A restauração de Elsa – ((o))repercussão
George Adamson era o gerente dos guardas de caça de uma vasta região no Quênia – do tamanho da Grã-Bretanha, que se tornou o Parque Vernáculo de Meru em 1961 – na qual “as tribos locais [viviam] quase uma vez que os seus avós, e o lugar [patenteava] exuberantemente a vida selvática sob todos os aspectos”. Dentre as funções de Adamson: fazer executar as leis da caça, coibir a ação de caçadores furtivos e “ocupar-se dos animais ferozes que atacavam os homens das tribos”.
A história de Elsa – a leoa protagonista desta pilar – começa quando “um varão da tribo dos Boran foi morto por um leão edaz de homens. George foi informado que oriente bicho, escoltado de duas leoas, se encontrava nuns montes vizinhos e por isso, competia-lhe desvendar o rastro. […] Na manhã de 1 fev. 1956 […] George fez sinal a Ken para disparar: oriente acertou, e feriu-a. A leoa desapareceu […] um poderoso rastro de sangue […]. Houve um rugido: a leoa apareceu […] um facilitar dos serviços, que se encontrava em melhor posição, disparou sua arma, obrigando o bicho a desviar-se: desta maneira, tornou-se provável a George matá-la. Era uma grande leoa, na força da vida, as tetas a vomitar de leite. Só quando a viu assim é que George compreendeu porque estava tão furiosa e os enfrentara tão valentemente. E arrependeu-se por não ter reconhecido mais cedo que o seu comportamento indicava que ela estava defendendo os filhos. […] não podiam ter mais do que duas ou três semanas. Foram levadas para o sege, onde as duas maiores sopraram e rosnaram durante todo o caminho até o acampamento. A terceira, a menor, não ofereceu, porém, resistência e parecia completamente alheia a tudo. […] era a mais fraca de corpo, mas a mais atrevida. […] chamámos-lhe Elsa porque me fazia lembrar alguém meu divulgado com oriente nome”.
Joy Adamson, esposa de George, adotou as leoazinhas com naturalidade e uma certa imprudência. “Não há incerteza de que nossa devoção compartilhada por Elsa nos aproximou uma vez que nunca antes, uma vez que uma gaiato poderia ter feito – e Elsa ocupou o lugar de uma gaiato em nosso álbum de família”, escreveu George em My Pride and Joy (1986), uma referência aos abortos espontâneos sofridos por Joy, que não deu ao par a oportunidade de ter um fruto. “As três crias estavam agora no meu regaço, e uma vez que poderia resistir a fazes delas o meu divertimento? […] Durante doze semanas mantivemo-las numa dieta de leite sem açúcar, misturado com óleo de fígado de bacalhau, glicose, farinha de ossos e um pouco de sal. […] demos-lhe bolas de borracha e velhas câmaras de ar, para brincarem com elas. De resto, tudo o que fosse feito de borracha, ou tenro e maleável, fascinava-as”, registrou Joy em Born Free: A Lioness of Two Worlds [Nascida livre: uma leoa entre dois mundos], livro publicado em 1960.

