Vegetal jiboia (Epipremnum aureum) – Revista Jardins
Com os seus caules longos e folhas em forma de coração, a vegetal jiboia pode tombar de uma prateleira uma vez que uma cascata tropical ou subir por um tutor, transformando-se numa elegante pilastra virente. É esta versatilidade, aliada à facilidade de cultivo, que a torna uma das vegetação de interno mais apreciadas.
Também conhecida uma vez que pothos, potos ou hera-do-diabo, a jiboia pertence à família das Aráceas, tal uma vez que os filodendros, as monsteras e os antúrios. O seu nome científico é Epipremnum aureum e a espécie é originária da ilhéu de Mo’orea, na Polinésia Francesa.
Características
A jiboia é uma vegetal herbácea perene com caules flexíveis e alongados. Ao longo destes caules encontram-se nós muito visíveis, de onde surgem folhas, raízes aéreas e novos rebentos.
As folhas juvenis são brilhantes, inteiras e cordiformes, isto é, apresentam uma forma semelhante à de um coração. Na variedade mais geral, o virente é irregularmente salpicado de amarelo-dourado. Cada folha apresenta um gravura dissemelhante, uma vez que se tivesse sido pintada à mão. Quando cultivada uma vez que vegetal pênsil, a jiboia guarda normalmente folhas relativamente pequenas. Se for conduzida por um tutor e as raízes aéreas conseguirem fixar-se, pode produzir folhas maiores e, em exemplares adultos, profundamente recortadas.
A floração é muito rara dentro de lar e não tem pessoal interesse ornamental. Tal uma vez que acontece noutras Aráceas, a inflorescência é composta por um espádice envolvido por uma espata. São, porém, as folhas que fazem desta vegetal uma presença tão valiosa nos interiores.
Existem vários cultivares de Epipremnum aureum. O ‘Golden Pothos’ tem manchas amarelas; o ‘Marble Queen’ apresenta uma marmorização branca ou creme; o ‘Neon’ distingue-se pelas folhas verde-lima; e o ‘Jade’ possui uma ramagem quase totalmente virente. Existem ainda variedades uma vez que ‘N’Joy’, ‘Pearls and Jade’ e ‘Snow Queen’. As variedades mais claras ou variegadas necessitam de mais luminosidade do que as totalmente verdes. Em ambientes escuros, podem perder segmento das manchas e produzir folhas predominantemente verdes.

Utilização
A vegetal jiboia é utilizada sobretudo uma vez que vegetal de interno. Pode ser colocada num vaso suspenso, sobre uma estante ou num traste sobranceiro, deixando os caules tombar livremente. Esta forma de cultivo é interessante em espaços pequenos, pois permite introduzir vegetação sem ocupar uma grande espaço no pavimento. Os caules pendentes suavizam as linhas dos móveis e criam movimento dentro da subdivisão.
A jiboia também pode ser conduzida sobre um tutor revestido de ligamento de coco ou musgo. Quando cresce verticalmente, tende a desenvolver folhas maiores e uma figura mais tropical. Os caules podem ser presos ao suporte com atilhos macios até as raízes aéreas começarem a fixar-se. Outra possibilidade consiste em orientar a vegetal ao longo de uma treliça ou estrutura ligeiro. Deve, porém, evitar-se que as raízes aéreas se agarrem diretamente a paredes pintadas, rebocos ou móveis delicados, pois podem deixar marcas.
A jiboia combina muito com fetos, filodendros, monsteras e outras vegetação de ramagem tropical. Durante os meses quentes, pode ser colocada numa varanda ou recinto protegido, desde que fique à sombra e seja resguardada do insensível.
Condições de cultivo
A primavera é a melhor estação para plantar ou reenvasar a vegetal jiboia, pois coincide com o início de uma período de desenvolvimento mais ativo.
