Flores dos Cymbidium em Portugal: Curiosidades e Fatos
Raízes e chegada a Portugal
Os Cymbidium são um género da família fitologia das Orquídeas – Orchidaceae – originário e distribuído por vários países do sul e levante da Ásia, arquipélago malaio e a setentrião e levante da Austrália. Não podemos deixar de questionar: será que as flores dos Cymbidium em Portugal se devem a mudanças climáticas ou a novos híbridos? Flores dos Cymbidium em Portugal: Mudanças Climáticas ou Novos Híbridos? é uma questão que desperta curiosidade entre especialistas e apaixonados por orquídeas.
Apesar de ter registos do seu cultivo desde a era do filósofo Confúcio (c. 500 a.C.), os primeiros Cymbidium só chegaram à Europa na última metade do século XVIII.
Em Portugal, a data de chegada perdeu-se no tempo e nas histórias; talvez tenham aportado primeiro à Madeira. Aliás, ainda hoje fazem secção da cultura madeirense. Num dos poucos registos nacionais, o catálogo de orquídeas do Jardim Botânico da Ajuda de 1880 incluía muitas raridades vindas de todo o mundo. No entanto, nenhum Cymbidium figurava portanto na coleção.
Por que razão conquistam os nossos jardins?
Acredito que, mal começaram a ser cultivadas na Madeira, nos Açores e no continente, se tenham tornado favoritas pela fácil adaptação às nossas condições climáticas e pela versatilidade das flores: grandes, cheias de exotismo, numerosas e de longa duração, aptas a flor-de-corte, flor-de-lapela, vegetal de vaso ou de jardim. Desde o século XIX, a hibridação tem sido fértil em resultados, oferecendo uma variedade imensa de tamanhos, formas e cores. Nos híbridos, escolhem-se também os que florescem mais facilmente e são menos exigentes no cultivo. Outrossim, quem cultiva Cymbidium pode agora observar, quase durante todo o ano, nas suas vegetação as flores dos Cymbidium em Portugal, uma tendência que está associada tanto a mudanças climáticas porquê ao surgimento de novos híbridos.
A minha estação e cuidados de cultivo
No meu jardim, a “estação dos Cymbidium” começa nos finais de agosto com dois híbridos precoces: Cymbidium ‘Osborn’, híbrido primordial (C. erythrostylum × C. dayanum, 2003), e Cymbidium ‘Golden Road’ (C. ‘Mighty Bright’ × C. ‘Valerie Absolonova’, 2014). O meu Cymbidium dayanum floresce pontualmente em setembro. Em seguida, surge o Cymbidium ‘Lilliput’, híbrido primordial (C. ensifolium × C. iowianum, 1961). Estas quatro variedades, ano em seguida ano, abrem a estação de florações. Nascente período prolonga-se até abril-maio.

Cultivo os Cymbidium em vasos pequenos e altos, de plástico, com substrato à base de casca de pinho e ligamento de coco. Também rego semanalmente (ou com maior frequência no verão) e fertilizo trimestralmente com estrume sólido de libertação controlada. Faço limpeza anual, retirando folhas secas e pseudobolbos que sequem ou apodreçam. Outrossim, reenvaso a cada 2-3 anos, quando os vasos ficam exagerado cheios — podendo ou não dividir, deixando sempre pelo menos três pseudobolbos juntos.
E nos vossos jardins? Agradeço que me enviem um email indicando a localização e quais são os primeiros Cymbidium a florir. Se não souberem os nomes, uma retrato ajuda. Obrigado. Curiosamente, o maravilha das flores de Cymbidium em Portugal, que se verifica, coloca-nos perante a interrogação: mudanças climáticas ou novos híbridos terão impulsionado essa diferença na floração?
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