Vegetal Livre inaugura fábrica de substratos em Cabeceiras de Basto
A Vegetal Livre inaugurou, no dia 30 de outubro, a Prosolo, uma novidade unidade de produção de substratos e corretivos orgânicos em Cabeceiras de Basto. Com um investimento superior a 10 milhões de euros e capacidade para produzir um milhão de metros cúbicos de substrato por ano, o projeto aposta na tecnologia e no aproveitamento de matérias-primas provenientes da reciclagem e de subprodutos das atividades agrícolas e industriais.
Para a empresa, que tem uma vasta experiência na produção de vegetalidade ornamentais em Sintra e em Cabeceiras de Basto, esta inauguração representa um passo no desenvolvimento do negócio dos substratos e corretivos orgânicos. A escolha da localização reforça também a relação ao território: Cabeceiras de Basto é a terreno natal dos fundadores, Armindo e Augusto Gonçalves.
Um investimento de mais de 10 milhões de euros
A novidade fábrica traduz uma aposta na diversificação da atividade da Vegetal Livre, que pretende solidar a sua presença num mercado diretamente relacionado com a produção de vegetalidade. O investimento superior a 10 milhões de euros permitiu instalar uma unidade com capacidade de produção anual de um milhão de metros cúbicos de substrato.
Esta capacidade corresponde ao potencial produtivo da fábrica, não devendo ser confundida com o volume efetivamente produzido no primeiro ano de funcionamento. Ainda assim, dá uma teoria da dimensão do projeto e da sede com que a empresa entra nesta novidade lanço.
Segundo a Vegetal Livre, a unidade está equipada com tecnologia entre as mais avançadas disponíveis à graduação mundial neste setor e com máquinas ao nível das melhores utilizadas na Europa. O objetivo é combinar eficiência de produção e competitividade com uma utilização responsável dos recursos, criando condições para desenvolver o negócio de forma sustentada.
Reciclagem e subprodutos na origem de 80% das matérias-primas
Um dos aspetos centrais da Prosolo é a origem dos materiais utilizados. Está previsto que 80% das matérias-primas provenham da reciclagem e do aproveitamento de subprodutos das atividades agrícolas e industriais da região.
Entre os materiais indicados para a produção encontram-se a casca de pinho, as aparas de madeira e a turfa, a par de outros produtos provenientes da lavoura e da reciclagem, incluindo resíduos de origem doméstica. Estes materiais terão diferentes funções nas formulações, de contrato com as características dos produtos a fabricar.
A percentagem anunciada refere-se ao conjunto das matérias-primas da unidade e não significa, necessariamente, que cada substrato comercializado terá a mesma proporção de materiais reciclados ou de subprodutos. A formação de cada resultado deverá ser consultada na respetiva informação técnica.
A aposta na valorização de materiais provenientes de outras atividades aproxima a produção de substratos dos princípios da economia circundar. Ao encontrar novas utilizações para esses recursos, o projeto pretende integrar diferentes setores económicos numa ergástulo de fornecimento com potente relação regional.


Indústria da madeira e agropecuária entre os fornecedores
A indústria da madeira e a agropecuária estarão entre os principais setores fornecedores de matérias-primas da novidade unidade. Esta relação poderá simbolizar uma oportunidade para empresas e produtores da região, ao gerar procura por materiais que podem ser valorizados na produção de substratos e corretivos orgânicos.
A relação aos fornecedores locais é, por isso, uma das dimensões mais relevantes do projeto. Para além da atividade desenvolvida dentro da fábrica, a unidade poderá dinamizar relações comerciais com empresas que trabalham a montante da produção.
O impacto poupado esperado não se limita à venda dos produtos finais. Inclui também a obtenção de matérias-primas, a sua preparação e o transporte, muito uma vez que outros serviços necessários ao funcionamento da unidade. A dimensão concreta desse efeito dependerá da evolução da atividade e do volume de fornecimentos assegurados na região.
