Lírio da sossego (Spathiphyllum spp)
Apesar do nome, o lírio da sossego não é um verdadeiro lírio. Pertence à família das Aráceas, a mesma dos antúrios, filodendros e monsteras. O que habitualmente se identifica porquê uma flor branca é, na veras, uma espata — uma folha modificada — que envolve o espádice, onde se encontram as pequenas flores verdadeiras.
O género Spathiphyllum inclui várias dezenas de espécies originárias de regiões tropicais da América, da Malésia e de ilhas do Pacífico ocidental. Muitas das vegetação comercializadas são cultivares e híbridos selecionados pelo porte, tamanho das folhas e riqueza da floração. A Spathiphyllum wallisii é uma das espécies mais cultivadas.
Características
O lírio da sossego é uma vegetal herbácea perene que cresce formando tufos densos, diretamente a partir de rizomas subterrâneos. As suas folhas são alongadas, lanceoladas ou elípticas, com nervuras muito marcadas e uma superfície verde-escura e lustrosa. Mesmo sem flores, esta ramagem confere-lhe um valor ornamental considerável.
As inflorescências surgem em hastes que se elevam supra das folhas. Cada uma é constituída por um espádice médio, geralmente branco ou creme, envolvido por uma espata branca. À medida que envelhece, a espata pode comprar tonalidades verdes — não se trata necessariamente de um problema de cultivo, mas de uma temporada procedente da maturação.
A floração ocorre sobretudo durante a primavera e o verão, embora uma vegetal cultivada num interno luminoso e com temperatura fixo possa produzir flores noutras épocas do ano. Em locais excessivo escuros, o lírio da sossego consegue sobreviver, mas cresce mais lentamente e tende a florir pouco ou zero.
Alguns cultivares mantêm-se compactos, com muro de 30 a 50 cm de profundidade, enquanto outros, porquê os selecionados para grandes espaços interiores, podem ultrapassar um metro. Esta inconstância permite encontrar um lírio da sossego tanto para uma pequena consola porquê para a ingresso ampla de um hotel — há poucos vegetais com tamanha capacidade de adaptação social.
Utilizações do lírio da sossego
O lírio da sossego é utilizado principalmente porquê vegetal de interno. O contraste entre a ramagem escura e as espatas brancas adapta-se a ambientes contemporâneos, clássicos ou minimalistas, funcionando porquê uma espécie de pontuação luminosa entre móveis, livros e objetos decorativos.
Pode ser cultivado isoladamente num vaso de boa dimensão ou integrado em grupos de vegetação tropicais, juntamente com fetos, calatheas, marantas ou filodendros. Nestes conjuntos, as suas inflorescências brancas quebram a perenidade verdejante e acrescentam verticalidade à constituição.
É uma boa opção para salas, escritórios, átrios e casas de banho com janela. Em Portugal, também pode permanecer num recinto, varanda resguardada ou jardim de inverno durante os meses mais amenos, desde que protegido do sol direto, do vento insensível e da geada. Nas regiões de clima particularmente suave, poderá ser cultivado no exterior durante períodos mais prolongados, sempre em sombra luminosa.
Devido à presença de cristais irritantes na vegetal, deve ser posto fora do alcance de crianças pequenas e de animais que tenham o hábito de mordiscar folhas.


Condições de cultivo
A melhor idade para plantar, dividir ou reenvasar o lírio da sossego é a primavera, quando a luz aumenta e a vegetal inicia uma temporada de prolongamento mais ativo.
Escolha um vaso com orifícios de drenagem, somente alguns centímetros mais largo do que o torrão. Um recipiente excessivo grande retém humidade durante mais tempo e aumenta o risco de decomposição das raízes. Embora aprecie um substrato húmido, o Spathiphyllum não gosta de viver com os pés dentro de chuva — a sossego também exige alguma liberdade.
