Endívia (Cichorium endivia) – Revista Jardins

Endívia (Cichorium endivia) – Revista Jardins

De sabor ligeiramente amargo e textura crocante, a endívia (Cichorium endivia) é uma hortícola de folha que se adapta muito aos climas frescos. Destaca-se pela versatilidade culinária e valor nutricional.

Características

A endívia (Cichorium endivia) pertence à família das Asteráceas e é uma hortícola bastante apreciada pelo sabor ligeiramente amargo e pela textura crocante. Originária da região do Mediterrâneo, adapta-se muito a climas temperados. Cultivada sobretudo no outono e no inverno, épocas em que se desenvolve melhor e apresenta maior qualidade.

Apresenta folhas alongadas e recortadas, de cor verde-clara a virente intensa, que formam uma roseta compacta. O seu sabor é fresco e levemente amargo, propriedade que lhe confere um perfil muito privado na culinária. Existem diferentes variedades de endívia, que se distinguem principalmente pela forma das folhas, intensidade da amargura e resistência às condições climáticas.

É frequentemente consumida crua em saladas, onde a textura crocante e sabor característico se destacam, mas também pode ser utilizada em sopas, refogados ou gratinados, sendo versátil na preparação de diversos pratos.

A endívia é pouco calórica e rica em fibras, vitaminas A, C e do multíplice B, muito uma vez que em minerais uma vez que o potássio e o cálcio. Possui propriedades antioxidantes e digestivas, contribuindo para uma sustento equilibrada e saudável, sendo uma supimpa opção para variar o consumo de hortícolas de folha.

Condições de cultivo

Tendo em conta as suas características e necessidades de cultivo, a endívia desenvolve-se melhor em climas temperados e frescos, não tolerando muito temperaturas muito elevadas, que podem propiciar o surgimento de sabor excessivamente amargo e induzir a floração prematuramente. Prefere locais com boa luminosidade, embora também se adapte a condições de meia-sombra. Deve ser respeitada a rotação cultural, recomendando-se que a endívia unicamente volte a ser cultivada no mesmo lugar posteriormente 3-4 anos, sobretudo por poder partilhar pragas e doenças com outras culturas da mesma família.

Adapta-se muito a solos férteis, ricos em material orgânica, leves e muito drenados, que permitam um bom desenvolvimento das folhas. Necessita de regas regulares para manter o solo uniformemente húmido, evitando períodos prolongados de seca, que podem afetar a qualidade e textura das folhas. Desenvolve-se melhor em solos ligeiramente ácidos a neutros, com pH percebido entre 6,0 e 7,0.

Sementeira e plantação

A instalação da cultura da endívia é geralmente realizada ao ar livre, em condições que favoreçam o bom desenvolvimento das vegetação.

A sementeira pode ser efetuada em viveiro, utilizando substrato adequado, sendo posteriormente realizado o transplante para o lugar definitivo quando as vegetação apresentam tapume de 4-6 folhas muito desenvolvidas. Oriente método permite selecionar as vegetação mais vigorosas e prometer uma instalação mais uniforme da cultura. A sementeira é normalmente realizada entre o final da primavera e o verão, permitindo a colheita durante o outono e início do inverno, períodos em que as condições climáticas são mais favoráveis ao desenvolvimento da cultura.

Em seguida o transplante, recomenda-se um espaçamento de tapume de 30-40 cm entre linhas e 25-30 cm entre vegetação.

Rotações e consociações favoráveis

Precedentes culturais favoráveis: Alho, cebola, alho-francês, cenoura e leguminosas (uma vez que ervilha e feijoeiro).
Precedentes culturais a evitar: Outras culturas da mesma família, uma vez que chicória e alface.
Consociações favoráveis: Cenoura, rabanete, alho, cebola, alho-francês, ervilha e feijoeiro, que permitem uma melhor utilização do espaço e podem contribuir para o estabilidade da cultura.
Consociações desfavoráveis: Batata.

Manutenção

Durante todo o ciclo de desenvolvimento, a endívia necessita de regas regulares para manter o solo uniformemente húmido, evitando períodos prolongados de seca. No entanto, deve evitar-se o encharcamento, uma vez que o excesso de chuva pode propiciar o surgimento de doenças.

A emprego duma cobertura do solo com palha, sobras vegetais ou folhas secas contribui para a conservação da humidade, proteção do solo e controlo do desenvolvimento de vegetação infestantes. Em seguida o transplante e durante o prolongamento das vegetação, é importante manter o controlo das infestantes e prometer um bom arejamento da cultura. Estas práticas ajudam a reduzir a competição por chuva e nutrientes e favorecem o desenvolvimento saudável das vegetação.

Colheita

Normalmente, a colheita da endívia inicia-se tapume de 60 a 90 dias posteriormente a sementeira, dependendo da variedade e das condições climáticas. Deve-se evitar que as vegetação avancem para a floração, uma vez que a formação do talo floral torna as folhas mais duras e acentua o seu sabor amargo.

A colheita é geralmente realizada manualmente, com o auxílio de uma faca, cortando a vegetal junto ao pescoço. Deve-se ter zelo para não danificar as vegetação vizinhas, principalmente quando a colheita é feita de forma faseada.

Por termo, posteriormente a colheita, a endívia deve ser mantida em lugar fresco. O armazenamento ideal realiza-se a temperaturas entre 0 oC e 4 oC, com elevada humidade, de forma a preservar a frescura e a textura das folhas. No frigorífico, recomenda-se que seja colocada na gaveta dos legumes. A utilização de sacos perfurados ou recipientes adequados ajuda a manter a humidade e a guardar melhor o resultado, sendo recomendável o consumo poucos dias posteriormente a colheita.

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