Dissemelhante do que foi feito, por exemplo, com filhotes de lobo-guará, recentemente – que ficaram distantes dos humanos por mais tempo até retornarem à vida livre –, as leoazinhas foram criadas dentro de moradia, uma vez que animais de estimação, e ficaram quase dóceis. A termo “quase” é a única honestidade provável quando se fala de três leoas brincando dentro de moradia e no quintal. “Surpreender era o mais importante objetivo em todas as suas brincadeiras. Assaltavam-se umas às outras – e a nós também – desde a idade mais tenra, e sabiam, por instinto, uma vez que fazê-lo. Atacavam sempre pela retaguarda: conservando-se ocultas, agachavam-se e rastejavam devagarinho em direção à descuidada vítima, até que davam uma última corrida em velocidade e saltavam com todo o seu peso sobre a sua presa, deitando-se depois. […] À medida que as leoas iam tendo noção da sua força cada vez maior, experimentavam-na em tudo quanto podiam encontrar. […] Numa dessas ocasiões, deram cabo da barraca na qual se abrigavam dois homens que nos tinham vindo visitar e ali estavam a dormir. Em cinco minutos, estava destroçada, e nós acordamos aos gritos dos nossos hóspedes, que em vão procuravam salvaguardar as suas roupas, enquanto as leoazinhas, selváticamente excitadas, irrompiam no meio dos destroços e regressavam com uma variedade de troféus – chinelos, pijamas, retalhos de rede dos mosquiteiros. Fomos obrigados, desta vez, a manter a disciplina com uma pequena vergasta. […] Quando chegaram aos cinco meses, estavam em esplêndidas condições, tornando-se cada vez mais vigorosas. Andavam completamente em liberdade, exceto durante a noite, quando dormiam num ladeado de rochas e areia, protegidas por alguns abrigos de madeira. Era uma prevenção necessária contra leões selvagens, hienas, chacais e elefantes, que com frequência passavam perto da nossa moradia; qualquer deles, se as encontrasse, matá-las-ia. […] Achávamos que, se Elsa ficasse só conosco, uma vez que amiga, seria mais fácil prepará-la não só para a vida em Isiolo, mas também para nos seguir nos nossos safaris. Escolhemos o Jardim Zoológico de Roterdã-Blydorp para o horizonte lar de Lustica e de Big One […]. Quando as visitei, murado de três anos depois, receberam-me uma vez que a uma pessoa amiga e deixaram-me afagá-las […]. Viviam em esplêndidas condições e, sob todos os aspectos, fiquei contente por saber que certamente já não se recordavam de terem gozado uma vida mais livre.”
Elsa permaneceu sob os cuidados do par Adamson, que passou a treiná-la para caçar e se virar sozinha. Conseguiram reaver sua natureza selvagem, preservando intacta a crédito e a conexão de afeto que haviam construído com ela quando ainda era um “bicho de estimação”. A primeira tentativa de “soltura” deu falso. A segunda também. Monitorada, às vezes, Elsa era vista muito magra, às vezes faminta.
Na terceira tentativa, a leoa encontrou um companheiro, tornando-se uma das primeiras experiências de restauração bem-sucedida da história da conservação, registrada de forma íntima ao longo de um período extenso, documentada em todas as suas etapas por uma coleção extraordinária de milhares de fotografias. “Por término, Elsa encontrou seu par e talvez nossas esperanças se realizem e, um dia, ela possa entrar no acampamento seguida por uma ninhada de filhotes robustos” – assim Joy Adamson encerra Born free (1960). Os Adamson continuaram a monitorar Elsa, que deu à luz a uma ninhada. Quando chegavam à região onde ela vivia, disparavam alguns tiros para o cumeeira e aguardavam que ela surgisse, correndo, da mata. Ela sempre se apresentava visivelmente feliz em revê-los, mesmo acompanhada dos filhotes.

Em janeiro de 1961 – cinco anos depois ter ficado órfã – Elsa morreu de babesiose – doença infecciosa causada por protozoários do gênero Babesia, transmitidos pela picada de carrapatos, provocando sintomas uma vez que febre, anemia, fadiga e, nos casos graves, falência de órgãos. Joy Adamson registrou a saga de Elsa e seus filhotes – Jespah, Gopa e Little Elsa – nas obras Living Free (1961) e Forever Free (1962).
“Uma vez que eram esplêndidos aqueles leões – altivos, mas afáveis, dignos e senhores de si. Ao observá-los, era fácil entender por que o leão sempre fascinou o ser humano e se tornou símbolo daquilo que ele admira. O rei dos animais, uma vez que o chamam, é um régio tolerante; é verdade que é um predador, mas os predadores são essenciais para manter o estabilidade da vida selvagem, e o leão não tem libido de magoar: não ataca o varão a menos que seja perseguido por sua pele ou esteja fraco demais para tomar presas mais ágeis. Nunca mata senão para saciar a inópia – uma vez que prova a tranquilidade com que as manadas pastam ao volta de um quadrilha quando sabem que os ventres dos leões estão cheios. Uma vez que eu amava observar aquela cena diante de mim. Pensei nos filhos de Elsa. Onde estariam eles naquele momento? Meu coração estava com eles, onde quer que estivessem. Mas também estava com aqueles dois leões ali à nossa frente; e, enquanto contemplava aquele belo par, percebi uma vez que todas as características de nossos filhotes estavam presentes neles. Na verdade, em cada leão que eu via durante nossas buscas, reconhecia a natureza intrínseca de Elsa, Jespah, Gopa e Little Elsa – o espírito de todos os magníficos leões da África. Que Deus os proteja de toda flecha e abençoe a todos eles e ao seu Reino” – encerra Joy em Forever free.