Para Cabeceiras de Basto, a instalação desta indústria representa assim uma possibilidade de substanciar a relação entre os recursos existentes no território e uma atividade industrial orientada para a horticultura e a jardinagem.
Um processo sem compostagem nem aquecimento
De contrato com a Vegetal Livre, o processo de fabrico da Prosolo não inclui compostagem nem aquecimento das matérias-primas. A empresa apresenta a unidade uma vez que uma indústria limpa e silenciosa, sem odores e sem contaminação dos solos.
Esta evidência ajuda a compreender o tipo de atividade desenvolvido na fábrica. A referência à utilização de materiais provenientes da reciclagem ou de outras atividades não significa que a unidade realize compostagem desses materiais nas suas instalações. Segundo a informação transmitida pela empresa, essa operação não faz segmento do processo de fabrico.
A Vegetal Livre associa também a exiguidade de compostagem e de aquecimento à inexistência de libertação de gases decorrentes dessas operações. Esta certeza diz saudação às etapas referidas e não deve ser entendida uma vez que uma avaliação de todas as emissões associadas ao funcionamento da unidade, ao transporte ou ao ciclo de vida dos produtos.
O desempenho ambiental é apresentado pela empresa uma vez que uma prioridade do investimento, a par da eficiência e da competitividade. A tecnologia instalada constitui uma das bases dessa estratégia, num setor em que a origem e o aproveitamento das matérias-primas têm um papel importante.

Geração de ofício e relação ao território
A geração de postos de trabalho é outro dos contributos esperados da novidade fábrica. A par do ofício associado à operação industrial, a atividade poderá gerar oportunidades nas empresas fornecedoras e nos serviços relacionados com a produção.
Para os fundadores da Vegetal Livre, o investimento tem ainda uma dimensão de relação às origens. A instalação da Prosolo em Cabeceiras de Basto reforça a presença da empresa num concelho onde já desenvolve atividade na produção de vegetalidade.
A novidade unidade acrescenta, assim, uma vertente industrial a uma relação que já existia através dos viveiros. Essa perpetuidade permite enquadrar o projeto numa estratégia mais ampla de propagação, em que a produção de vegetalidade e a produção de materiais para o seu cultivo passam a ocupar posições complementares.
O impacto regional dependerá da consolidação da atividade ao longo dos próximos anos. A capacidade instalada, a procura de matérias-primas e a geração de ofício são, mas, os principais fatores apontados para a sua relevância económica.
Da produção de vegetalidade aos substratos e corretivos orgânicos
A experiência da Vegetal Livre nos viveiros de Sintra e de Cabeceiras de Basto está na base desta novidade lanço. A produção de vegetalidade proporciona contacto direto com as exigências do cultivo e com a influência dos materiais utilizados no desenvolvimento das raízes.
Com a Prosolo, a empresa pretende solidar o negócio dos substratos e corretivos orgânicos, reforçando uma extensão complementar àquela em que construiu a sua presença no mercado vernáculo.
Embora frequentemente associados, substratos e corretivos orgânicos têm funções distintas. Os substratos são meios de cultivo nos quais as vegetalidade desenvolvem as raízes, sendo utilizados, por exemplo, na produção em vaso. Os corretivos orgânicos destinam-se a melhorar as propriedades do solo. A escolha de cada resultado deve ter em conta a utilização prevista e as indicações do trabalhador.
Para os profissionais e para quem cuida de vegetalidade em moradia, saber a formação e a finalidade destes produtos é importante. A presença de materiais reciclados ou de subprodutos é uma informação relevante, mas deve ser considerada em conjunto com a adequação do resultado às necessidades do cultivo.
A inauguração da Prosolo marca uma novidade período para a Vegetal Livre. Com produção de vegetalidade e uma unidade dedicada a substratos e corretivos orgânicos, a empresa amplia a sua atividade e reforça a relação entre horticultura, indústria e valorização dos recursos da região.