Antúrio (Anthurium andraeanum) – Revista Jardins
Características
O nome antúrio abrange numerosas espécies do género Anthurium, mas a vegetal mais generalidade em casas, floristas e centros de jardinagem pertence sobretudo à espécie Anthurium andraeanum e aos seus híbridos. Originária das florestas tropicais húmidas da Colômbia e do Equador, cresce naturalmente porquê vegetal epífita, apoiada sobre outras vegetais sem delas retirar comida.
O antúrio é uma vegetal tropical perene, de prolongamento compacto e geralmente ereto. Em cultivo doméstico, Anthurium andraeanum atinge habitualmente entre 30 e 45 centímetros de profundeza, embora alguns híbridos possam crescer um pouco mais quando dispõem de boas condições e espaço para as raízes. As raízes podem tornar-se visíveis à superfície ou junto à borda do vaso. Não devem ser cortadas unicamente por razões estéticas: fazem segmento da adaptação originário da vegetal e podem ser cobertas com um pouco de musgo ou substrato ligeiro, sem as enterrar profundamente.
Folha
A ramagem forma uma touceira densa, a partir da qual se elevam os pecíolos e as hastes florais. As folhas do antúrio são simples, inteiras e geralmente cordiformes, isto é, apresentam a forma de um coração. São sustentadas por pecíolos compridos e podem atingir tapume de 20 a 30 centímetros de comprimento, dependendo da variedade e das condições de cultivo. A superfície é verde-escura, refulgente e ligeiramente coriácea. Levante cintilação é originário e não deve ser reforçado com produtos abrilhantadores. Para retirar o pó, basta passar delicadamente um tecido macio e húmido sobre cada folha.
Uma ramagem firme, virente e lustrosa é sinal de estabilidade. Folhas muito pálidas podem indicar excesso de sol; folhas amarelas surgem frequentemente quando o substrato permanece molhado durante muito tempo. Já as extremidades secas ou castanhas podem estar relacionadas com baixa humidade atmosférica, concentração de sais ou regas irregulares.
Embora Anthurium andraeanum seja cultivado sobretudo pelas suas inflorescências coloridas, outras espécies do género, porquê Anthurium clarinervium e Anthurium crystallinum, são apreciadas principalmente pela ramagem, marcada por nervuras claras e desenhos quase gráficos.
Flor
Aquilo que habitualmente se labareda “flor” do antúrio é, na veras, uma inflorescência formada por duas estruturas distintas. A segmento colorida, refulgente e frequentemente em forma de coração é a espata, uma folha modificada. Ao núcleo encontra-se o espádice, uma estrutura alongada sobre a qual se distribuem numerosas flores verdadeiras, muito pequenas e discretas.
Nas variedades mais conhecidas, a espata é vermelha, mas a seleção hortícola produziu antúrios cor-de-rosa, brancos, salmão, laranja, verdes, púrpura e bordô. Existem também cultivares bicolores, pintalgados ou com tonalidades que mudam à medida que a inflorescência envelhece.
O espádice é geralmente recta, branco, creme ou amarelo. Esta forma permite enobrecer Anthurium andraeanum de Anthurium scherzerianum, uma espécie normalmente mais compacta, das quais espádice pode apresentar uma curiosa forma curva ou espiralada.
Em condições favoráveis, o antúrio pode produzir inflorescências durante vários períodos do ano. Cada espata mantém o interesse ornamental durante semanas, o que explica a popularidade da vegetal para vaso e flor de golpe. A falta de luz é uma das causas mais frequentes de floração escassa.
Fruto
Depois da polinização, as pequenas flores do espádice podem originar frutos semelhantes a bagas. Estes frutos desenvolvem-se ao longo do espádice e contêm as sementes. A frutificar é, mas, pouco frequente nos antúrios cultivados dentro de mansão.


