Kalanchoe (Kalanchoe blossfeldiana Poelln.) – Revista Jardins
Características
Originário do nordeste de Madagáscar, o Kalanchoe blossfeldiana cresce naturalmente num envolvente tropical sazonalmente sedento. Esta origem ajuda a compreender boa secção do seu comportamento: trata-se de uma vegetal preparada para zelar chuva e sobreviver a períodos de menor disponibilidade hídrica. Demais, a espécie é considerada porquê um subarbusto suculento.
As folhas são espessas, carnudas, verdes e brilhantes, geralmente ovais ou oblongas, com a margem ligeiramente recortada. Funcionam porquê pequenas reservas de chuva — propriedade que explica por que razão o excesso de rega é muito mais perigoso para um kalanchoe do que alguns dias de sede.
Supra da ramaria surgem densos conjuntos de pequenas flores. Vermelho, rosa, salmão, laranja, amarelo e branco estão entre as tonalidades mais comuns. Inclusive, existem ainda cultivares de flor dobrada, com pequenas corolas que fazem lembrar rosas em miniatura. A floração é prolongada e pode manter o interesse ornamental durante várias semanas.
Utilização
O kalanchoe é particularmente interessante porquê vegetal de interno devido ao porte compacto e à longa duração das flores. Resulta muito muito num peitoril luminoso, sobre uma consola ou numa constituição de várias vegetação suculentas.
Também pode ser utilizado em varandas, pátios e terraços durante os meses amenos, desde que fique protegido das temperaturas baixas. Não tolera geadas e, por isso, na maior secção de Portugal continental deve voltar a um espaço protegido durante o período insensível. Assim, em regiões e microclimas particularmente amenos poderá permanecer no exterior, desde que a drenagem seja magnífico. A RHS recomenda-o sobretudo para recipientes e locais protegidos.

Condições de cultivo
Há uma regra que vale ouro na plantação de um kalanchoe: a chuva deve conseguir trespassar do vaso quase tão facilmente porquê entra. Ou seja, escolha um recipiente com orifícios de drenagem e utilize um substrato ligeiro, poroso e muito muito drenado, adequado a catos e suculentas. Pode também utilizar um substrato de qualidade misturado com material mineral que aumente o arejamento, porquê pedra-pomes, perlite ou areia grossa apropriada para horticultura.
Não plante o kalanchoe num vaso desproporcionadamente grande. Um grande volume de substrato mantém-se húmido durante mais tempo e aumenta o risco de podridão radicular.
Coloque-o num espaço com muita luminosidade. Dentro de lar, uma janela luminosa orientada a nascente ou poente é geralmente uma boa solução. O sol intenso através do vidro, sobretudo nas horas mais quentes do verão, pode provocar queimaduras nas folhas; luz insuficiente, por outro lado, conduz frequentemente a incremento estirado e menor floração.
Porquê fazer o kalanchoe voltar a florir
Cá reside um dos segredos mais interessantes desta vegetal. O Kalanchoe blossfeldiana responde ao fotoperíodo e necessita de noites longas para iniciar a formação dos botões florais.
Logo, para estimular uma novidade floração em lar, a vegetal pode receber tapume de 14 horas consecutivas de trevas por dia durante aproximadamente seis semanas, mantendo boa luminosidade durante o restante período. Luz sintético durante a noite pode interromper leste ciclo. Depois da formação dos botões, pode voltar ao lugar habitual.

Manutenção
Rega
Sendo uma suculenta, o kalanchoe prefere passar qualquer tempo com o substrato sedento a viver permanentemente encharcado. Assim, antes de voltar a regar, verifique a humidade da terreno. Quando a estrato superficial estiver seca, regue muito e deixe toda a chuva em excesso escorrer. No inverno ou durante períodos de incremento mais lento, reduza a frequência. Pratos e cachepots com chuva acumulada devem ser evitados.
Adubação
Durante a temporada de incremento pode infligir um fertilizante líquido equilibrado, sem exageros. Recomenda-se somente algumas fertilizações ao longo da quadra de incremento. Ou seja, numa vegetal habituada a solos relativamente pobres, estrumar em excesso não é sinónimo de cuidar melhor.
Poda
O kalanchoe não necessita de verdadeira poda de formação. Retire as inflorescências quando estiverem secas e elimine folhas deterioradas. Se a vegetal permanecer sobejo alongada, uma ligeira desponta depois da floração ajuda a restaurar um porte mais compacto.
Pragas e doenças
É uma vegetal relativamente resistente, mas poderá ser atacada por cochonilha-algodão, afídeos e ácaros. A RHS refere também a possibilidade de ataques de gorgulho-da-videira em determinadas condições de cultivo. Inspecione regularmente a página subalterno das folhas e as zonas onde estas se unem aos caules, pois é aí que várias destas pragas começam discretamente a instalar-se.
O excesso de chuva favorece podridões das raízes e dos caules. Folhas amareladas, tecidos moles e obscurecimento na base da vegetal devem levar a verificar imediatamente as condições de drenagem. Ou por outra, uma boa circulação de ar também ajuda a diminuir o risco de problemas fúngicos, nomeadamente oídio.
Curiosidades sobre o kalanchoe
Apesar da figura quase despreocupada, o kalanchoe possui uma espécie de “relógio” sensível à duração do dia e da noite. É precisamente esta resposta à luz que permite aos produtores controlar a quadra de floração e disponibilizar vegetação floridas em diferentes momentos do ano.
A espécie é nativa exclusivamente do nordeste de Madagáscar, uma ilhéu muito rica em flora endémica. As folhas carnudas são uma adaptação à disponibilidade irregular de chuva no seu habitat originário.
Há ainda uma sobreaviso importante: vegetação do género Kalanchoe são tóxicas para cães e gatos quando ingeridas. A ASPCA (American Society for the Prevention of Cruelty to Animals®) identifica compostos do grupo dos bufadienolídeos porquê responsáveis pela toxicidade e refere vómitos, diarreia e, mais raramente, alterações do ritmo cardíaco. Em casas com animais curiosos, o melhor lugar para o kalanchoe é, portanto, bonito, luminoso — e fora do alcance de dentes aventureiros.
Fácil de cuidar, poupado na chuva e capaz de oferecer semanas de cor, o kalanchoe prova que exuberância e simplicidade podem viver muito muito no mesmo vaso.
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