4 jardins feitos de sonho

4 jardins feitos de sonho

A decurso até ao termo de outubro sob o tema Jardins de Sonho, o Festival Internacional de Jardins de Ponte de Lima reúne 11 jardins efémeros, o projeto vencedor de 2025 e ainda participações das escolas do concelho. Uma sarau de originalidade e paixão pela Natureza! Assim, apresentamos as ideias fundamentais por detrás de quatro destas criações.

JARDIM ESPONJA

Portugal · Brasil · Reino Unificado · Turquia

Autores: Cristina Calheiros (investigadora científica), Maria Luís Antas de Barros (arquiteta), Isabella Pereira da Costa (gestora ambiental), Bilge Bas (investigadora científica)

festival de jardins 2026 - Jardim Esponja

Leste jardim é uma reflexão em tom de resposta aos desafios climáticos, onde a chuva toma um papel determinante. O sonho dum horizonte onde os ecossistemas e a Humanidade conseguem coabitar de forma sustentável, porque o Varão faz, e sempre fez, segmento da Natureza.

O Jardim Esponja concretiza o sonho deum espaço idílico pronto para enfrentar os grandes desafios da sociedade contemporânea, porquê as alterações climáticas, inundações, secas e a perda de biodiversidade. Fundamentado nos princípios das cidades-esponja e em soluções baseadas na Natureza, o projeto inspira-se na zona húmida da Paisagem Protegida Regional das Lagoas de Bertiandos e São Pedro d’Arcos (Sítio Ramsar n.º 1613), em Ponte de Lima, que celebrou 25 anos de classificação em 2025.

Ajustado ao envolvente urbano, o jardim conta com uma ingresso em forma de esponja, pavimento poroso e um jardim de chuva para reter águas pluviais. Assim, dispõe dum telhado verdejante que reduz o efeito de ilhota de calor urbana e melhora a qualidade do ar, além duma zona húmida construída com ilhas flutuantes para a purificação procedente da chuva. Ou por outra, a floresta regenerativa regula o microclima e oferece sombra, complementada por bancos em forma de esponja para sota.

A vegetação inclui espécies porquê Achillea sp., Agapanthus africanus, Armeria maritima, Betula utilis, Castanea sativa, Chlorophytum comosum, Equisetum arvense, Festuca glauca, Ficus carica, Hosta sieboldiana, Houttuynia cordata, Malus domestica, Mentha x piperita, Olea europaea, Ophiopogon sp., Prunus avium, Prunus domestica, relva, Sedum brevifolium, Verbena bonariensis e Zantedeschia aethiopica. O espaço inspira um horizonte sustentável em simetria com a Natureza.

REFÚGIO VIVO

Portugal

Autores: Maria João Martins (arquiteta paisagista)

festival internacional de jardins 2026 - Refugio Vivo

Um jardim efémero onde se sonha com uma vida que anda ao seu próprio ritmo, respeitando o seu tempo e o seu espaço. Um lugar onde caos e ordem são dois polos que coabitam em simetria, onde a vida urbana e o mundo procedente se tornam partes de um todo.

O projeto Refúgio Vivo reinterpreta a teoria de abrigo porquê um estado de presença e reconciliação com o nosso próprio tempo e espaço. A proposta materializa a simultaneidade entre a ordem (estrutura e quietude) e o caos (movimento e espontaneidade), demonstrando que a vida pode crescer a partir da desordem.

A ingresso, inspirada numa frontispício urbana, funciona porquê um portal entre o quotidiano apressurado e a Natureza. No interno, uma lar de madeira com cobertura verdejante serve de abrigo para contemplar o lago e o pequeno floresta denso. Nesse sentido, o espaço assenta no princípio da integração ecológica, em que todas as opções de projeto promovem o estabilidade entre a Natureza e a mediação humana. Demais, concebido com elevada densidade de plantação, combina espécies autóctones, exóticas e aromáticas de baixa manutenção. A seleção vegetal inclui exemplares porquê Arbutus unedo, Aloysia citrodora, Canna indica, Cyperus papyrus, Monstera deliciosa, Nymphaea sp., Rosmarinus officinalis e Strelitzia reginae.

