o lar referto de identidade de Rita Batista

o lar referto de identidade de Rita Batista

Last Updated on: 18th novembro 2025, 08:45 am

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Essa história faz secção de uma jornada que sempre sonhamos em fazer. Com o projeto Histórias Brasil Adentro, estamos finalmente na estrada, percorrendo as cinco regiões do país para desenredar e festejar os múltiplos jeitos de morar que só o Brasil tem. Cada material desta série é uma paragem em procura de casas com psique, que falam sobre pertencimento, memória e identidade. Seja bem-vindo à nossa viagem!

Absolutamente soteropolitana, absurdamente baiana: assim se define Rita Batista. O Brasil inteiro a conhece uma vez que jornalista e apresentadora de televisão, viciado a assisti-la sentado no sofá de mansão. Portanto, imagina só o privilégio de inverter os papéis, visitando a mansão de Rita e conhecendo-a a partir de uma perspectiva tão íntima?

Nascida e criada em Salvador, ela se diz completamente apaixonada pela cidade e lembra com carinho de cada bairro onde já morou: Periperi, Brotas e, por término, a região medial. Mas a sua história com a mansão onde vive atualmente com o rebento Martin começou em meados da pandemia, quando, durante o lockdown, Rita passou a descobrir o macróbio apartamento pequeno demais para a família. A teoria de morar em uma mansão se tornou irresistível e a fazia lembrar do lar de sua puerícia, onde viveu até os 13 anos.

Dito e feito: em pouco tempo, ela encontrou o lugar perfeito. Quem visitante sua mansão percebe o encontro feliz entre Rita e o imóvel de 75 anos que, hoje, graças ao seu olhar zeloso, ainda defende a formosura da arquitetura original. Para completar, tudo fica mais interessante com a decoração de Rita, sem pânico de unir fotografias e peças contemporâneas a móveis antigos e itens de mina.

Entre os cuidados que teve com o lar quando chegou, Rita se lembra da restauração dos tacos de madeira. O que antes era um borrão preto revelou mosaicos e nuances de cores. Já o azulejo da cozinha nunca foi trocado — “e não será”, ela reforça. No banheiro principal, foi feita uma reforma para restaurar as características originais, já que o envolvente havia pretérito por alterações anteriores.

A casa de Rita Batista respira identidade e expressão: tacos de madeira, arquitetura original e expressão soteropolitana
A casa de Rita Batista respira identidade e expressão: tacos de madeira, arquitetura original e expressão soteropolitana
A casa de Rita Batista respira identidade e expressão: tacos de madeira, arquitetura original e expressão soteropolitana
A casa de Rita Batista respira identidade e expressão: tacos de madeira, arquitetura original e expressão soteropolitana
Casa da Sorte: o lar cheio de identidade de Rita Batista

Na sala, havia uma parede de drywall que Rita fez questão de tirar, pois queria mais amplitude. Para o envolvente do jantar, ela encomendou uma mesa grande de mármore, para 8 pessoas: “Eu queria essa mesa onde todo mundo se olhasse, conversasse, se alimentasse, tomasse um lanche, um suco, um chá, um moca… para ser um momento de congraçamento.”

“Minha amiga maravilhosa, a fotógrafa Amanda Tropicana, fez as duas fotografias grandes que têm na sala e que dizem muito sobre mim: uma mulher vestida com roupas sacerdotais olhando para o mar e um varão levando um presente no dia 2 de fevereiro, em alto-mar”, Rita explica. Na mansão, há ainda outros objetos que também contam sua história, uma vez que a coleção de figas, todas adquiridas ao longo da vida, compradas ou recebidas de presente; a cristaleira, que além de taças, guarda compoteiras de sua avó; e a coleção de vidros de farmácia no banheiro, que remete ao avô de Rita. “O pai de minha mãe era prático em farmácia, botânico. Eu fui criada nesse envolvente de laboratório, portanto os vidros me trazem memórias afetivas das melhores: os cheiros, as misturas, o béquer, os nomes das substâncias… portanto fui colecionando. Alguns de indumento foram da farmácia dele, e outros fui adquirindo com o tempo”.

A casa de Rita Batista respira identidade e expressão: tacos de madeira, arquitetura original e expressão soteropolitana
A casa de Rita Batista respira identidade e expressão: tacos de madeira, arquitetura original e expressão soteropolitana
A casa de Rita Batista respira identidade e expressão: tacos de madeira, arquitetura original e expressão soteropolitana
A casa de Rita Batista respira identidade e expressão: tacos de madeira, arquitetura original e expressão soteropolitana
A casa de Rita Batista respira identidade e expressão: tacos de madeira, arquitetura original e expressão soteropolitana
A casa de Rita Batista respira identidade e expressão: tacos de madeira, arquitetura original e expressão soteropolitana
A casa de Rita Batista respira identidade e expressão: tacos de madeira, arquitetura original e expressão soteropolitana

“Eu adoro a sala, mas paladar mesmo é da janela de onde vejo os pés de alfazema. Quando estava montando a mansão, eu sentava ali na janela. Martin, meu rebento, também adora sentar ali. Ficávamos olhando o firmamento, os insetos, as borboletas e os pés de alfazema“, lembra. Mesmo que ali vivam unicamente ela e o rebento, a jornalista valoriza muito os momentos de mansão enxurro e patroa receber.

Em cada esquina, a decoração se expressa também por meio das palavras, impressas nas paredes, quadros e almofadas. A explicação é simples: “A termo é minha arma e meu escudo”, Rita diz. As mensagens espalhadas pelos espaços falam sobre paixão, sentença e sorte, ora uma vez que mantra, ora uma vez que boas-vindas, sempre uma vez que um amplexo que avisa a quem entra que se está chegando em uma mansão com sentimento e história.

A casa de Rita Batista respira identidade e expressão: tacos de madeira, arquitetura original e expressão soteropolitana
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A casa de Rita Batista respira identidade e expressão: tacos de madeira, arquitetura original e expressão soteropolitana
A casa de Rita Batista respira identidade e expressão: tacos de madeira, arquitetura original e expressão soteropolitana
A casa de Rita Batista respira identidade e expressão: tacos de madeira, arquitetura original e expressão soteropolitana
A casa de Rita Batista respira identidade e expressão: tacos de madeira, arquitetura original e expressão soteropolitana

“Essa mansão tem muita sinergia. Por isso ela é batizada de ‘Morada da Sorte’: porque foi uma sorte encontrá-la na pandemia, naquele momento crítico do mundo, e ter podido comprá-la, ter esse espaço para congregar os meus — família, amigos, pessoas que vêm. Porquê eu disse, esse relicário da minha vida… é um verdadeiro tesouro.”

O que fazer em Salvador, por Rita Batista

Uma lista preciosa com as recomendações da jornalista: “Visitar as lojas de antiguidade na Rua Ruy Barbosa, no Meio; ir ao cinema no Glauber Rocha, lá em cima, ver o mar, ver o sol, ver a mão do poeta. Subir e descer o Elevador Lacerda, que não é panorâmico, primeiro ascensor das Américas. Tomar um cravinho lá no Bar do Cravinho. Ir na Alaíde do Feijoeiro, consumir uma feijoada. E ir em Negra Jhô, trançar o cabelo”.

Texto por Yasmin Toledo | Coordenação de tarifa por Paula Passini e Dora Campanella | Fotos por Leila Viegas

Produção e Direção Criativa por Bruna Lourenço e Paula Passini



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