de dióxido de carbono (CO₂), em graduação global relevante, durante décadas ou séculos, acompanhadas de reduções profundas nas emissões de metano.
Para conseguir o primeiro objetivo, seria necessário evitar o sumo verosímil as emissões de CO₂ e, ao mesmo tempo, ampliar os métodos de remoção de CO₂. Para conseguir o segundo, seriam necessários avanços substanciais na redução das emissões de metano consideradas “difíceis de varar”, particularmente as provenientes da cultura. A viabilidade de conseguir ambos os objetivos na graduação necessária permanece incerta.
Exclusivamente a infraestrutura de combustíveis fósseis atualmente existente e planejada pode ultrapassar em 120% o nível de emissões de CO₂ conciliável com a meta de 1,5°C em 2030.
O relatório também alerta para o trajo de que o “declínio” na temperatura não está guardado. Políticas, instituições, sistemas de financiamento e de planejamento foram concebidos com base em pressupostos de mudanças graduais, relativa segurança climática e submissão de dados históricos para fatores físicos e de projeções para fatores humanos. Esses pressupostos não se sustentam em um mundo em overshoot, que introduz uma veras dissemelhante, diz o trabalho.
“É hora de reduzir emissões de superpoluentes de vida curta, porquê o metano, para refrear rapidamente aumentos maiores de temperatura. Mas, sobretudo, é hora de varar os combustíveis fósseis, principais causadores desta crise. Largar o objetivo de entregar os termômetros a 1,5ºC não é uma opção; seria assinar um pacto coletivo de suicídio. Mas o pico e o declínio não ocorrerão enquanto países produtores de combustíveis fósseis olharem para essas indústrias porquê uma benesse em vez de uma maldição. É preciso parar já a expansão fóssil no mundo, e a COP31, daqui a dois meses, é uma oportunidade de tomar essa decisão”, finaliza Claudio Angelo.