Em suma, o projeto reflete uma visão sustentável onde a paisagem e o ser humano respiram no mesmo ritmo, convidando à relação com o mundo procedente e a uma convívio harmoniosa connosco próprios e com o que nos rodeia.

O VÉU DA MOURA

Roménia

Autores: Farcaș Iulia-Alexandra (coordenadora e engenheira paisagista), Spînu Marinela-Claudia (estudante de engenharia paisagística), Șerban Denisa (estudante de engenharia paisagística), Engelhardt Alissia-Vanessa (estudante de engenharia paisagística), Pop Timeea-Laura (estudante de engenharia paisagística) ·University of Agricultural Sciences and Veterinary Medicine (UASVM Cluj-Napoca)

Leste jardim é o lugar onde o sonho acontece, onde a material perde os contornos, onde o mistério habita e as emoções ficam à flor da pele. A Natureza volta a ser o espaço onde as histórias se desenrolam, o porto seguro da imaginação.

O Véu da Moura inspira-se na célebre mito portuguesa da Moura Encantada, transformando mistério, magia e a formosura oculta da Natureza numa experiência imersiva. Concebido porquê um trajectória pedonal contínuo, o jardim convida o visitante a explorar recantos repletos de pistas e surpresas, culminando num grande vaso em aço corten pleno de chuva. Leste elemento mediano é envolvido por uma cortinado circundar branca que cria uma barreira visual, proporcionando uma atmosfera íntima e contemplativa.

A ilusão e a profundidade são reforçadas por um espelho estrategicamente escondido num esquina só, que oferece perspetivas inesperadas e amplia a sensação de sigilo. Inclusive, o espaço ganha vida com uma vegetação de aspeto místico e contos de fadas, destacando-se espécies porquê Cosmos atrosanguineus, Digitalis purpurea, Echinacea purpurea, Gaura lindheimeri, Iris pseudacorus, Miscanthus sinensis, Olea europaea, Pennisetum alopecuroides, Stipa tenuissima, entre outras gramíneas e aromáticas porquê Thymus sp.

Mais do que um espaço exterior, o jardim traduz o imaginário lendário numa jornada sensorial e emocional. Assim, a combinação harmoniosa de cores, formas e texturas convida quem o percorre a perder-se e reencontrar-se na formosura do seu próprio sonho.

ESPACIO ONÍRICO

Colômbia

Autores: Julián Mauricio Castañeda Torres (arquiteto)

festival de jardins de ponte de lima

Entre a material e o sonho, o real e o intangível, oriente jardim efémero quer ser o espaço da invenção, do encontro e do maravilhamento. Que todos os que o visitem se deixem levar pelo portento.

O jardim-pavilhão surge porquê um limiar entre a vigília e o sonho, no qual dois percursos-túnel de madeira desenham o gesto primordial do encontro. Logo, ao desdobrarem-se, estes caminhos envolvem um espelho de chuva luminoso que duplica a verdade e a converte num território onírico. Une o construído ao seu revérbero. Ou por outra, o projeto reflete um pouco da identidade latino-americana através do uso superior e vernacular da madeira. Na verdade, o responsável assume a responsabilidade e o orgulho de simbolizar a Colômbia no festival. Trabalhando a partir dali, destaca porquê um dos principais desafios a informação técnica à intervalo, tentando prometer uma realização leal noutra região do mundo.

A seleção vegetal priorizou espécies locais e de rápido prolongamento cujas copas se refletem na chuva, além de vegetais aquáticas adaptadas ao lugar. No jardim, sobressai a presença de espécies porquê Acer palmatum, Cornus alba, Cyperus papyrus, Echinacea sp., Ficus microcarpa, Gazania rigens, Ginkgo biloba, Hydrangea paniculata, Impatiens hawkeri, Jacaranda mimosifolia, Mentha x piperita, Nymphaea sp., Phillyrea latifolia, Pittosporum tenuifolium, relva e Santolina sp.

Em suma, oriente jardim convida o visitante à invenção, transformando o ordinário em inacreditável num momento suspenso de puro espanto.

Veja a reportagem ao Festival Internacional de Jardins de Ponte de Lima 2026:
Festival Internacional de Jardins: Ponte de Lima sonha em jardim

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