Escolha um vaso com orifícios de drenagem, exclusivamente ligeiramente maior do que o torrão. Um recipiente muito grande retém humidade durante mais tempo, aumentando o risco de putrefacção das raízes.
Utilize um substrato rico em material orgânica, ligeiro e muito ventilado. Retire cuidadosamente a vegetal do vaso velho e observe as raízes. Elimine exclusivamente as partes moles, escuras ou danificadas. Coloque a jiboia à mesma profundidade a que se encontrava e preencha os espaços laterais com substrato novo.
Regue abundantemente depois a plantação e deixe escorrer toda a chuva. O reenvasamento costuma ser necessário a cada dois ou três anos, ou quando as raízes ocupam completamente o recipiente e começam a surgir pelos orifícios de drenagem.
Propagação
A jiboia é uma das vegetação de interno mais fáceis de propagar. Golpe uma troço de talo com pelo menos uma folha e um nó. O nó é necessário, pois é nessa zona que se formam as raízes e os novos rebentos. Uma folha sem nó não dará origem a uma vegetal completa. Coloque o nó num recipiente com chuva, mantendo a folha supra da superfície. Deixe a estaca num sítio luminoso, sem sol direto, e mude a chuva regularmente. Quando as raízes estiverem muito desenvolvidas, transfira a estaca para um pequeno vaso com substrato. Também pode plantar a estaca diretamente na terreno, mantendo-a ligeiramente húmida durante o enraizamento. Para gerar um vaso mais referto, plante várias estacas em conjunto.
A propagação também pode ser feita por mergulhia, colocando um nó ainda ligado à planta-mãe sobre outro vaso até gerar raízes.
Manutenção
Luminosidade
A vegetal jiboia prefere luz abundoso e indireta. Uma janela orientada a nascente ou poente proporciona, geralmente, boas condições.
O sol direto intenso pode provocar queimaduras e manchas secas nas folhas. Em contrapartida, a falta de luz origina caules finos, folhas pequenas e espaços muito longos entre os nós. A jiboia consegue sobreviver com pouca luz, mas não se desenvolve de forma equilibrada. As variedades com manchas brancas, creme ou amarelas necessitam de maior luminosidade para manter as suas cores.
Rode o vaso regularmente para proporcionar um desenvolvimento uniforme, sobretudo quando a luz chega exclusivamente de um dos lados.
Rega
A rega deve ser moderada. Antes de voltar a regar, deixe secar os primeiros três ou quatro centímetros do substrato. Quando a terreno estiver quase seca, regue até a chuva principiar a transpor pelo fundo do vaso. Elimine sempre o excesso que se apinhar no prato ou no cachepot. A vegetal jiboia tolera melhor uma ligeira falta de chuva do que um substrato permanentemente encharcado. As raízes precisam de oxigénio e podem apodrecer quando permanecem muito tempo molhadas.
Durante a primavera e o verão, a vegetal necessita normalmente de regas mais frequentes. No inverno, com menos luz e temperaturas mais baixas, o substrato lentidão mais tempo a secar.
Folhas pendentes podem revelar falta de chuva, mas também podem ser um sinal de raízes danificadas pelo excesso de humidade. Antes de regar, confirme sempre o estado do substrato.
Humidade e temperatura
Por ser uma vegetal tropical, a jiboia aprecia temperaturas amenas, idealmente entre 18 e 30 °C. Deve ser protegida de correntes de ar, insensível intenso, radiadores e aparelhos de ar condicionado. Adapta-se à humidade existente na maioria das casas, embora beneficie de ambientes moderadamente húmidos. Uma lar de banho com janela pode ser um bom sítio.
Limpe periodicamente as folhas com um tecido macio e húmido. Além de remover o pó, esta operação permite observar precocemente a presença de pragas.
Adubação
Entre a primavera e o início do outono, aplique mensalmente um fertilizante líquido equilibrado para vegetação verdes, seguindo a ração indicada no rótulo. Durante o inverno, reduza ou suspenda a adubação, sobretudo se a vegetal estiver num sítio pouco luminoso. O excesso de fertilizante pode provocar pontas castanhas e aglomeração de sais no substrato.
