Psique carioca e o charme dos garimpos em um apê dos anos 50
Last Updated on: 17th março 2026, 11:57 am
Essa história faz segmento de uma jornada que sempre sonhamos em fazer. Com o projeto Histórias Brasil Adentro, estamos finalmente na estrada, percorrendo as cinco regiões do país para desvendar e comemorar os múltiplos jeitos de morar que só o Brasil tem. Cada material desta série é uma paragem em procura de casas com espírito, que falam sobre pertencimento, memória e identidade. Seja bem-vindo à nossa viagem!
Essa não é a primeira, nem a segunda vez que abrimos as portas da vivenda da Mariana Wakim, criadora da Tapilogie, marca dedicada a garimpos de tapetes vintage. Desta vez, no entanto, nossa visitante encontra uma novidade período de sua família. Os 2 endereços que mostramos anteriormente ficavam em São Paulo, mas seu apartamento atual marca o retorno a suas origens cariocas depois de 8 anos. O motivo? Uma mudança totalmente norteada pela parentalidade:
“Eu e o Luis adorávamos morar em São Paulo uma vez que um parelha sem filhos, trabalhando muito e curtindo o lado cultural e cosmopolita da cidade, mas quando o Rafa nasceu, essa escolha perdeu um pouco o sentido. Estávamos longe da família e amigos mais próximos que também tinham filhos, e pela primeira vez senti que ficou solitário”, Mari conta.
Para ela, a maternidade trouxe uma reaproximação com suas raízes e referências de puerícia, além de resgatar a conexão com a natureza que define o lifestyle carioca. Assim, voltar para sua cidade natal tornou-se um passo precípuo nesse processo.












O novo lar cumpriu todo o checklist que a família precisava no momento: um lugar espaçoso, muito iluminado e localizado em uma região com fácil aproximação para fazer tudo a pé. Mas a vista para o Corcovado — é simples — foi a cereja do bolo. Sem relatar que o imóvel já tinha seu charme original, que o parelha buscou preservar durante a reforma, mesmo com as diversas alterações realizadas no projeto do escritório Risca Arquitetura.
“Na sala, nós derrubamos paredes para unir a dimensão de jantar ao living, com o objetivo de iluminar mais e para que pudéssemos ver a vista desde a mesa de jantar. Também unimos a cozinha à sala de estar por meio de uma porta de serralheria e vidro, para trazer mais luz”, Mari explica. Armários e bancadas originais foram mantidos, exclusivamente pintando e mudando puxadores, mas novas marcenarias foram acrescentadas, assim uma vez que um gaveteiro para complementar o que já existia.
Mari conta que sua sensação ao decorar levante endereço foi muito dissemelhante de suas casas em São Paulo: “No Rio, o exterior se impõe — a paisagem, a luz e o entorno atravessam a vivenda e inevitavelmente participam da decoração. Portanto tive vontade de trazer mais frescor, mas sem perder a nossa identidade de usar tapetes vintage, peças garimpadas de várias épocas, madeira e estampas”. Ainda assim, o processo foi o mesmo de sempre: inaugurar pelos tapetes.
Para a sala de jantar, a estampa de oncinha deu um toque contemporâneo a tantos móveis vintage: mesa, cadeiras e buffet em jacarandá. Já na sala de TV, o tapete em tom rosado foi o ponto de partida para a escolha dos objetos e almofadas, assim uma vez que o estofado do sofá.
“95% dos móveis são garimpados e esse é um treino que eu senhoril. Mina é persistência e paciência. Encontrei muitas peças durante a reforma e outras foram chegando no seu tempo, depois que mudamos. É um apartamento dos anos 50, logo, sobretudo na cozinha, quisemos preservar elementos originais, o que fez muito sentido”, diz a moradora.
Sua marca, a Tapilogie, também se mudou para o Rio de Janeiro. O ateliê, localizado no meio da cidade, passa por uma reforma para receber os clientes com mais conforto e otimizar a rotina da equipe, que cresceu. Tanto a marca quanto sua vivenda são construídas a partir de seu olhar e curadoria, funcionando uma vez que extensões uma da outra, e a vocação de Mari para o mina é o que guia toda a experiência: “Em peças vintage, os materiais são mais nobres, duram mais e o design atravessa modismos. Outrossim, é uma oportunidade de encontrar itens duradouros com valores mais interessantes”.

Em pouco tempo, a vivenda ficou tão acolhedora que, com exclusivamente seis meses de mudança, já virou palco de aniversários, ceias de Natal e Réveillon com amigos e família. Enfim, estar junto foi um dos motivadores da família para viver essa período. O Rio de Janeiro, é simples, empresta seu cintilação para o parelha edificar ali uma novidade forma de habitar, onde, segundo Mari, ter o mar por perto revoluciona tudo: desde a forma de vestir até os passeios de término de semana.
Para nós, visitar a mesma família mais de uma vez é testemunhar o clichê de que um lar nunca está pronto, mas sempre em construção — seja no mesmo endereço ou não. Enfim, não há zero melhor do que ter uma vivenda que nos acolha de diferentes maneiras, conforme nossa própria vida se transforma.
Texto por Yasmin Toledo | Coordenação de taxa por Paula Passini | Fotos por Felco
