Regionalismo e arte popular em uma mansão no Recife

Regionalismo e arte popular em uma mansão no Recife

Last Updated on: 31st outubro 2025, 04:23 pm

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Essa história faz segmento de uma jornada que sempre sonhamos em fazer. Com o projeto Histórias Brasil Adentro, estamos finalmente na estrada, percorrendo as cinco regiões do país para desenredar e comemorar os múltiplos jeitos de morar que só o Brasil tem. Cada material desta série é uma paragem em procura de casas com espírito, que falam sobre pertencimento, memória e identidade. Seja bem-vindo à nossa viagem!

Quem é de Recife está avezado a conviver desde cedo com muitas manifestações artísticas, belezas naturais e joias arquitetônicas. Foi nesse contexto que a arquiteta Cecília Lemos cresceu e criou o seu repertório. Ela lembra que, ainda menino, adorava galhofar de subir, sentar e escorregar em grandes esculturas espalhadas pela cidade, e só mais tarde descobriu que aquelas obras eram de artistas consagrados porquê Francisco Brennand e Abelardo da Hora, ícones da arte pernambucana. “Para nós, lá detrás, tudo era unicamente uma folia”, ela recorda. Foi brincando, aliás, que descobriu seu paixão por fabricar — misturando cores, formas e texturas com leveza e diversão.

Décadas depois, a mansão que compartilha com o marido Danilo Pedrosa e os filhos Benjamim, Siena e Gregório, reflete exatamente essa núcleo com seus revestimentos coloridos, obras de arte popular por todos os lados, espaços abertos para o jardim e muitas referências regionais. A arquiteta por trás de tudo isso? A própria Cecília, que agora reúne suas tantas referências de forma coesa em seu trabalho, com características que já viraram marca registrada — porquê a troca de pisos para demarcar ambientes de forma fluida, o regionalismo que leva afeto e história para dentro de mansão, e as listras, uma paixão à segmento que deixa tudo mais recreativo.

Regionalismo, cor e arte popular em uma casa no Recife - a arquiteta Cecília Lemos transformou seu lar em um universo que respira brasilidade
Regionalismo, cor e arte popular em uma casa no Recife - a arquiteta Cecília Lemos transformou seu lar em um universo que respira brasilidade
Regionalismo, cor e arte popular em uma casa no Recife - a arquiteta Cecília Lemos transformou seu lar em um universo que respira brasilidade
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Regionalismo, cor e arte popular em uma casa no Recife - a arquiteta Cecília Lemos transformou seu lar em um universo que respira brasilidade
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Regionalismo, cor e arte popular em uma casa no Recife - a arquiteta Cecília Lemos transformou seu lar em um universo que respira brasilidade
Regionalismo e arte popular em uma casa no Recife
Regionalismo e arte popular em uma casa no Recife
Regionalismo, cor e arte popular em uma casa no Recife - a arquiteta Cecília Lemos transformou seu lar em um universo que respira brasilidade
Regionalismo, cor e arte popular em uma casa no Recife - a arquiteta Cecília Lemos transformou seu lar em um universo que respira brasilidade
Regionalismo e arte popular em uma casa no Recife
Regionalismo e arte popular em uma casa no Recife

O principal libido de Cecília para oriente projeto era simples: fabricar um refúgio para a sua família. A estratégia foi pensar em cantinhos que permitissem sentir a mansão de várias maneiras diferentes, mas sempre com muito aconchego. O uso de materiais em sua forma procedente — concreto, madeira e pedra — também reforça essa atmosfera acolhedora, ao mesmo tempo em que valoriza texturas e contrastes. Já o piso da extensão externa foi uma formação de azulejos usada por ela em uma edição da mostra CASACOR. As peças foram removidas do espaço com todo o desvelo e assim puderam ser reutilizadas em várias partes da mansão.

Na decoração, as histórias se multiplicam. Muitos dos móveis foram herdados de avós e fizeram segmento da puerícia de Cecília, logo carregam inúmeras memórias afetivas. Para ela, é incrível que hoje os mesmos itens estejam construindo um cenário pleno de lembranças especiais também para os seus filhos. Lado a lado às heranças familiares, estão peças garimpadas em viagens pelo mundo. Desde almofadas da Turquia, maçanetas de Marrakech e tapetes da Croácia, até lembranças do Alasca. “A mansão fala muito da gente. Cada objeto traz uma memória, um afeto”, conta Cecília.

Regionalismo, cor e arte popular em uma casa no Recife - a arquiteta Cecília Lemos transformou seu lar em um universo que respira brasilidade
Regionalismo e arte popular em uma casa no Recife
Regionalismo, cor e arte popular em uma casa no Recife - a arquiteta Cecília Lemos transformou seu lar em um universo que respira brasilidade
Regionalismo, cor e arte popular em uma casa no Recife - a arquiteta Cecília Lemos transformou seu lar em um universo que respira brasilidade
Regionalismo, cor e arte popular em uma casa no Recife - a arquiteta Cecília Lemos transformou seu lar em um universo que respira brasilidade

Outro traço marcante é a presença regular da arte popular brasileira. Estatuetas, quadros e objetos artesanais ocupam as paredes e os móveis, dando ainda mais cor e trova ao projeto. Essa relação vem de longe: o avô de Cecília era enamorado pelo tema e lhe ensinou a valorizar o que é feito à mão. E agora ela enxerga nessa legado um dos pilares de sua vida e de sua profissão.

Ter uma extensão social muito integrada e ampla acabou sendo um dos pontos principais na concepção da mansão, já que a família é grande — e manter as crianças sempre ao alcance dos olhos, sem privá-las da liberdade de explorar o próprio lar, é outra vantagem do projeto. “Isso deixa a família mais conectada, mesmo em espaços diferentes, e cria uma sensação de união que considero muito peculiar”, diz a moradora.

Regionalismo, cor e arte popular em uma casa no Recife - a arquiteta Cecília Lemos transformou seu lar em um universo que respira brasilidade
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Regionalismo, cor e arte popular em uma casa no Recife - a arquiteta Cecília Lemos transformou seu lar em um universo que respira brasilidade
Regionalismo, cor e arte popular em uma casa no Recife - a arquiteta Cecília Lemos transformou seu lar em um universo que respira brasilidade

Cecília define o estilo de seu lar porquê um regionalismo moderno — é uma mistura de referências tradicionais, arte brasileira, elementos naturais, muito artesanato e a personalidade festiva da família porquê cereja do bolo. “Nós brasileiros somos um grande samba, somos carnaval, somos Amazônia, somos regionais, alegres, hospitaleiros… fazemos arte com as próprias mãos. Isso tudo se reflete na arquitetura e na forma porquê vivemos”, completa. Para ela, poder fazer segmento dessa história tão rica em arte e cultura é uma enorme satisfação. Não à toa, sua mansão celebra toda essa miscelânea em grande estilo.

Texto por Yasmin Toledo | Fotos por Felco



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