O dia em que a ciência lotou um teatro
Santa Marta (Colômbia) – Ao descer do carruagem na Carrera 5 já era provável ver a movimentação na lajedo do Teatro Santa Marta. Para tentar organizar o tanto de gente que tentava entrar, dois funcionários pediam para que pessoas com ingressos passassem adiante, provocando tortura em quem ansiava em ver o espetáculo, mas não o tinha, inclusive eu.
Alguns minutos depois e mais dezenas de pessoas a mais nessa povaléu um dos dois funcionárias aliviou os ansiosos: “estamos priorizando quem já tem ingresso, mas será provável adquiri-los na hora”. A alegria ficou evidente e a povaléu se apressou em desfazer a fileira e se amontoar o mais próximo provável da ingressão. Um a um adentrou o saguão e foi orientado por novos funcionários à caminharem rumo a plateia, já enxurrada.
Os poucos lugares vazios foram ocupados e logo não havia mais assentos disponíveis no primeiro caminhar. Logo na minha vez fui bloqueado e os funcionários orientaram-me a uma novidade rota: às escadas que davam chegada para o piso superior da plateia, por onde segui e procurei o melhor lugar para testemunhar ao evento com faceta de espetáculo que já estava prestes a encetar. Sabor de sentar exatamente no meio da plateia de modo a não ter uma visão enviesada do palco, que estava vazio de pessoas, mas ocupado por 6 cadeiras, duas mesas de meio, um púlpito do lado esquerdo e algumas folhas de palmeiras que completavam a decoração. Uma tela enorme ao fundo antecipava o que viria pela frente. Estava escrito: 1st Transition away from Fossil Fuel Conference.
Enquanto as últimas pessoas se acomodavam nas poltronas, o púlpito foi ocupado pelo host da noite: Kumi Naidoo, presidente da Fossil Fuel Treaty Initiative. Falando em inglês, arrancou risadas da lotada plateia ao trazer o humor para anunciar o espetáculo inédito: o lançamento do Pintura Científico para uma Transição Energética Global. O público aplaudiu efusivamente quando Kumi chamou ao palco a anfitriã da noite: a Ministra de Meio Envolvente e Clima da Colômbia, Irene Vélez Torres.
Seu oração começou quente, afirmando que a ciência é categórica: o aquecimento global é real e é causado pela atividade humana. Mas não todo humano, senão pelo modo de produção numulário que tem devorado o planeta.
“Leste tela não só repara uma dívida histórica, sendo o primeiro organização devotado, enfim, à superação dos combustíveis fósseis na matriz energética, uma vez que também nos fala de outro tipo de desafios: quais são as limitações sociais e econômicas para fazer essa transformação o mais rápido provável”, afirmou.
Mais a frente, a ministra reconheceu que embora a ciência já tenha demonstrado todo o conhecimento necessário, “os governos não têm conseguido trasladar em ação”. E concluiu com a expectativa de que “a ciência aponte o horizonte e que os políticos tenham a coragem de alcançá-lo”, saindo do palco ainda mais aplaudida.



Em seguida, uma a uma, as cadeiras vazias que flutuavam sob um foco de luz teatral foram ocupadas pelas estrelas da noite: cientistas. Entre eles Johan Rockström, que liderou a pesquisa que definhou os Limites Planetários, que dedicou o Pintura à serviço de todos aqueles que têm compromisso com a transição energética, fazendo da ciência uma ponte para estugar a transição e prometer que a ela nunca mais desapareça das COPs.
Rockström é um dos organizadores do Pavilhão da Ciência que estreou na COP30, junto do pesquisador brasílio Carlos Transcendente. Esperava-se que Transcendente também ocupasse o palco, o que não aconteceu.
Outro grande nome da ciência climática, Piers Forster, apresentou a pesquisa “Definindo Roteiros Nacionais de Eliminação de Combustíveis Fósseis: Um Estudo de Caso Colombiano” que apresenta um roteiro para a eliminação quase completa de combustíveis fósseis da economia da Colômbia até 2050, abrangendo consumo, produção e exportações.
O Pintura lançado na noite desta sexta-feira (24) tem uma vez que objetivo produzir análises anuais para caminhos de transição de cobiça máxima tanto globalmente uma vez que em graduação vernáculo e vai mapear e desenvolver políticas promissoras, acordos financeiros, soluções tecnológicas sustentáveis a partir de dimensões de justiça.
O colegiado será formado por 4 grupos de trabalho: (1) Caminhos para a transição, (2) Soluções Tecnológicas, (3) Escorço de Políticos e Mensuração e (4) Instrumentos financeiros e Governança e tem foco nos próximos 10 anos (2026-2035).
Antes de agradecer a presença de todas as pessoas, Kumi Naidoo pegou um boné que veio da plateia escrito “Make Science Great Again” e arrancou risadas e aplausos das centenas de pessoas presentes. Ao termo, uma apresentação cultural de músicas típicas colombianas animou ainda mais a já animada plateia, que se deixou tomar pela esperança momentânea de que realmente “agora vai”.