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Qualidade do ar entra na agenda ESG de empresas e gestão de edifícios

Qualidade do ar entra na agenda ESG de empresas e gestão de edifícios

A qualidade do ar em ambientes internos começa a ocupar espaço nas estratégias ESG de empresas brasileiras. A {sigla} reúne práticas relacionadas aos pilares ambiental, social e de governança e orienta decisões de investidores, clientes e grandes corporações.

Se antes a preocupação estava concentrada na redução do consumo de robustez e das emissões de carbono, hoje fatores ligados à saúde dos colaboradores, ao bem-estar e à eficiência operacional também passam a fazer secção dessa discussão. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a poluição do ar está associada a respeito de 7 milhões de mortes prematuras por ano em todo o mundo, reforçando a prestígio da qualidade do envolvente interno uma vez que tema de saúde pública.

Para Patrick Galletti, engenheiro mecatrônico, pós-graduando em Engenharia de Climatização e CEO do Grupo RETEC, empresa especializada em climatização e qualidade do ar, tende a deixar de ser exclusivamente um tema operacional para integrar indicadores de governança corporativa.

“As empresas já são cobradas por eficiência energética, mas a próxima lanço será provar que também oferecem ambientes saudáveis. O ar que os colaboradores respiram influencia produtividade, saúde, afastamentos e até a percepção de responsabilidade socioambiental da organização.”

A preocupação faz sentido diante dos números. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que a poluição do ar, incluindo a exposição em ambientes internos, esteja associada a respeito de 6,7 milhões de mortes prematuras por ano em todo o mundo.

Em escritórios, hospitais, escolas e edifícios comerciais, fatores uma vez que ventilação inadequada, excesso de dióxido de carbono, partículas em suspensão e baixa renovação do ar podem proporcionar doenças respiratórias, fadiga, dificuldade de concentração e queda de desempenho.

No Brasil, a discussão também ganhou respaldo regulatório. A Lei nº 13.589/2018 tornou obrigatória a implantação do Projecto de Manutenção, Operação e Controle (PMOC) para sistemas de climatização em edifícios de uso coletivo, estabelecendo a manutenção periódica uma vez que requisito para preservar a qualidade do ar.

Mais recentemente, a norma técnica ABNT NBR 17037 reforçou parâmetros relacionados ao conforto térmico, renovação do ar e concentração de dióxido de carbono em ambientes climatizados.

Segundo Galletti, muitas empresas ainda associam a climatização exclusivamente ao conforto térmico ou à economia de robustez, ignorando um fator que afeta diretamente seus próprios resultados. “Não basta instalar um sistema de ar condicionado moderno. É necessário monitorar continuamente indicadores uma vez que CO₂, umidade, temperatura, partículas suspensas e renovar o ar conforme a ocupação do envolvente. Essa gestão reduz riscos à saúde e melhora a eficiência dos espaços.”

O progressão das certificações ambientais também acelera essa mudança. Sistemas uma vez que WELL, LEED e Fitwel passaram a atribuir peso crescente à qualidade ambiental interna, considerando ventilação, filtragem, conforto térmico e monitoramento permanente do ar. Para empresas que disputam investimentos ou desejam fortalecer compromissos ESG, esses critérios passaram a simbolizar diferencial competitivo.

A tecnologia tem facilitado esse processo. Sensores inteligentes permitem escoltar, em tempo real, a concentração de CO₂, umidade, temperatura e compostos presentes no envolvente. Integrados aos sistemas de climatização, esses equipamentos ajustam maquinalmente a ventilação e a renovação do ar conforme a ocupação dos espaços, reduzindo desperdícios de robustez e melhorando as condições internas.

Os reflexos dessa mudança também chegam ao dia a dia de quem frequenta escritórios, academias, hospitais, escolas, hotéis e centros comerciais.

À medida que empresas passam a investir em sistemas de climatização mais eficientes e no monitoramento da qualidade do ar, esses ambientes tendem a oferecer melhores condições de conforto, saúde e bem-estar. “Assim uma vez que hoje as pessoas observam práticas ambientais antes de escolher uma empresa ou um serviço, a qualidade do envolvente interno também deve lucrar relevância. O consumidor passa mais tempo em ambientes fechados e começa a valorizar locais que demonstram preocupação com sua saúde”, conclui Patrick Galletti.



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