Oídio: uma vez que combater – Revista Jardins

Oídio: uma vez que combater – Revista Jardins

Oídio em goji

 

Uma doença provocada por várias espécies de fungos das quais principal sintoma é o surgimento nas folhas de manchas esbranquiçadas e pulverulentas.

 

Características

Por vezes quando estamos a cuidar do pomar, horto ou jardim, reparamos que as vegetalidade estão com as folhas cobertas com manchas esbranquiçadas e pulverulentas, provavelmente as vegetalidade estão infetadas com oídio, também chamado de mal branco, uma das doenças fúngicas mais comuns em quase todo o tipo de vegetalidade.

As doenças do oídio são causadas por muitas espécies diferentes de fungos da ordem Erysiphales. A colonização do fungo na vegetal acontece, na maior segmento das espécies, pelo desenvolvimento de uma estrutura responsável pela retirada de nutrientes das células epidérmicas da vegetal (haustório). Mas o desenvolvimento das hifas ocorre na superfície da vegetal, por isso, observamos a eflorescência de coloração branca (desenvolvimento fora da vegetal). É uma espécie de fungo que sobrevive nos tecidos vivos das culturas ou nas infestantes que as rodeiam, durante todo o ano.

 

Clima favorável

Favorecida por ambientes secos e quentes (primavera-início do outono), apesar de ser encontrada em clima húmido e indiferente. Na videira e outras vegetalidade, os fungos são favorecidos por dias nublados com manhãs de elevada humidade relativa do ar, seguidos de períodos de sol e temperaturas supra dos 20 oC, mas, no universal, a doença é favorecida por humidades relativas, entre 25-75 por cento e temperaturas de 16-28 oC. As folhas são mais suscetíveis de ficarem infetadas durante a noite, quando a humidade é maior e a pressão osmótica das folhas é baixa; temperaturas entre os 36-40 oC não são favoráveis ao desenvolvimento do fungo. A disseminação da doença no campo acontece principalmente através do vento, que leva os esporos para longas distâncias. A chuva na forma de chuva intensa, ao tombar, também levanta os esporos, que são arrastados, e atua na disseminação em distâncias menores.

 

 

Vegetalidade mais afetadas e oídios mais comuns

ErvilhaErysiphe polygoni
Brássicas ou crucíferas (couves) – Ersysiphe cruciferarum ou E. poligoni.
Solanáceas (Tomateiro) – Leveillula taurica = Oidiopsis taurica (Lèv) Salm ou Sicula oidium Neolycopersici e Oidiopsis haplophylli.
Videira – Uncinula necator (= Oidium tuckeri).
Cucurbitáceas (melão, pepino, abóboras, abobrinhas) – Padosphaera xanthll ou Erysiphe cichoracearum ou Leveillula cucurbitacearum.
Pessegueiro – Podosphaera spp e S. pannosa (forma sexuada) Oidium leucoconium (forma assexuada).
Macieira – Podosphaera leucotricha (Oidium farinosum).
Bagas Goji – Arthrocladiella mougeotii (Lév.) Vassilikov (Synonyme: Erysiphe lycii Lasch, E. mougeotii (Lév.) de Bary, Microsphaera lycii (Lasch) Sacc. & Roum., M. mougeotii Lév., Podosphaera mougeotii (Lév.) Quél.)

 

extrato de ortiga combate o oidioDanos

Uma propriedade marcante são os sintomas de eflorescência de coloração branca ou acinzentada (bolor – micélio e conídios) e pulverulenta (aspeto de pó), que pode recobrir todas as folhas, ramos, flores e até os frutos. Normalmente, esse sintoma de coloração branca é observado na face superior das folhas e em menor frequência, pode ser constatado na segmento subalterno. Além do sintoma de eflorescência, podem ocorrer áreas amareladas ou acastanhadas, necróticas nos locais das manchas da eflorescência. Em ataques severos, pode ocasionar a retorção das folhas, morte de ramos, deformação de frutos, queda das folhas, flores e frutos. O dano causado pela doença é a interferência no processo de fotossíntese, que pode, em alguns casos extremos, fomentar a morte da vegetal ou quebra nas produções de mais de 50 por cento.

 

Prevenção

Eis alguns aspetos agronómicos que podem ajudar a evitar o surgimento de oídio.

  • Uso de cultivares resistentes ou tolerantes e não muito vigorosos.
  • Evitar sementeira em épocas favoráveis da doença (clima mais favorável).
  • Realizar plantações ou sementeiras em locais soalheiros e arejados.
  • Não utilizar excesso de fertilizantes azotados e utilizar um bioestimulante à base de algas. O excesso de nitrogênio acelera e agrava o desenvolvimento da doença.
  • As rotações das culturas devem ter intervalos de 3-4 anos.
  • Não plantar em solos salinos.
  • Mondar as infestantes, que alojam muitos fungos, infetando facilmente as vegetalidade ao seu lado.
  • Não plantar exagerado denso, para o ar circunvalar, utilizando métodos de transporte arejados.
  • Efetuar policultura ou várias culturas intercaladas, para impedir a disseminação.
  • Retirar as vegetalidade muito infetadas ou podar (trinchar) algumas folhas e ramos muito contaminados.
  • Utilizar técnica de mulching, que impede o desenvolvimento das ervas e o movimento da chuva que transporta os fungos para outros locais.
  • Controlar as regas que devem ser localizadas, não molhar as folhas.
  • Varrer e expelir as folhas mortas.
  • Manter um bom sistema de drenagem dos solos.

 

fungicida polivalente contra o oidioControlo

O combate ao oídio pode ser feito de forma biológica ou através de químicos. A luta biológica compreende:

  • Emprego de súlfur molhável ou súlfur em pó uma vez que preventivo; o súlfur deve ser aplicado a temperaturas de 10 oC a 25 oC.
  • Pulverizar as vegetalidade com decocção de cavalinha ou extrato de alho.
  • Existem produtos comerciais com fungos parasitas (Ampelomyces quisqualis e Tilletiopsis) e bactérias (Bacillus subtilis) que previnem os ataques e destroem o fungo patógeno.

Por outro lado, existem no mercado fungicidas específicos para esta doença. Procure produtos homologados e cumpra as dosagens e frequências indicadas no rótulo.

 

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