Utilize um substrato fértil, ligeiro e rico em material orgânica. Uma mistura adequada pode ser composta por três partes de substrato universal sem turfa e uma secção de material que favoreça o arejamento e a drenagem, porquê pedra-pomes, areão fino ou casca de pinho compostada.
Coloque a vegetal à mesma profundidade a que se encontrava no vaso anterior, sem enterrar a base das folhas. Preencha os espaços laterais com substrato, pressione ligeiramente e regue até a chuva principiar a transpor pelos orifícios. No final, esvazie o prato ou o cachepot.
Evite estrumar imediatamente uma vegetal acabada de reenvasar, uma vez que o substrato novo costuma sofrear nutrientes suficientes para as primeiras semanas.
Luminosidade
O lírio da sossego desenvolve-se melhor num sítio luminoso, mas sem sol direto. Deve permanecer próximo de uma janela, mas protegido do sol direto, sobretudo durante as horas mais quentes. Uma cortinado ligeiro pode fazer toda a diferença.
Embora tolere locais menos luminosos, “tolerar” não significa “preferir”. Em sombra profunda, as folhas podem manter-se verdes durante bastante tempo, mas a floração torna-se escassa. Quando um lírio da sossego saudável não dá flores, a falta de luminosidade é uma das primeiras causas a considerar.
Rodar o vaso regularmente ajuda a evitar que a ramagem cresça inclinada em direção à janela.
Propagação
A forma mais simples e eficiente de propagar o lírio da sossego é através da partilha de uma vegetal adulta.
Na primavera, retire cuidadosamente a vegetal do vaso e separe o torrão em várias porções. Cada partilha deve guardar raízes saudáveis e vários rebentos ou folhas. Quando as raízes estiverem muito entrelaçadas, poderá utilizar uma faca limpa e afiada.
Plante cada porção num vaso proporcional ao tamanho das raízes, utilizando substrato novo e muito drenado. Regue e mantenha as novas vegetação num sítio quente, húmido e protegido do sol direto enquanto recuperam.
A propagação por semente é provável em determinadas espécies, mas é mais lenta, menos previsível e pouco utilizada em envolvente doméstico.
Manutenção
Rega
A rega deve ser ajustada ao substrato, à temperatura e à estação, e não obedecer cegamente ao calendário. Introduza um dedo nos primeiros dois ou três centímetros da terreno: se estiverem secos, está na profundidade de regar.
Molhe abundantemente até a chuva escorrer pelo fundo do vaso e elimine o excesso. Durante o inverno, quando o prolongamento abranda, reduza a frequência. Nunca mantenha o vaso mergulhado em chuva.
Quando tem sede, o lírio da sossego baixa dramaticamente as folhas, porquê uma atriz num último ato. Geralmente recupera pouco depois de ser regado, mas não é recomendável deixá-lo chegar repetidamente a esse ponto, pois a alternância entre seca extrema e rega profuso justificação stress às raízes.
Chuva muito calcária, excesso de sais no substrato ou fertilização exagerada podem contribuir para o surgimento de pontas castanhas. Quando provável, utilize chuva da chuva, filtrada ou deixada repousar, sobretudo se a chuva da rede sítio for muito mineralizada.
Humidade e temperatura
Por ser uma vegetal tropical, o lírio da sossego aprecia humidade atmosférica moderada e temperaturas amenas. Deve permanecer ausente de aparelhos de aquecimento, ar condicionado e correntes de ar insensível.
Uma partilha luminosa com temperaturas domésticas estáveis é geralmente suficiente. Nos ambientes muito secos, pode agrupar várias vegetação ou colocar o vaso sobre uma bandeja com seixos húmidos, garantindo que a base do recipiente não fica em contacto direto com a chuva.
Limpar periodicamente as folhas com um tecido macio e húmido remove o pó, melhora o aspeto da vegetal e facilita a deteção precoce de pragas.
Adubação
Entre a primavera e o início do outono, aplique mensalmente um fertilizante líquido equilibrado, em ração reduzida. O excesso de esterco pode queimar as raízes e provocar pontas castanhas nas folhas.
