Citrinos de coleção – Revista Jardins
Cultivar exotismo no jardim ou no terraço com citrinos originais transforma varandas e pátios com o seu perfume e cor.
A base do sucesso para ter estas árvores começa na escolha do recipiente e do substrato. Em vasos, opte por modelos com capacidade para 30-50 litros, com furos, e coloque uma categoria de drenagem (greda expandida). Utilize um substrato ligeiro, rico e muito drenado; junte um tempero específico para citrinos, posicione a vegetal com o pescoço ao nível do substrato e faça uma rega de assentamento logo posteriormente a plantação. Estas boas práticas simples evitam asfixias radiculares posteriores.
No solo, escolha um lugar amparado de ventos frios, em pleno sol e com boa drenagem. Em zonas mais frias do setentrião e interno do país, os vasos permitem mobilidade: aproximam-se de paredes soalheiras no inverno, resguardam-se de geadas e rodam-se sazonalmente para lastrar a despensa.
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Porquê escolher a variedade
Em espaços pequenos, privilegie espécies compactas e com dupla valência — formosura e utilidade culinária. O kumquat, o chinotto e o limão-caviar são ideais para varandas, pois têm porte reduzido. O limoeiro-yuzu e o kaffira crescentam aromas únicos; levante último oferece folhas indispensáveis à gastronomia do Sudeste Asiático.
O cidrão e a mão-de-buda são muito ornamentais e os seus frutos brilham na cozinha e nas infusões. Muitos destes citrinos chegam a Portugal através de viveiros italianos de referência, uma vez que a Flora Toscana, que reúne produtores de superioridade da Sicília, onde estas raridades são cultivadas com rigor botânico e vocação ornamental.

Yuzu (Citrus × junos)
O citrino dos chefs: tem um perfume inconfundível, uma casca generosa e acidez equilibrada. É relativamente rústico, adapta-se muito a regiões com invernos frescos, desde que protegido de geadas fortes.
Cuidados: Sol direto, substrato ligeiro, nunca olvidar a fertilização na primavera, proteger aquém de -7 °C e evitar encharcar.
Curiosidade: No Japão, os banhos aromáticos com o limão-yuzu são tradição no solstício de inverno.
Kumquat (Citrus japonica)
Um dos citrinos mais tolerantes ao indiferente, ideal para varandas abrigadas. Frutifica do outono à primavera.
Cuidados: Sol pleno, substrato muito drenado, rega moderada no inverno e adubação de primavera.
Curiosidade: A joia que se come com casca — gula por fora, ácido por dentro.


Mão-de-buda (Citrus medica var. sarcodactylis)
Escultural, com “dedos” dourados que amadurecem lentamente, é uma verdadeira peça de arte viva no terraço.
Cuidados: Cultivar em zona protegida, substrato argiloso com areia, boa drenagem e luz filtrada nas horas mais quentes.
Curiosidade: A polpa é pobre em sumo; usa-se sobretudo a casca aromática, fresca ou cristalizada.
Kaffir (Citrus hystrix)
Comemorado pelas folhas bilobadas, usadas inteiras ou em tiras na cozinha tailandesa. O fruto é rugoso e muito cheiroso. Em Portugal, comporta-se melhor em vaso que possa ser mudado no inverno para um lugar luminoso e amparado.
Cuidados: Sensível ao indiferente prolongado; manter supra de 10 °C no inverno; muita luz e rega moderada.
Curiosidade: As folhas concentram óleos essenciais muito usados em perfumaria.


Chinotto (Citrus myrtifolia)
A “mini laranjeira” italiana: compacta, de folhas pequenas e frutos amargos que brilham em compotas e bebidas.
Cuidados: Sol ou meia-sombra luminosa; vaso vasto e muito drenado; regas regulares no verão; proteger de geadas.
Curiosidade: Com o seu fruto faz-se a bebida tradicional italiana chinotto, de sabor semelhante ao da Coca-Cola.
Limão-caviar (Citrus australasica)
Nativo das florestas húmidas do leste australiano, de porte esguio e espinhoso, dá frutos cilíndricos onde as gotículas explodem uma vez que caviar cítrico. Cultiva-se muito em vaso.
Cuidados: Prefere sol filtrado nos picos de calor; devem evitar-se secas prolongadas.
Curiosidade: Cresce naturalmente uma vez que sub-bosque até 6 m, o que explica a sua adaptação em vaso.
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Cidrão (Citrus medica)
Limão de casca espessa e perfume quente, lendário nas frutas cristalizadas.
Cuidados: Sítio muito iluminado, preferencialmente virado a sul; sensível ao indiferente e às geadas; proteger aquém de 10 °C.
Curiosidade: Usado uma vez que estomacal e tónico, tem ainda valor religioso — é símbolo de pureza no festival judaico do Sukko.
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Porquê cuidar dos seus citrinos
Luz: 4-6 horas de sol direto por dia.
Rega: Profunda e espaçada, deixando secar a categoria superficial.
Drenagem: Indispensável, tanto em vaso uma vez que no solo.
Nutrição: Tempero granulado na plantação, na primavera e início do verão ou tempero líquido a cada 2-3 regas na quadra de prolongamento.
Poda: Ligeiro, somente para arejamento e correção de ramos cruzados.
Pragas e doenças: Inspeção regular das folhas; atuar cedo e usar somente produtos autorizados.
Recipiente: Rodar o vaso 14. Coloque as sementes. de volta por mês para uniformizar a despensa.
Cobertura do solo (mulch): Manter cobertura do solo com estilha de madeira.
Substrato: Utilizar um substrato rico em material orgânica e muito drenado, mudar de vaso quando o substrato se degrada.
Veja o vídeo:
Cultivar citrinos