George Alexander Graham Adamson (1906–1989) nasceu na Índia, fruto de pai irlandês e mãe inglesa. No início da dez de 1920, ele e o irmão se juntaram aos pais, que haviam adquirido uma rancho no Quênia, África. Foram muitas tentativas frustradas de lucrar a vida antes de George ingressar no Departamento de Caça do Quênia, em 1938, no qual trabalhou até a sua aposentadoria, em 1963. A partir daí, passou a morar em um acampamento no Parque Vernáculo de Meru, dedicando-se à restauração de leões – os três primeiros participaram das filmagens do longa-metragem Born Free (1966).
Os esforços de George geraram muita controvérsia, sobretudo quando os leões reabilitados eventualmente atacavam ou matavam humanos. Vivendo em cabanas no meio do mato, ele contava com uma pequena pensão, juros de um fundo fiduciário criado por sua esposa, doações de apoiadores de sua desculpa conservacionista e os direitos autorais de sua autobiografia – Bwana Game (1968) e My Pride and Joy: An Autobiography (1986).
“Sinto que já não posso continuar respondendo a perguntas sobre Kora. Mas tenho algumas a fazer. Quem cuidará agora dos animais da suplente, se eles não podem cuidar de si mesmos? Há jovens homens e mulheres no Quênia dispostos a assumir essa responsabilidade? Enquanto isso, em quanto tempo os guardas tantas vezes prometidos serão enviados para rondar as estradas de Terence e manter-se firmes às margens do Tana quando a suplente for devastada pela seca? Quem levantará a voz, quando a minha for levada pelo vento, para proteger a desculpa de Kora?”. Aos 83 anos, Adamson foi morto durante um confronto com um shifta – grupo de caçadores ilegais formado por membros de populações pastoris somalis, tradicionalmente nômades.

Friederike Victoria Gessner (1910-1980) nasceu em Troppau, no Predomínio Austro-Húngaro. Estudou piano, pois era libido da família que se tornasse pianista. Mas, interessava-se por pintura, estampa, costura, arqueologia e medicina – mas não conseguiu ingressar na universidade para a qual se candidatou. O primeiro conúbio, em 1935 – marcado por um monstruosidade instintivo –, logo se desfez. Em 1937, durante uma viagem de navio para Mombasa, conheceu o suíço Peter René Oscar Bally (1895-1980) – botânico, ilustrador científico e taxonomista –, que lhe deu o sobrenome de Joy [Alegria]. Casaram-se em 1938 e, mais uma vez, Joy engravidou no primeiro ano de conúbio, enfrentando outro monstruosidade instintivo. O talento de Joy para a pintura lhe rendeu um contrato com o governo do Quênia – por oito anos – para retratar membros de diferentes tribos trajando suas vestimentas tradicionais. As pinturas integram o montão do Museu Vernáculo do Quênia. Durante uma sarau de Natal, em 1942, ela conheceu o guarda-florestal George Adamson, com quem se casou em 1944 depois se divorciar amigavelmente de Peter. Nos anos de 1960, durante as gravações do longa-metragem Born Free no Monte Quênia, Joy – que sentia muita falta de Elsa – passou a cuidar de um guepardo de estimação, Pippa, de cujas memórias, observações de campo e resguardo da conservação registrou, em escrita intimista, nos livros The Spotted Sphinx (1969), Pippa: The Cheetah and her Cubs (1970) e Pippa’s Challenge (1972).

Em 1961, Joy fundou a Elsa Wild Bicho Appeal – renomeada para Elsa Conservation Trust, em 1965, organização sem fins lucrativos voltada à proteção da vida selvagem. No mesmo ano, Joy comprou uma moradia no Lago Naivasha, que chamou de Elsamere. Em 1976, obteve autorização para reabilitar um filhote de leopardo, fêmea. Quando a leopardo Penny estava com 18 meses de idade, Joy a levou para a Suplente Vernáculo de Shaba, onde cada lanço da restauração foi fotografada e, posteriormente, registrada no livro Queen of Shaba: The Story of an African Leopard (1980). Em janeiro de 1980, aos 69 anos, Joy Adamson foi assassinada em Shaba, por um jovem trabalhador que havia sido dispensado, em decorrência de uma disputa salarial. Joy foi cremada e secção das suas cinzas enterradas nos sepulcros de Elsa e de Pippa. Elsamere foi confiada ao Elsa Conservation Trust e transformada em um núcleo de ensino para a conservação da vida selvagem. A região ao seu volta, conhecida uma vez que Hell’s Gate, adquirida alguns anos depois, tornou-se extensão protegida. Cartas escritas por Joy estão disponíveis para leitura. O par Adamson foi protagonista importante na popularização da conservação da vida selvagem.


