Home Blog Ecologia Amazonas é o estado brasílio com maior número de primatas – veja o ranking!
Amazonas é o estado brasílio com maior número de primatas – veja o ranking!

Amazonas é o estado brasílio com maior número de primatas – veja o ranking!

O Brasil é o país com a maior volubilidade de primatas do mundo. No momento em que levante texto é redigido, há 151 espécies e subespécies reconhecidas oficialmente em território vernáculo. Esse número pode mudar a qualquer momento com a invenção de uma novidade espécie – a última foi descrita na Amazônia em 2023 – ou com uma eventual revisão taxonômica que agrupe ou separe espécies. Independentemente do número exato, é roupa: o Brasil é terreno onde reinam os primatas. Há espécies em todos os estados, mas o Amazonas lidera de longe esse ranking, com um totalidade de 95 em seu território, quase a metade de toda a volubilidade brasileira. Conheça o ranking na reportagem.

Os dados do número de espécies de macacos por estado foram obtidos inicialmente por ((o))repercussão na plataforma pública Salve, do ICMBio, e posteriormente validados com auxílio de especialistas do Núcleo Pátrio de Pesquisa e Conservação de Primatas (CPB/ICMBio). A lista considera somente as espécies nativas de cada estado e os primatólogos destacam que ainda são necessários estudos para refinar as distribuições dos primatas no país, em peculiar na Amazônia. 

Liderança amazônica

A liderança do Amazonas, maior estado em extensão territorial, lar da Amazônia e de grandes rios que criam ilhas de volubilidade, é inconteste. Com 95 espécies e subespécies, se fosse um país, apareceria em 3º no ranking mundial em número de primatas, detrás somente do próprio Brasil e de Madagascar. Em solo amazonense estão primatas que só podem ser encontrados no estado, porquê o ameaçado sauim-de-coleira (Saguinus bicolor) que sobrevive mesmo em meio à expansão urbana de Manaus. 

Em áreas de floresta muito preservada também há espécies únicas do estado e sob risco de desvanecer, porquê o macaco-de-cheiro-da-cabeça-preta (Saimiri vanzolinii) e o icônico uacari-branco (Cacajao calvus), ambos encontrados na Suplente de Desenvolvimento Sustentável de Mamirauá e ameaçados pelas mudanças climáticas. 

O ameaçado macaco-de-cheiro-da-cabeça-preta (Saimiri vanzolinii), endêmico do Amazonas. Foto: Miguel Monteiro

Em segundo lugar está outro estado amazônico e outro gigante em termos de território: o Pará, com 40 espécies e subespécies. A volubilidade paraense inclui macacos-pregos, saguis, macacos-de-cheiro, cuxiús, macacos-da-noite, parauacus, guaribas e macacos-aranhas e ganhou um guia ilustrado durante a COP30.

Um dos destaques no estado é o kaapori (Cebus kaapori), ainda pouco estudado e recentemente listado entre os primatas mais ameaçados do planeta.

Quem completa o pódio é Mato Grosso, onde coexistem Amazônia, Ocluso e Pantanal, e 32 macacos diferentes. Desde o adaptável sagui-marrom (Mico melanurus), que ocorre amplamente nos três biomas e em estados vizinhos, até o zogue-zogue-de-Mato-Grosso (Plecturocebus grovesi) que, porquê o nome indica, é restrito ao setentrião do estado.

A recém-elaborada Rota dos Primatas de Mato Grosso destaca essa biodiversidade num roteiro que percorre sete locais nos três biomas do estado para promover o turismo de reparo de primatas, geração de renda, ciência e conservação da natureza.

Empatados em quarto lugar estão outros dois estados amazônicos: Acre e Rondônia, com 30 espécies.

Do lado acreano há espécies porquê o carismático bigodeiro (Tamarinus imperator), famoso por seus pelos faciais avantajados que lhe dão ar de nobreza; e o escuso uacari-careca (Cacajao ucayalii), que se concentra na Amazônia peruana, mas do lado brasílio pode ser encontrado somente no Parque Pátrio da Serra do Divisor, no Acre.

O carismático bigodeiro (Tamarinus imperator) que, do lado brasílio, pode ser encontrado somente no Acre. Foto: João Marcos Rosa

Já em Rondônia – que também possui um guia de bolso para identificação das espécies – estão desde pequenos saguis, porquê o endêmico sagui-de-rondônia (Mico rondoni), até o grande e esguio macaco-aranha-de-cara-preta (Ateles chamek).

Fora do eixo amazônico, Minas Gerais figura num impressionante quinto lugar, com 17 espécies. O estado mineiro é lar das duas espécies de muriqui, o maior primata das Américas, o do-norte (Brachyteles hypoxanthus) e o do-sul (Brachyteles arachnoides). No outro espectro de tamanho, estão os pequenos saguis-da-serra (Callithrix flaviceps) e sagui-da-serra-escuro (Callithrix aurita). Todos os quatro endêmicos da Mata Atlântica e, tal qual o bioma, ameaçados de extinção.

Confira o ranking completo do número de primatas por estado:

Guia Neotropical

Liderada pelo Brasil, a região Neotropical, que vai do sul do México até a América do Sul, concentra a maior volubilidade de primatas do planeta, com 217 espécies e subespécies, o equivalente a respeito de 30% da biodiversidade mundial. A maior segmento delas (151) está em solo brasílio, sendo 80 endêmicas ao país, ou seja, podem ser encontradas somente cá.

Ainda assim, a região é coadjuvante entre os destinos de turismo de reparo de primatas, concentrado em gorilas, chimpanzés, babuínos e outras espécies da África e Ásia. Para promover a atividade, em 2025, foi lançado o Guia Ilustrado de Primatas Neotropicais, produzido pela Re:wild, com espeque da Margot Marsh Biodiversity Foundation. 

A publicação traz todas as 217 espécies e subespécies conhecidas hoje na região Neotropical, com ilustrações para identificação, informações de distribuição geográfica, habitat e risco de extinção de cada uma delas. O livro pode ser adquirido online no site da editora.

Source link

Conheça

Importante

Obs: Não nos responsabilizamos pelo conteúdo dos anúncios divulgados no site ou por qualquer orçamento ou trabalho realizado por terceiros.