Advertências
O antúrio pertence à família Araceae, a mesma do lírio-da-paz, da costela-de-adão, da jiboia e do filodendro. Tal porquê muitas vegetais desta família, contém cristais insolúveis de oxalato de cálcio. Assim, a mastigação das folhas ou caules pode suscitar irritação e dor na boca, salivação excessiva, vómitos e dificuldade em engolir nos animais domésticos. A vegetal deve, por isso, permanecer fora do alcance de crianças pequenas, cães e gatos. Durante a repartição ou poda, é recomendável usar luvas e evitar o contacto da suco com os olhos e a boca.
Utilização
O antúrio é utilizado principalmente porquê vegetal de interno. A sua combinação de ramagem refulgente e inflorescências coloridas adapta-se a salas, entradas, escritórios, hotéis e espaços comerciais.
Pode ser cultivado isoladamente, num vaso que valorize a sua forma compacta, ou integrado numa elaboração com fetos, calatheas, marantas e outras espécies tropicais. Um antúrio encarnado cria um ponto focal intenso; as variedades brancas ou rosadas introduzem uma presença mais delicada e luminosa.
As hastes florais de Anthurium andraeanum são também muito utilizadas porquê flor de golpe em arranjos florais. A espata firme, cerosa e duradoura permite gerar composições contemporâneas, nas quais uma única haste pode assumir um protagonismo quase arquitetónico.
Em Portugal continental, o antúrio deve ser cultivado sobretudo dentro de mansão, numa estufa ou num jardim de inverno. Durante os meses mais quentes, pode permanecer numa varanda ou recinto resguardado, desde que fique protegido do sol direto, do vento e das noites frias.
Condições de cultivo
Luz
O antúrio prefere luz profuso, mas indireta. Deve ser posto próximo de uma janela luminosa, protegida por uma cortinado ligeiro quando existe incidência solar intensa.
O sol direto do verão pode queimar as folhas e descolorar as espatas. Em contrapartida, uma localização muito escura reduz o prolongamento e a produção de novas inflorescências. A vegetal pode preservar as folhas durante qualquer tempo com pouca luz, mas dificilmente apresentará uma floração generosa.
Uma janela orientada a nascente oferece normalmente boas condições, pois permite algumas horas de luz suave pela manhã. Junto de janelas orientadas a sul ou poente, será necessário distanciar o vaso do vidro ou filtrar a luz durante as horas mais quentes.
Solo
Devido à sua natureza epífita, o antúrio necessita de um substrato poroso, rico em material orgânica e muito muito drenado. As raízes devem receber simultaneamente humidade e oxigénio.
Pode preparar-se uma mistura com duas partes de substrato ácido, uma segmento de perlite ou pedra-pomes e uma segmento de casca de pinho para orquídeas. Esta estrutura permite que a chuva escorra sem transformar o vaso num pequeno pântano tropical — cenário romântico unicamente na imaginação, raramente para as raízes.
O recipiente deve possuir vários orifícios de drenagem e ser unicamente ligeiramente maior do que o torrão. Um vaso muito grande retém chuva durante mais tempo e aumenta o risco de podridão radicular.
O reenvasamento pode ser realizado na primavera, geralmente a cada dois ou três anos ou quando as raízes ocupam completamente o recipiente. A renovação periódica do substrato ajuda também a reduzir a concentração de sais minerais.
Clima
O antúrio aprecia um envolvente quente, húmido e inabalável. As temperaturas ideais situam-se, de modo universal, entre 18 e 27 °C. Deve ser protegido de correntes de ar, mudanças bruscas e temperaturas baixas.
No inverno, não deve permanecer reclinado a vidros frios nem junto de portas abertas para o exterior. Radiadores, lareiras e aparelhos de ar condicionado também podem secar rapidamente a ramagem e prejudicar as inflorescências.
A humidade atmosférica elevada favorece o desenvolvimento, mas deve ser acompanhada por alguma circulação de ar. É provável agrupar várias vegetais, utilizar um humidificador ou colocar o vaso sobre uma bandeja com seixos húmidos, garantindo que o fundo do recipiente não fica mergulhado em chuva.
Outras especificidades
O antúrio deve permanecer num sítio protegido de correntes de ar e ausente de fontes de calor. Rodar o vaso regularmente ajuda a manter o prolongamento equilibrado em todas as direções.