Poda
A poda permite controlar o tamanho da vegetal jiboia e estimular um desenvolvimento mais denso. Golpe os caules imediatamente supra de um nó ou de uma folha. Esta mediação favorece o emergência de novos rebentos e evita que a vegetal fique comprida e despida na base.
A primavera e o verão são as melhores épocas para podas mais intensas. As folhas amarelas ou danificadas podem ser retiradas em qualquer profundidade.
Utilize uma tesoura limpa e use luvas, pois a suco pode provocar irritação na pele. Os caules cortados podem ser aproveitados para produzir novas vegetação.
Pragas e doenças
A vegetal jiboia é resistente, mas pode ser atacada por cochonilhas-algodão. Estas pragas surgem sobretudo na página subordinado das folhas, nos pecíolos e junto aos nós. Ao detetar uma infestação, isole a vegetal, retire os insetos com um tecido húmido e lave cuidadosamente a ramagem. Se o problema persistir, utilize um resultado adequado para vegetação de interno, respeitando as indicações do trabalhador.
O putrefacção das raízes é o problema mais frequente. Resulta de excesso de rega, má drenagem ou chuva acumulada no cachepot. Os sintomas incluem várias folhas amarelas, caules escurecidos e raízes moles ou com odor repugnante. Nestes casos, retire a vegetal do vaso, elimine as raízes afetadas e replante-a em substrato novo. Quando o sistema radicular está muito danificado, pode ser preferível aproveitar os caules saudáveis para fazer estacas.
Folhas queimadas indicam geralmente excesso de sol. Caules muito compridos, folhas pequenas e perda de variegação revelam falta de luminosidade.

A vegetal jiboia é tóxica?
A vegetal jiboia contém cristais insolúveis de oxalato de cálcio. A ingestão pode originar irritação na boca, salivação, vómitos e dificuldade em engolir. Deve, por isso, ser mantida fora do alcance de crianças pequenas, cães e gatos. Um vaso suspenso pode afastá-la de alguns animais, embora os gatos mais aventureiros nem sempre respeitem as fronteiras estabelecidas pela decoração. Aliás, é recomendável utilizar luvas durante a poda, propagação ou mudança de vaso e lavar as mãos depois o manuseamento.
Curiosidades sobre a jiboia
- O nome aureum significa “dourado” e refere-se às manchas amarelas presentes nas folhas da variedade mais conhecida.
- A jiboia também é chamada hera-do-diabo devido à sua resistência e à capacidade de continuar a crescer em condições pouco favoráveis. Apesar do nome, não pertence à mesma família das heras.
- É frequentemente confundida com o filodendro-coração, Philodendron hederaceum. Embora as folhas sejam semelhantes, pertencem a géneros diferentes.
- Quando cresce uma vez que vegetal pênsil, a jiboia mantém folhas juvenis e pequenas. Conduzida verticalmente, pode produzir folhas muito maiores e recortadas. É uma transformação notável: a mesma vegetal que desce tranquilamente de uma estante revela, quando começa a subir, uma natureza decididamente tropical.
A vegetal jiboia reúne resistência, versatilidade e grande valor ornamental. Pode crescer uma vez que pênsil, subir por um tutor ou integrar um pequeno jardim vertical, adaptando-se a diferentes estilos e dimensões de espaço.
Para a manter saudável, deve receber luz indireta abundoso, regas moderadas, boa drenagem e proteção contra o insensível. A poda regular ajuda a resguardar uma forma densa, enquanto as estacas permitem multiplicá-la com facilidade. Quando recebe os cuidados adequados, a jiboia deixa de ser exclusivamente uma vegetal que sobrevive em qualquer quina e transforma-se numa trepadeira superabundante, capaz de levar a virilidade da vegetação tropical ao interno da lar.
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