Mizuna (Brassica rapa var. nipposinica)
A folha japonesa ligeiro e crocante
De origem japonesa e muito apreciada pelo seu sabor suave e ligeiramente picante, a mizuna é uma hortícola de folha perfeita para saladas, sopas e salteados.
Características
A mizuna (Brassica rapa var. nipposinica) pertence à família das Brássicas e é uma hortícola muito apreciada, sobretudo pela textura delicada e sabor característico. Originária do Japão, adapta-se muito a climas temperados e frescos, sendo frequentemente cultivada no outono e no inverno, já que apresenta boa tolerância a temperaturas baixas.
Apresenta folhas recortadas, finas e de cor verdejante viva, formando uma roseta ocasião. O seu sabor é suave, ligeiramente picante e refrescante, semelhante ao da mostarda, mas mais quebrável. Existem diversas variedades, que se distinguem principalmente pela forma das folhas, intensidade de sabor e resistência ao indiferente.
É maioritariamente consumida crua, em saladas, mas também pode ser utilizada em refogados, sopas, salteados rápidos ou porquê seguimento de pratos quentes.
A mizuna é pouco calórica e rica em vitaminas A, C e K, muito porquê em minerais porquê o cálcio, ferro e potássio. Apresenta propriedades antioxidantes e contribui para uma sustento equilibrada e saudável, sendo uma supimpa opção para variar o consumo de hortícolas de folha.
Condições de cultivo
Tendo em conta as suas origens e características, a mizuna desenvolve-se melhor em climas temperados e frescos, não necessitando de temperaturas elevadas para um bom incremento. Prefere locais com boa luminosidade, embora tolere alguma sombra parcial. Deve ser respeitada a rotação cultural, recomendando-se que a mizuna unicamente volte a ser cultivada no mesmo lugar posteriormente 3-4 anos, mormente por pertencer à família das Brássicas.
Adapta-se muito a solos férteis, ricos em material orgânica, leves e muito drenados. Necessita de regas regulares para manter o solo húmido, mas devem ser evitadas situações de encharcamento. Desenvolve-se melhor em solos ligeiramente ácidos a neutros, com pH entendido entre 6,0 e 7,0.
Plantação / Sementeira
A instalação da cultura da mizuna pode ser realizada ao ar livre ou em estufa. Em estufa, é verosímil prolongar o período de produção e proteger as vegetalidade de condições climáticas adversas. Ainda assim, a mizuna desenvolve-se muito muito ao ar livre, sobretudo durante os meses mais frescos. A sementeira é geralmente efetuada diretamente no lugar definitivo, uma vez que se trata duma cultura de ciclo limitado e que não beneficia do transplante. Pode ser realizada do final do verão ao outono (agosto a outubro) e, em regiões de clima sossegado, também no final do inverno ou início da primavera. As sementes devem ser colocadas em linhas, deixando um espaçamento de murado de 20 a 30 cm entre linhas e 10 a 15cm entre vegetalidade, para prometer um bom desenvolvimento das folhas e facilitar as operações de manutenção e colheita.
Rotações e consociações favoráveis
Precedentes culturais favoráveis: Alho, cebola, alho-francês, cenoura, leguminosas (ervilha e feijoeiro).
Precedentes culturais a evitar: Outras brássicas (couve, brócolos, nabo, rúcula), de forma a prevenir o surgimento de pragas e doenças específicas da família.
Consociações favoráveis: Cenoura, rabanete, alho, cebola, alho-francês, ervilha e feijoeiro, que contribuem para uma melhor utilização do espaço e podem ajudar na redução de pragas.
Consociações desfavoráveis: Batata e outras Brássicas, devido à competição por nutrientes e ao aumento do risco de problemas fitossanitários comuns.

Manutenção
Durante todo o ciclo de desenvolvimento, a mizuna necessita de regas regulares, de forma a manter o solo uniformemente húmido, evitando períodos de seca prolongados. No entanto, deve evitar-se o encharcamento, uma vez que o excesso de chuva pode propiciar o surgimento de doenças fúngicas.
A emprego de uma cobertura do solo com palha, sobras vegetais ou folhas secas contribui para proteção do solo e controlo do desenvolvimento de vegetalidade infestantes.
Quando as vegetalidade apresentam 2-3 folhas verdadeiras, deve proceder-se ao desbaste, eliminando as vegetalidade mais fracas e assegurando um espaçamento adequado entre as restantes, de modo a permitir um bom desenvolvimento das folhas.
A mizuna não necessita de podas nem da remoção de ramos laterais, sendo colhida principalmente pelas folhas. Caso não seja colhida atempadamente, pode ocorrer o espigamento, mormente em condições de temperaturas elevadas ou dias longos.
Colheita
Normalmente, a colheita inicia-se murado de 30 a 50 dias posteriormente a sementeira, dependendo da variedade, do tipo de colheita (faseada – baby leaf ou vegetal inteira) e das condições climáticas. Deve evitar-se que as vegetalidade entrem em floração, uma vez que o espigamento torna as folhas mais duras e de sabor mais intenso. A colheita é realizada manualmente ou com o auxílio de uma faca, cortando as folhas ou a vegetal junto ao pescoço, com desvelo para não danificar as vegetalidade vizinhas, caso se pretenda uma colheita escalonada.
Posteriormente a colheita, a mizuna deve ser mantida em lugar fresco. O armazenamento idealmente realiza-se a temperaturas entre 0oC e 4oC, com elevada humidade, de forma a evitar a murchidão das folhas. No frigorífico, deve ser colocada na gaveta dos legumes. A utilização de sacos perfurados ou recipientes adequados ajuda a manter a humidade e a prolongar a frescura, sendo recomendável o consumo poucos dias posteriormente a colheita.
Leia também:
Rúcula