Gestão inteligente de resíduos começa dentro de morada
Quase metade do lixo produzido no Brasil ainda tem rumo inadequado. Segundo o Quadro dos Resíduos Sólidos no Brasil 2025, da Associação Brasileira de Resíduos e Meio Envolvente (Abrema), o país gerou 81,6 milhões de toneladas de resíduos urbanos em 2024, e 40,3% desse volume não teve destinação ambientalmente correta. Ao mesmo tempo, unicamente muro de 8,7% dos resíduos recicláveis secos foram efetivamente reaproveitados.
Os números revelam um duelo estrutural, mas também apontam onde a transformação pode iniciar. Nos condomínios, o problema costuma ter início dentro dos apartamentos: descarte incorreto, contaminação de recicláveis e carência de padronização comprometem toda a prisão. Para Roberto Lopes, profissional em gestão de resíduos da Eko Bee, o caminho passa por organização, ensino e tecnologia aplicada à rotina condominial.
“A coleta seletiva só funciona quando há método, notícia clara e seguimento. Não é unicamente disponibilizar lixeiras coloridas, é estruturar um sistema”, explica.
A seguir, o profissional lista 7 práticas essenciais para transformar a gestão do lixo nos condomínios:
1. Comece pela separação correta na origem
A coleta seletiva só funciona quando o morador faz a separação adequada dentro da própria unidade.
“Se o resíduo reciclável é misturado ao orgânico, ele perde valor e pode inviabilizar toda a prisão de reaproveitamento. O primeiro passo é simples: separar sedento e orgânico já resolve grande segmento do problema”.
2. Invista em sinalização clara e educativa
Lixeiras sem identificação geram dúvidas. Dúvidas geram erros. Placas objetivas, cores padronizadas e exemplos visuais do que pode ou não pode ser descartado fazem muita diferença no dia a dia. Notícia clara reduz falhas operacionais.
3. Padronize o ponto de descarte no condomínio
Organização é segmento da solução ambiental. Quando o espaço de coleta é desorganizado, o morador tende a descartar de qualquer forma. Um envolvente limpo, sinalizado e funcional estimula o comportamento correto.
4. Capacite colaboradores e porteiros
Eles são segmento forçoso da engrenagem. Muitas vezes, o erro acontece posteriormente o descarte. Treinar a equipe para manter a separação correta evita retrabalho e garante que o esforço do morador não seja perdido.
5. Monitore e acompanhe os resultados
Condomínios que acompanham volume de resíduos, frequência de coleta e redução de rejeitos conseguem identificar falhas e melhorar continuamente o processo.
6. Trabalhe a conscientização uma vez que cultura, não uma vez que campanha pontual
Sustentabilidade precisa ser ordenado. Não adianta fazer uma ação isolada no Dia do Meio Envolvente e depois deixar o tema. O ideal é gerar uma cultura interna, com comunicados periódicos e reforço educativo.
7. Utilizar tecnologia para controle e rastreabilidade
Soluções tecnológicas permitem seguir indicadores, registrar volumes coletados, organizar fluxos e gerar relatórios. Além de facilitar a rotina do síndico, isso agrega valor ao condomínio e fortalece práticas de ESG.
A gestão de resíduos deixou de ser unicamente uma obrigação ambiental. Hoje, ela está ligada à valorização imobiliária, à reputação do condomínio e à responsabilidade coletiva.