Cravo (Dianthus caryophyllus) – Revista Jardins

Cravo (Dianthus caryophyllus) – Revista Jardins

Características

O cravo, cientificamente chamado Dianthus caryophyllus, é uma vegetal ornamental muito popular, apreciada pelas suas flores vistosas e fragrância suave. Usada em canteiros, vasos e jardins ornamentais, é sobretudo conhecida uma vez que flor-de-corte. Aliás, é um dos principais produtos da floricultura mundial. Paralelamente, é utilizada em perfumaria e cosmética.

O cravo tem ainda vários simbolismos, uma vez que paixão (vermelho), pureza (branco) e gratidão (rosa). Em Portugal, tornou-se símbolo da liberdade durante a Revolução de 25 de Abril de 1974, também conhecida uma vez que a Revolução dos Cravos, que marcou o término do regime ditatorial.

A Dianthus caryophyllus é uma vegetal herbácea perene (muitas vezes cultivada uma vez que anual ou bianual) que pode atingir entre 30 a 80 cm de profundidade. As folhas são estreitas, alongadas e de cor verde-azulada. As flores podem ser simples ou dobradas, com pétalas frequentemente frisadas e em várias cores (vermelho, rosa, branco, amarelo, bicolor). Atualmente existem várias variedades que diferem na forma, cor e até padrão das flores. Surgem desde a primavera até ao verão.

Condições de cultivo

O cravo prefere uma exposição solar plena, mas tolera alguma sombra. Porém, quanto menos sol colher, menos floração terá. Deve ser cultivado em solos muito drenados, ricos em material orgânica e neutros ou ligeiramente alcalinos (pH entre 6.5 e 7.5). Em vaso, pode optar por misturar perlite no substrato para melhorar a estrutura da base. Resiste a qualquer indiferente, mas não gosta de geadas intensas. A temperatura ideal é entre os 10 °C e os 24 °C. Supra dos 30ºC, a vegetal pode entrar em stress e reduzir a floração.

Aconselha-se a plantação na primavera ou no outono, seguindo um compasso de 20 a 30 cm entre vegetação.

A propagação pode ser feita por sementes, estacas ou mudas.

Manutenção

Esta vegetal não tolera o encharcamento das raízes por levar ao seu decomposição. Logo, a rega deve ser moderada, deixando o solo secar ligeiramente entre regas e sempre sem encharcar. Idealmente, deve regar o solo sem molhar as folhas, de forma a evitar o surgimento de fungos. Quanto à adubação, esta deve ser feita durante o período de floração. Evite produtos ricos em nitrogénio pois o excesso pode aumentar a produção de folhas e reduzir a floração.

Deve ir removendo as flores murchas para promover novas florações. Em variedades mais altas, pode ser vantajoso juntar um sistema de tutoramento.

Por último, a Dianthus caryophyllus pode ser afetada por pulgões, ácaros e fungos, mormente quando se encontra em solos mal drenados. A prevenção passa por prometer uma boa ventilação e drenagem.

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