Terraço lisboeta: Entre o balanço e a leveza

Terraço lisboeta: Entre o balanço e a leveza

Neste espaço com exposição privilegiada a sul, o paisagismo transforma-se num manobra de estabilidade entre técnica e emoção.

O canteiro encontra-se sobranceiro à ingressão da lar, diante do terreiro onde a família desfruta de refeições ao ar livre, sobretudo pela privilegiada exposição a sul, propriedade necessário para levante manobra de paisagismo e que promove a possibilidade de fabricar um cenário enfeitiçado entre o violeta e o vermelho. São sobretudo tons apaixonados de púrpura, rosa e laranja.

Traçar com vegetais: transição, leveza e leitura visual

Tons escolhidos, segue-se a disposição para fazer o enlace entre as cores, com graduação, confundindo-se quase quando as folhas dos diferentes tons se tocam, sem choque visual e livres de se embrenharem. Cá desenhei os poemas vegetais cromáticos; sem palavras, com vegetais. Sinto um enorme prazer em conseguir esta leitura que decompõe as cores retirando pontos finais evidentes na passagem de tons. São paisagens cuja leveza é terapia e responde a qualquer apresentação atmosférica. Brilha com firmamento azul, ordena nos dias cinzentos com elegância subtil.

Desviar o olhar: profundeza, estrutura e ocultação sensível

Premissas pedidas uma vez que condicionante à imaginação do projeto, resumiram-se a encontrar uma solução para minuir as vistas sobre o telhado das construções vizinhas.

Nesta questão propus contrariar a tendencial leitura nivelado do canteiro, levando o interesse e a surpresa para o horizonte com a imponência que distingue o Ensete vetricosum cv.’Maurelii’. O espaço a trabalhar continha de origem uma vedação de Buxus sempervirens, que respeitei e aproveitei para servir de complemento ao cenário que iria instalar. Removi toda a densidade de Lavandula angustifolia, uma vez que também iria melhorar a qualidade do solo, o que inevitavelmente perturbaria os exemplares. Sabendo que esta espécie é muito pouco tolerante a interferências no seu sistema radicular, a sua resposta a levante processo seria totalmente aleatória e sem prometer um efeito que satisfizesse. O Prunus cerasifera, também presente de origem no jardim, servirá de tutor para o desenvolvimento em profundeza de Monstera deliciosa e Philodendron erubescens que irão no porvir complementar a despensa da árvore, cumprindo adicionalmente a questão prática de ocluir a vista sobre os telhados vizinhos, através do efeito de meandro de atenção para a emblemática ramagem destas duas espécies trepadeiras.

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O tempo uma vez que coligado do ilustração paisagístico

Optei por contornar a opacidade totalidade com a técnica convencional de preenchimento do gradeamento com espécies trepadeiras, senão por distrair a visão através do luxo no lançamento das folhas dos exemplares de Ensete ventricosum cv. ‘Maurelii‘, e a vantagem de nos inebriar com os veios alaranjados sempre irregulares que à luz potente do sol servem de telas naturais, ou seja, as barreiras visuais pretendidas.

O desenvolvimento muito depressa desta espécie vai ao encontro das expectativas dos donos da lar, sensíveis à magia que a caracteriza. Porém, exemplares de Cordyline australis cv. ‘Chocolate Mint’ reforçarão o fechamento que se quer na tela, assumidamente mais demorado. Cada espécie tem, em fases diferenciadas, a mesma função.

Texturas, cinzentos e movimento: o pormenor que equilibra

O cinzento da Yucca rostrata, Jacobaea maritima syn. Senecio cineraria e da Salvia officinalis funcionam uma vez que condutores entre manchas cromáticas e para mudar o foco. Introduzi movimento usando a ilusão ótica das formas circulares que o grupo de suculentas provoca, enquanto a sua cor de firmamento nublado de inverno resulta eficazmente, pois renova o balanço entre os rosados e os laivos entusiastas de laranja dos vários cultivares de Phormium tenax. Neste projeto abordei muito os laivos cromáticos que as novas propostas da lista de cultivares que se apresentam no mercado permitem pintar a paisagem. Essa tradução no paisagismo pode levar à geração de efeitos muito abstratos quando todo o cenário de paisagem do jardim é estimado à intervalo, mantendo, por outro lado, o momento empático de contemplar até o humor das espécies, uma vez que sempre induz a Neoregelia carolinae cv. ‘Fancy’, as formas, feitios e padrões que nos levam a deslindar vegetais desconhecidas ou a ampliar, numa conversa invariavelmente deleitável, um tanto de que gostamos de partilhar sobre um réplica encontrado na constituição do canteiro.

Leveza uma vez que noção e emoção final

As flores de estação da Plumeria alba e do Loropetalum chinensis confundem-se com as cores permanentes na ramagem da Cordyline fruticosa cv. ‘Mambo’, C. fruticosa cv. ‘Rumba’, C. fruticosa cv. ‘Tango’, C. australis cv. ‘Burgandy’, Begonia rex cv. ‘Pink’, Tradescantia cerinthoides cv. ‘Pink Furry’ ou Iresine diffusa f.herbstii cv. ‘Brilliantissima’ entre matizes que variam, e o resto é verso de cores suaves que conseguem contrastar discretamente, uma vez que pinceladas ligeiras na paisagem pensadas para não contrariar a Natureza. O tema desta constituição é a leveza e o elenco de espécies selecionadas, que cumprem, quer pela forma e pelo tom, a sensação na apresentação do resultado final.

Exotismo em Lisboa: risco controlado e conhecimento climatológico

O exotismo também se revela na escolha de espécies inesperadas com a presença de Heliconia rostrata e de um réplica de Ravenala madagascariensis, ou árvore-do-viajante, cautelosamente plantado numa posição junto à parede de onde beneficiará do efeito de irradiação de calor, tão necessário durante os meses mais frios do inverno, para esta espécie de elevada sensibilidade e no limite da rusticidade se considerarmos o clima de Lisboa.

LISTA DE ESPÉCIES USADAS NO PROJETO

Monstera deliciosa | Plumeria rubra | Cordyline australis cv. ‘Chocolate Mint’ | Cordyline australis cv. ‘Burgandy’ | Phormium tenax | Phormium tenax cv. ‘Purpureum’ | Loropetalum chinensis | Begonia rex cv. ‘Pink’ | Echeveria cuspidata var. zaragozae cv. ‘Pink’ | Neoregelia carolinae cv. ‘Fancy’ | Phoenix roebelenii | Agave potatorum cv. ‘Kichiokan’ | Dracaena marginata | Heliconia rostrata | Ravenala madagascariesis | Philodendrone rubescens | Cordyline fruticosa cv. ‘Mambo’ | Cordyline fruticosa cv. ‘Tango’ | Cordyline fruticosa cv. ‘Rumba’ | Salvia officinalis | Yucca rostrata | Tradescantia cerinthoides cv. ‘Pink Furry’ | Jacobaea maritima syn. Senecio cineraria | Iresine diffusa f. herbstii cv. ‘Brilliantissima’ | Ensete vetricosum cv. ‘Maurelii

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