Invenção novidade espécie de vegetal endémica nas arribas do Tejo, em Almada
A invenção de João Farminhão de uma novidade espécie de vegetal herbácea nas arribas da foz do rio Tejo, na margem sul, no concelho de Almada, constitui um marco relevante para a fitologia vernáculo. A espécie, baptizada Linaria almadensis, é endémica de um troço muito restrito de escarpas calcárias voltadas ao estuário do Tejo.
A novidade espécie foi formalmente descrita num item científico publicado na revista internacional Botany Letters, no qual são sublinhados a sua distribuição extremamente limitada e o proeminente risco de extinção. De negócio com o item, a vegetal ocorre exclusivamente em encostas íngremes e paredes arenosas associadas a substratos carbonatados das arribas do Tejo, um habitat altamente especializado e sujeito a potente pressão ambiental.
Linaria almadensis é uma vegetal herbácea anual da família Plantaginaceae. O seu isolamento ecológico contribuiu para que permanecesse ignorada uma vez que espécie distinta durante mais de um século. Ao longo do tempo, exemplares recolhidos desde o século XIX foram sucessivamente atribuídos a outras espécies do género Linaria.
Segundo o responsável da invenção, exclusivamente uma revisão detalhada de material de herbário, complementada por observações de campo recentes, permitiu reconhecer que se tratava de um táxon independente, com características morfológicas próprias. Entre os traços distintivos identificados destacam-se a forma das folhas, a coloração das flores e a estrutura do esporão.
O item alerta que a espécie apresenta uma superfície de ocupação extremamente reduzida e que a população conhecida é composta por um número muito restringido de indivíduos maduros. Estas circunstâncias levaram à sua classificação uma vez que criticamente ameaçada, sendo a sobrevivência da espécie condicionada pela instabilidade proveniente das arribas, pela presença de espécies invasoras e pela pressão urbana envolvente.
A invenção de Linaria almadensis reforça a preço fitologia das arribas do Tejo, um território frequentemente valorizado pela paisagem, mas ainda insuficientemente espargido do ponto de vista científico. Segundo o item, esta invenção demonstra que mesmo em regiões densamente povoadas persistem lacunas significativas no conhecimento da biodiversidade sítio.
O texto defende a urgência de medidas urgentes de conservação, sublinhando que a preservação desta novidade espécie depende diretamente da proteção do seu habitat proveniente. A invenção agora divulgada constitui assim um contributo importante para o conhecimento da flora portuguesa e um alerta para a fragilidade dos ecossistemas ribeirinhos do estuário do Tejo.
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