Mineração proibido de ouro transforma município de MT no mais violento da Amazônia
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O progresso do mina proibido na Terreno Indígena Sararé, em Mato Grosso, transformou Vila Bela da Santíssima Trindade no município mais violento da Amazônia, com números recordes de homicídios.
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Conflitos armados, disputas por território e operações policiais explicam a subida de mortes violentas intencionais registradas nos últimos três anos.
Nos últimos dois anos, a explosão da mineração proibido de ouro na vizinha Terreno Indígena Sararé veio acompanhada de uma escalada da violência na pequena cidade de Vila Bela da Santíssima Trindade, no Mato Grosso, aponta o Atlas da Violência na Amazônia 2025.
Localizada próxima à fronteira com a Bolívia, Vila Bela da Santíssima Trindade registrou a maior taxa de mortes violentas intencionais em toda a Amazônia brasileira entre 2022 e 2024: 136 mortes por 100 milénio habitantes. É mais de seis vezes a média vernáculo, de 20,8.
“O agravamento da violência na região parece estar fortemente ligado à intensificação da mineração proibido na Terreno Indígena Sararé”, escreveram os autores do relatório. “É notável que Vila Bela da Santíssima Trindade não figurava entre as 50 cidades mais violentas em nossa última edição.”
Habitada pelo povo Nambikwara, a Terreno Indígena Sararé concentrou mais de 70% de todo o desmatamento em terras indígenas causado pela mineração proibido de ouro na Amazônia brasileira. Murado de 2 milénio garimpeiros ilegais invadiram um território onde vivem aproximadamente 200 indígenas.

Em Vila Bela da Santíssima Trindade, foram registradas 12 mortes violentas intencionais em 2022 e 17 em 2023. Em 2024, o número saltou para 42 — um aumento de 250% em três anos. Um número considerável para um município de unicamente 16.774 habitantes.
Várias das mortes registradas decorreram de disputas territoriais em áreas de mina proibido e de confrontos armados entre garimpeiros e forças da polícia ambiental. Em 2024, quatro pessoas, incluindo uma jovem de 20 anos, teriam sido mortas em disputas por áreas de mina proibido.
Em maio de 2024, cinco pessoas ligadas à mineração proibido foram baleadas e mortas durante uma operação policial. A polícia apreendeu um rifle, uma submetralhadora, uma espingarda, duas pistolas e um revólver entre os garimpeiros. Em agosto e setembro de 2025, outras seis pessoas foram baleadas e mortas em duas operações separadas; a polícia informou que os garimpeiros abriram queimação contra as equipes.
Em 2023, uma investigação do Pulitzer Center acompanhou o desaparecimento de uma rapariga indígena de 12 anos, que teria sido sequestrada da mansão de sua família e levada para um mina em agosto de 2023.
A Mongabay confirmou com a Funai (Instauração Vernáculo dos Povos Indígenas) que a rapariga retornou para mansão entre dezembro de 2023 e janeiro de 2024.
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Imagem do banner: Superfície de mineração proibido de ouro na Terreno Indígena Sararé, em Mato Grosso. Foto: GEF/Ibama.