Investigação da Mongabay sobre mesocarpo de tubarão conquista 2º lugar do Prêmio ARI/Banrisul de Jornalismo
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Uma investigação da Mongabay que revelou compras governamentais em larga graduação de mesocarpo potencialmente contaminada de tubarão para escolas públicas, hospitais e prisões conquistou o segundo lugar no Prêmio ARI/Banrisul de Jornalismo.
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Produzida em colaboração com o Pulitzer Center, a reportagem rastreou 1.012 licitações públicas emitidas desde 2004 para comprar mais de 5.400 toneladas métricas de mesocarpo de tubarão, gerando preocupações ambientais e de saúde pública.
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A Associação Riograndense de Prelo (ARI) afirmou que “premiou talentos” nas categorias profissional e universitária; a premiação atingiu número recorde de inscrições em 2025, com aumento de 40% em relação à edição anterior.
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Logo posteriormente sua publicação, a investigação gerou um pedido de audiência pública na Câmara dos Deputados e uma citação em uma ação judicial para banir a mesocarpo de tubarão de licitações federais, além de debates dentro da indústria sobre os riscos relacionados ao consumo do comida.
Uma investigação da Mongabay que revelou compras governamentais em larga graduação de mesocarpo de tubarão para escolas públicas, hospitais e prisões conquistou leste mês o segundo lugar na categoria pátrio do 67º Prêmio ARI/Banrisul de Jornalismo.
Produzida em colaboração com o Pulitzer Center, a reportagem rastreou 1.012 licitações públicas emitidas desde 2004 para comprar mais de 5.400 toneladas métricas de mesocarpo de tubarão, avaliadas em pelo menos R$ 112 milhões. Talhado para 542 municípios em 10 estados do país, o comida gera inúmeras preocupações ambientais e de saúde pública. Segundo cientistas, a mesocarpo pode sofrear altas concentrações de mercúrio e arsênico — trazendo riscos à saúde humana quando consumida em grandes quantidades. Ao mesmo tempo, a sobrepesca pode reduzir drasticamente as populações de tubarões, que são considerados espécies-chave para a conservação marinha.
A segunda segmento da investigação revelou que municípios do Rio Grande do Sul emitiram licitações para a compra de pelo menos 211 toneladas métricas de peixe-anjo — nome oferecido a três espécies de tubarão que estão entre as mais ameaçadas do mundo.
Em um expedido divulgado em 12 de dezembro, a Associação Riograndense de Prelo (ARI) disse que “premiou talentos” nas categorias profissional e universitária, em meio a um número recorde de inscrições — houve um aumento de 40% em relação à edição de 2024. O editor sênior Philip Jacobson e as repórteres investigativas Karla Mendes e Fernanda Wenzel foram os jornalistas premiados representando a Mongabay, junto com Kuang Keng Kuek Ser, o editor de dados do Pulitzer Center.
Dissemelhante da disseminação de informações sobre as vendas de barbatanas de tubarão, ainda faltam dados concretos sobre o transacção da mesocarpo do bicho — os cientistas estão unicamente começando a investigar o tema. Logo posteriormente ser publicada, a investigação da Mongabay gerou diversos impactos, desde um pedido de audiência pública pelo deputado federalista Nilto Tatto, líder da bancada ambientalista na Câmara dos Deputados, até debates dentro da indústria a saudação dos riscos associados ao consumo de mesocarpo de tubarão.

O Parecer Vernáculo do Meio Envolvente (Conama) também citou a investigação em uma moção para proibir exportações de barbatanas de tubarão e a pesca do bicho com estropo de aço em unidades de conservação marinhas. Embora esses dois temas não sejam o foco das reportagens, Braulio Dias, diretor de conservação e uso sustentável da biodiversidade do Ministério do Meio Envolvente e Mudanças Climáticas, disse que as denúncias contribuíram para “uma melhor conscientização da sisudez do problema” com os tubarões e para a revisão do tórax lícito para o transacção de tubarões, que está em curso.
A investigação também foi incluída em uma ação social pública da ONG de conservação marinha Sea Shepherd Brasil para proibir licitações para a compra de mesocarpo de tubarão por instituições públicas federais. No Rio Grande do Sul, as prefeituras citadas na reportagem prometeram retirar a mesocarpo de peixe-anjo da merenda escolar.
A série investigativa também ganhou destaque na rádio pública The World, dos Estados Unidos, no podcast da Mongabay e na série de vídeos “Unpacking the Story” (“Desvendando a História”) do iMEdD International Journalism Forum.
Essa não é a primeira vez que a Mongabay aparece em evidência na premiação riograndense: em 2024, no 66º Prêmio ARI/Banrisul , a série “A madeira do sangue Guajajara“, escrita também por Karla Mendes e com esteio editorial e financeiro do Pulitzer Center, recebeu menção honrosa na cerimônia. A reportagem em questão revelou uma conexão entre a expansão da pecuária proibido e o aumento de assassinatos de indígenas da Terreno Indígena Arariboia, no Maranhão. As investigações na TI Arariboia também renderam a Mendes o Prêmio John B. Oakes de Vantagem em Jornalismo Ambiental, da Universidade de Columbia, nos EUA — uma vitória inédita tanto para a Mongabay quanto para o jornalismo brasílico.
Imagem do banner: Mesocarpo de tubarão sendo preparada para distribuição na CEAGESP, na cidade de São Paulo. Imagem de Philip Jacobson/Mongabay.