Em set. 2012, a atriz britânica Virginia McKenna – que interpretou Joy Adamson no filme Born Free – compartilhou, em entrevista, algumas lembranças das filmagens:
“Caminhadas ao amanhecer com leões nas planícies africanas. Nadar com uma leoa no oceano. Recordar o início da nossa amizade com George Adamson, que durou até seu homicídio, em 1989. Foi por meio dele que aprendemos sobre leões – por que e uma vez que reagem a diferentes circunstâncias; uma vez que ocupar sua crédito; uma vez que ver as coisas do ponto de vista deles. Morar em uma antiga moradia de colonos no meio do mato, a poucos metros dos rugidos dos leões. A gentileza do povo queniano que conhecemos e com quem trabalhamos. E, evidente, os vastos céus do Quênia, com suas extraordinárias formações de nuvens que, milagrosamente, nunca pareciam obscurecer o sol. Talvez uma das minhas lembranças mais preciosas seja de quando eu caminhava com a Girl (uma das leoas que ‘interpretava’ Elsa) e seu irmão, Boy, e vimos um pequeno grupo de gazelas-de-Thomson a certa intervalo. De repente, Girl disparou, perseguiu-as, abateu uma, matou-a e logo, uma vez que uma verdadeira leoa, arrastou-a até nós e a colocou aos meus pés. Ela nos deixou pegá-la e colocá-la na traseira do Land Rover para levá-la de volta ao acampamento. Isso realmente nos fez crer que fazíamos secção do seu quadrilha”. Nascida em 1931, a atriz e seu marido, o ator Bill Travers (1922–1994), tornaram-se ativistas da vida selvagem e criaram a Born Free Foundation, organização que procura prometer que todos os animais selvagens, em cativeiro ou na natureza, sejam tratados com pesar e reverência e possam viver de conformidade com suas necessidades naturais.




O termo restauração e o seu significado no campo da conservação foi sendo consolidado a partir da dez de 1970, no contexto de projetos de conservação de primatas, que combinavam cuidados em cativeiro com treinamento dos animais antes de retornarem ao seu habitat. Um dos primeiros usos do termo aparece em artigos do britânico Edward Brewer (1919-2003) – diretor do Departamento de Vida Selvagem de Gâmbia – e de sua, filha Stella Brewer (1951–2008), que lideraram o Chimpanzee Rehabilitation Project – programa pioneiro de soltura de chimpanzés órfãos, resgatados do tráfico na África Ocidental, em áreas protegidas. O trabalho dos Brewer está registrado no livro The Chimps of Mt. Asserick (1978).

Em 1989, Devra Kleiman publicou o cláusula clássico Reintroduction of captive mammals for conservation: guidelines for reintroducing endangered species into the wild [Reintrodução de mamíferos mantidos em cativeiro para a conservação: diretrizes para a reintrodução de espécies ameaçadas na natureza], no qual a reintrodução – com todos os seus componentes – é apresentada uma vez que uma utensílio para a manutenção de populações de espécies ameaçadas tanto em cativeiro quanto na natureza, permitindo o intercâmbio genético entre esses dois mundos. A autora alerta para os altos custos, a complicação logística e a escassez de habitat uma vez que fatores que tornam a reintrodução frequentemente inviável, devendo ser empregada unicamente em condições muito específicas.
O cláusula também apresenta os conceitos de ‘introdução’, ‘reintrodução’, ‘translocação’, ‘reforço populacional’ e ‘preparação’, que viriam a influenciar diretamente as diretrizes da União Internacional para a Conservação da Natureza – IUCN e da biologia da conservação. “Preparação refere-se ao treinamento de animais antes da soltura, voltado a comportamentos que provavelmente contribuem para a sobrevivência. A preparação também inclui a aclimatação aos mantimentos e às condições climáticas do lugar de soltura, a término de aumentar as chances de sobrevivência dos animais liberados na vida selvagem. Na literatura que descreve a soltura de grandes primatas, o termo restauração é geralmente utilizado para se referir ao treinamento pós-soltura”, destacou Kleiman.


