Feijoeiro-alado benefícios, usos e cultivo para jardinagem
Apresentação
Nomes comuns: Feijoeiro-de-asas, feijão-alado, ervilha-de-asa, cigarrilha, feijão-goa, feijão-de-quatro-pontas, feijão-manila, feijão-princesa, feijão-estrelado, feijão-kamrangi, ervilha ou feijão-dragão. Neste cláusula, vamos explorar Feijoeiro-alado benefícios, usos e cultivo.
Nome científico: Psophocarpus tetragonolobus (L.) Sin Dolichos tetragonolobus L, Botor tetragonoloba (L.) Kuntze
Origem: Possivelmente na Papua-Novidade Guiné (Oceânia), mas também cresce em ambientes húmidos em África e na Ásia Tropical.
Taxonomia: Ordem: Fabales. Família: Fabaceas. Subfamília: Papilionoideaeis. Género: Psophocarpus. Espécie: Tetragonolobus.
Descrição: Vegetal herbácea perene, com ramos trepadores que podem atingir 3-5 m de comprimento. As raízes são tuberosas e as folhas são compostas, trifoliadas, de cor verde-clara, com 6-14 cm de comprimento. As sementes são brancas e de forma esférica, semelhante a uma ervilha.
Factos históricos: Foi introduzida por árabes no Egito e costa nascente de África.
Fecundação/polinização: As flores são azul-claras e a vegetal autopoliniza-se (bissexual). Aparecem 50-140 dias depois da sementeira. São favorecidas com a mediação das abelhas.
Ciclo biológico: Perene ou cultivada porquê anual (seis meses, variedades indiferentes ao comprimento do dia). Em Portugal, é uma vegetal anual até encetar a enfraquecer e as folhas morrerem. Se as raízes não gelarem, podem voltar a rebentar.
Variedades mais cultivadas: Variedades de dias curtos e variedades indiferentes ao comprimento do dia (podem ser utilizadas em climas temperados quentes). Nem todas as variedades produzem raízes comestíveis.
Segmento comestível: Vagens (só se comem as jovens ou tenras com 2,5-3 cm) ou as sementes quando as vagens, curvas, têm 10-18 cm de comprimento, 4-angulados com uma expansão alada em cada quina (quatro asas). Tem 6-20 sementes por fruto. As folhas, flores e raízes tuberosas também são comestíveis.
Condições ambientais
Zona climáctica: Tropical, subtropical e zonas temperadas mais quentes (algumas cultivares).
Solo: Textura areno-argilosa, boa drenagem, frescos e ligeiramente húmidos; pH com 6,8-7,5.
Temperaturas: Ótimas: 19-28 oC Mín.: 12 oC. Máx.: 31-35 oC. Temperaturas críticas (sofre danos): 6 oC e 40 oC. Germinação:15-25 oC com temperaturas noturnas de 20 oC favoráveis.
Exposição solarFoto periodicidade: Pleno sol ou semissombra. A maioria das flores aparece quando o dia tem menos de 12 horas (dias curtos), mas muitas variedades são indiferentes.
Humidade relativa ótima: 60-75%.
Altitude: Nas zonas tropicais, pode ir até aos 1000-2000 m de altitude.
Precipitação: 1500-2400 mm/ano, sensível a secas.
Fertilização
Adubação: Estrume de aves (peru e pato) muito fétido e constituído.
Condimento verdejante: Com gramíneas (azevém) que devem ser enterradas muito antes da sementeira.
Exigências nutritivas: 1:3:2 (nitrogênio: fósforo: potássio) + cálcio, sendo uma leguminosa que faz a associação com uma bateria (Rhizobium, fornecendo 4-8 g/m2 /ano de N) para fixar o nitrogênio atmosférico, não precisa deste elemento.

Técnicas de cultivo
Preparação do solo: Lavrar na primavera a 20-25 cm de profundidade e depois passar uma grade (molas) para esmiuçar o terreno.
Data de plantação/sementeira: Maio-junho.
Tipo de plantação/sementeira: Direta no terreno ou em tabuleiros de sementeira. Raspar ligeiramente a cobertura da semente antes de semear.
Faculdade germinativa (anos): 3-4 anos.
Profundidade: 3-4 cm.
Duração de germinação: 7-15 dias.
Compasso: 40 x 90 cm.
Consociações: Com o milho.
Rotações: Não voltar ao mesmo terreno durante três anos. Não semear esta cultura depois de uma leguminosa.
Amanhos: Sachas, amontoa, tutoramento, com estruturas de tapume de 1,5 m de fundura.
Regas: 6000-8000 m2 de chuva, 15-20 regas por aspersão ou pinga a pinga.
Insectologia e patologia vegetal
Pragas: Não são conhecidas pragas, unicamente alguns nemátodos e tripes (Megalurothrips sjostedti).
Doenças: Oídio, míldio, viroses (mosaico do feijoeiro), danos no pescoço da raiz.
Acidentes: Pouco resistente à salinidade e falta de molibdénio.

Colheita e utilização
Quando colher: Três a seis semanas depois de nascer a floração, quando tiverem 10 cm de comprimento, no caso das vagens ou tapume de 60-90 dias depois da sementeira. Se tiverem mais de 10 cm, deixe as secar e aproveite os feijões secos que estão dentro da vagem. As folhas podem apanhar-se mal a vegetal atinja 1,5 m e começam a nascer as flores. As flores colhem-se mal estiverem completamente abertas. As raízes tuberosas apanham-se quando a vegetal começa a enfraquecer.
Produção: 200-300 kg/ha, mas, na Índia, algumas cultivares chegaram aos 1200-2300 kg/ha (vagens); 300 to 600 kg/ha nas raízes tuberosas.
Condições de armazenamento: As sementes são secas ao sol e conservam-se muito.
Valor nutricional (vagem/vegetal): Tem 2,5% proteínas (raízes com 20-25% e feijoeiro com 29-39%). Todas as partes têm vitaminas C, A, cálcio e ferro.
Usos: As vagens imaturas são as mais consumidas em refogados, as sementes imaturas (semelhante as ervilhas) podem ser utilizadas em purés e sopas. As sementes secas podem ser tostadas porquê os amendoins ou usadas na elaboração de bebidas. As flores são comestíveis, muito boas para saladas (sabem a cogumelos doces). As folhas podem ser usadas porquê verdura para cozer (porquê os espinafres) ou cruas em saladas. As raízes tuberosas pequenas são consumidas cruas ou cozidas (batatas da Novidade Guiné).
A vegetal também serve para elaborar ração de ruminantes ou peixes (aquacultura).
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