No inverno, a fertilização deve ser suspensa ou muito reduzida, mormente em divisões pouco luminosas. O esterco não compensa a falta de luz — somente fornece mais ingredientes a uma cozinha que está fechada.
Poda e reenvasamento
O lírio da sossego não necessita de poda de formação. Golpe as folhas amarelas, secas ou danificadas junto à base e retire as hastes florais quando as espatas perderem o interesse ornamental. Utilize uma tesoura limpa e use luvas, pois a suco pode irritar a pele.
O reenvasamento é normalmente necessário a cada dois ou três anos, ou quando as raízes ocupam completamente o recipiente e o substrato seca muito depressa. A vegetal tolera permanecer ligeiramente apertada no vaso e, por isso, não deve ser transferida para um recipiente excessivamente maior.
Pragas e doenças do lírio da sossego
O lírio da sossego é relativamente resistente, mas pode ser atacado por cochonilhas, cochonilhas-algodão e ácaros, sobretudo em ambientes quentes, secos ou com pouca circulação de ar.
As cochonilhas podem surgir porquê pequenas placas castanhas aderentes aos pecíolos e à página subordinado das folhas. As cochonilhas-algodão formam massas esbranquiçadas semelhantes a pequenos flocos de algodão. Os ácaros podem provocar pontuações claras, perda de clarão e, em ataques intensos, teias muito finas.
Ao detetar uma praga, isole a vegetal das restantes, lave cuidadosamente as folhas e remova manualmente os insetos visíveis. Em infestações persistentes, utilize um resultado adequado para vegetação de interno, seguindo rigorosamente as indicações do rótulo. A reparo semanal é mais eficiente do que qualquer mediação tardia.
O problema mais frequente não é provocado por insetos, mas pelo excesso de chuva. Um substrato permanentemente encharcado favorece o decomposição das raízes, escoltado por folhas amareladas, perda de vigor, mau cheiro e caules que escurecem junto à base. Neste caso, retire a vegetal do vaso, elimine as raízes moles ou escurecidas e replante-a em substrato novo e drenante. Corrija também a frequência da rega e verifique se o recipiente possui orifícios de drenagem.
As pontas castanhas podem indicar ar sequioso, aglomeração de sais, rega insuficiente ou excesso de fertilizante. Folhas muito pálidas ou queimadas podem resultar de sol direto. A carência de flores, quando a vegetal está saudável, deve-se frequentemente a luminosidade insuficiente.
Curiosidades sobre o lírio da sossego

O nome botânico Spathiphyllum deriva das palavras gregas relacionadas com “espata” e “folha”, numa referência à grande bráctea que envolve o espádice.
O nome generalidade lírio da sossego terá sido inspirado pela espata branca, cuja forma recorda uma bandeira branca — símbolo universal de sossego e trégua.
Apesar do nome, esta vegetal não pertence ao género Lilium e não é um lírio verdadeiro. A sua estrutura floral é típica das Aráceas: as flores verdadeiras são minúsculas e estão agrupadas no espádice médio.
O lírio da sossego contém cristais insolúveis de oxalato de cálcio. A mastigação das folhas pode provocar dor e irritação na boca, salivação, vómitos e dificuldade em engolir. A vegetal deve, por isso, permanecer fora do alcance de crianças e animais domésticos.
É também frequente ouvir expressar que o lírio da sossego “purifica o ar”. Algumas experiências realizadas em câmaras laboratoriais fechadas demonstraram que vegetação em vaso conseguem remover determinados compostos orgânicos voláteis. Mas, revisões científicas indicam que, em divisões reais, algumas vegetação isoladas têm um efeito excessivo reduzido para substituir uma ventilação adequada. O lírio da sossego melhora indiscutivelmente a qualidade visual e emocional dos espaços; para renovar o ar, continua a ser necessário transfixar as janelas.
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Vegetação de Interno: Tudo o Que Precisa de Saber