Devra Gail Kleiman (1940–2010) nasceu no Bronx, em Novidade Iorque. Bacharel em biopsicologia, obteve o doutorado em zoologia pela Universidade de Londres, em 1969. Pioneira na biologia da conservação, construiu sua curso no Smithsonian Institution, onde atuou uma vez que pesquisadora sênior e diretora assistente de pesquisa do National Zoological Park, em Washington, D.C. Seus interesses científicos abrangeram o comportamento social e reprodutivo de mamíferos, a genética de populações, o manejo de espécies em cativeiro e a conservação aplicada. Foi uma das vozes mais influentes da conservação no século XX, reconhecida internacionalmente por estabelecer as bases científicas e práticas da reintrodução de espécies ameaçadas de extinção, mormente mamíferos. Ganhou notoriedade por seus esforços para reproduzir o primeiro par de pandas-gigantes no National Zoo – “ao refletir sobre o que não sabíamos em 1972, percebo que era praticamente tudo; estávamos voando às cegas”, disse Kleiman ao The Washington Post, em 2001 – e por sua participação fundamental no Programa de Conservação do Mico-Leão-Dourado, no Brasil, do qual foi uma das idealizadoras. O projeto tornou-se um protótipo mundial ao integrar pesquisa científica, manejo em cativeiro, reintrodução, proteção de habitat e ensino ambiental – uma abordagem logo inédita.
Além de observador, Kleiman foi uma defensora ativa da cooperação entre zoológicos, pesquisadores de campo, governos e comunidades locais. Sua obra contribuiu para alongar a reintrodução de um ideal romântico, consolidando-a uma vez que uma utensílio técnica, moral e baseada em evidências.

Alison Hannah, pesquisadora associada ao campo da restauração e do manejo de chimpanzés, e William McGrew, referência mundial em etologia de chimpanzés, formalizaram o uso do termo restauração no sentido técnico de treinar e preparar indivíduos para uma vida independente em seu habitat originário, diferenciando-o da ‘soltura simples’. No cláusula Rehabilitation of captive chimpanzes, eles sintetizaram: “Tal uma vez que é empregado atualmente, o termo ‘restauração’ abrange uma variedade de procedimentos. ‘Soltura’ significa libertar animais mantidos em cativeiro, muitas vezes com pouco ou nenhum séquito ulterior de seu orientação. Em alguns casos, isso é suficiente. ‘Repatriação’ refere-se a situações em que os animais são devolvidos ao país de origem, geralmente de climas temperados inadequados para ambientes tropicais mais favoráveis. Isso pode simbolizar uma melhoria no padrão de vida, mesmo que a liberdade plena não seja alcançada. Por exemplo, espécimes criados uma vez que animais de estimação provenientes da Europa. O termo ‘translocação’ geralmente envolve a transferência de uma localidade para outra, com um período mínimo de permanência intermediária em cativeiro. Por definição, trata-se de indivíduos nascidos na natureza, pouco propensos a comprar anomalias comportamentais em decorrência de contato humano de curta duração. O termo ‘reintrodução’ pode parecer um equívoco, no sentido de sugerir ‘introduzir novamente’, mas é, de veste, frequentemente utilizado no contexto universal de ‘restauração’ [alguns zoólogos utilizam o termo ‘refaunação’]. Por término, há a ‘restauração’ em sentido estrito, que consiste no treinamento de indivíduos com comportamento inadequado em habilidades que lhes permitam sobreviver com independência. No mínimo, isso pode valer ressocializá-los para a vida em grupo na natureza. No supremo, envolve orientar os indivíduos a encontrarem e processarem comida e chuva, detectar e evitar predadores e outros riscos, buscar e edificar abrigos, praticar hábitos pessoais saudáveis e produzir e produzir descendentes; em suma, levar vidas normais e independentes”. De conformidade com o Instituto Brasiliano do Meio Envolvente e dos Recursos Naturais Renováveis – Ibama, restauração é definida uma vez que “ação de restabelecer as condições sanitárias, físicas e comportamentais de um bicho silvestre, de modo que o permita se desenvolver em seu envolvente originário de forma independente e de conformidade com as características biológicas de sua espécie”.
L’envoi: “Alcançamos nosso objetivo, ao dispêndio de muitos meses de amarga sofreguidão. Elsa está livre; ela não só viveu a vida de uma leoa selvagem por dois anos, uma vez que também criou uma família; e ainda retém todo o seu carinho por nós, que a nutrimos por tanto tempo. Quem pode expor até onde poderemos seguir sua trajetória futura? Certamente tentaremos. Seja qual for o seu orientação final, seremos sempre gratos por ela ter nos proporcionado uma experiência única e a presente eterna de uma personagem tão adorável. Se, com tristeza, confesso que ‘com grande esforço consegui esta liberdade’ para ela, paladar de pensar que, quando ela esfrega o rosto no meu, está tentando me consolar dizendo, à sua maneira: mas eu nasci livre” (Joy Adamson, Born Free, 1960).
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