A chuva muito calcária pode provocar depósitos no substrato e manchas nas folhas. Quando provável, utilize chuva da chuva ou chuva filtrada, sobretudo em regiões onde a chuva da rede apresenta elevada mineralização.
As espatas não devem ser pulverizadas com frequência, pois as gotas podem deixar marcas. Para aumentar a humidade, é mais eficiente atuar sobre o envolvente do que molhar repetidamente a ramagem.
Propagação
A forma mais simples de propagar o antúrio consiste em dividir uma vegetal adulta. Esta operação deve ser realizada preferencialmente na primavera ou no verão, aproveitando o momento do reenvasamento.
Retire a vegetal do vaso e separe cuidadosamente os rebentos laterais, garantindo que cada repartição retém raízes e folhas saudáveis. Plante cada porção num recipiente pequeno, com substrato poroso, e mantenha-a num sítio quente e luminoso, sem sol direto.
Também é provável utilizar estacas de talo ou de rizoma. A propagação por semente é viável, mas mais lenta e menos previsível, sobretudo nos híbridos comerciais.

Manutenção
Rega
Regue o antúrio quando os primeiros dois ou três centímetros do substrato começarem a secar. A terreno deve preservar alguma humidade, mas nunca permanecer encharcada. Molhe todo o substrato até a chuva transpor pelos orifícios do vaso e elimine o excesso amontoado no prato ou no cachepot. No inverno, reduza a frequência, pois a vegetal cresce mais lentamente e a evaporação é menor.
Folhas amarelas e bases moles indicam frequentemente excesso de chuva; folhas caídas e substrato muito sequioso podem revelar sede.
Adubação
Entre a primavera e o início do outono, aplique um fertilizante líquido para vegetais floridas ou orquídeas, diluído de combinação com as indicações do operário. Uma emprego a cada duas a quatro semanas é geralmente suficiente. Durante o inverno, suspenda ou reduza bastante a fertilização. O excesso de excremento pode provocar concentração de sais, queimaduras nas raízes e margens castanhas nas folhas.
Poda
O antúrio não necessita de poda de formação. Retire unicamente as folhas amarelas secas ou danificadas e as hastes florais envelhecidas, cortando-as junto à base com uma tesoura limpa. A eliminação das partes secas melhora o aspeto da vegetal e reduz os locais onde se podem instalar pragas ou doenças. Utilize luvas e desinfete a utensílio antes de passar para outro réplica.
Pragas e doenças
As pragas mais frequentes são cochonilhas, cochonilhas-algodão, ácaros, afídeos e mosca-branca. Observe regularmente a página subalterno das folhas, os pecíolos e a base da vegetal.
Ao encontrar insetos, isole o antúrio e remova-os com um tecido húmido. Em ataques persistentes, utilize um resultado autorizado para vegetais de interno, seguindo cuidadosamente o rótulo. Alguns inseticidas podem danificar as inflorescências, pelo que a prevenção e a deteção precoce são particularmente importantes.
Entre as doenças, destacam-se a podridão das raízes, associada ao encharcamento, e diferentes manchas foliares. Ramaria permanentemente molhada, pouca circulação de ar e excesso de humidade no substrato favorecem estes problemas.
Curiosidades sobre o antúrio
O nome Anthurium deriva das palavras gregas anthos, que significa flor, e oura, que significa rabo. A designação refere-se ao espádice prolongado, semelhante a uma pequena rabo erguida sobre a espata.
Apesar de ser frequentemente tratada porquê uma flor, a espata colorida é uma folha modificada. As flores verdadeiras são os pequenos pontos que revestem o espádice — uma turba discreta sustentada por um cenário bastante mais teatral.
O vermelho continua a ser a cor clássica do antúrio, mas a seleção hortícola criou variedades em numerosos tons. Algumas espatas quase negras emprestam à vegetal uma elegância dramática; outras, brancas ou rosadas, parecem feitas de porcelana tropical.
Cultivado com luz indireta, calor, humidade e regas equilibradas, o antúrio retém a ramagem durante todo o ano e pode florir repetidamente. Não é uma vegetal difícil, mas aprecia consistência.
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