Conheça o kiwano – Revista Jardins

Conheça o kiwano – Revista Jardins

 

Saiba porquê cultivar o kiwano, uma hortícola a que também se labareda pepino-africano ou pepino-cornudo.




 

Nome generalidade: Kiwano, pepino-cornudo, melão gelatinoso, pepino-africano, Kino, chifrudo.

Nome científico: Cucumis metuliferus E.H. may ex schrad (Cucumis tinneanus kotschy).

Origem: Senegal, Somália, Namíbia, Africa do Sul, Nigéria, Iémen e deserto do Calaári no Zimbabwe, em África.

Família: Cucurbitáceas.

Características: Tem um sistema radicular aprumado resistente, superficial. Os caules são herbáceos, revestidos de pelos rígidos acastanhados, trepadores ou rasteiros (podem atingir 1,5-3 m de comprimento) com gavinhas. As folhas são trilobadas, podendo atingir os 7,5 cm de largura, com margens dentadas. As sementes têm 5-8 mm de comprimento e são ovoides.

Factos históricos: Cultivado e divulgado há mais de 3000 anos, só no século XX entrou nos supermercados da Europa. No deserto do Calaári no Zimbabwe, África, muitas vezes a vegetal é a única manancial de chuva para os animais. A Novidade Zelândia é o principal produtor do mundo. Em Portugal e na Itália, já se produz leste fruto com alguma qualidade.

Polinização/fecundação: As flores amarelas podem ser masculinas ou femininas e estão ambas na mesma vegetal, aparecendo no princípio do verão.

Ciclo biológico: Anual.

Variedades mais cultivadas: Não são conhecidos cultivares desta espécie, a maioria dos produtores refere exclusivamente a cultivar “Cuke-Asaurus”.

Segmento comestível: Frutos são elipsóide-cilíndricos de 6-10 cm de diâmetro e 10-15 cm de comprimento, cor virente escura ou alaranjada e pesa 200-250 g. A polpa do kiwano é virente com sementes brancas, parecidas com o pepino. Tem sabor idêntico ao do pepino, banana e ananás.

 


 

 




Condições ambientais




Solo: Prefere solos francos, areno-argilosos, arenosos, férteis (ricos em húmus), húmidos (frescos) e muito drenados. O pH ideal é de 6,0-7,0.




Zona climática: Temperada quente subtropical e tropical.




Temperaturas: Ótimas: 20-30 °C. Mín.: 11 °C. Máx.: 35 °C.




Paragem do desenvolvimento: 8-10 °C.




Temperatura do solo: 16-22 °C.




Exposição solar: Sol pleno, semissombra.




Humidade relativa ótima: 60-70% (deve ser subida).




Precipitação anual: Média deve ser de 1300-1500 mm.




Rega: 3-4 litrosdia ou 350-600 m3/ha.




Altitude: 210-1800 m supra do nível do mar.

Fertilização






Adubação: Com estrume muito putrefacto de penosa, ovelha, vaca e guano, terreno vegetal ou formado, cinzas, estrume de pombal. Pode regar-se com chorume muito diluído de bovinos.




Excremento virente: Azevém, favarola e luzerna. Exigências nutritivas: 2:1:2 (nitrogênio: fósforo: potássio) + Ca

 






Técnicas de cultivo




Preparação do solo: Lavrar o solo em profundidade no outono e na primavera, esmiuçar muito o terreno e armar os canteiros, ligeiramente altos.




Data de plantação/sementeira: Abril-maio.




Tipo de plantação/sementeira: Em tabuleiros ou direta, por semente (covachos ou regos), deve-se fazer uma pré-germinação, demolhando durante 15-24 horas.




Emergência: 5-9 dias diretamente na terreno a 22-30 °C.




Faculdade germinativa (anos): 5-6 anos.




Profundidade: 2-2,5 cm.




Compasso: 1-1,5 m na mesma fileira x 1,5-2 m entre filas.




Transplantação: Quando a vegetal tiver 3-4 folhas.




Consociações: Aipo, cebola, couve, ervilha, feijoeiro, alface e rabanete.




Rotações: Não deve voltar ao mesmo lugar durante 3-4 anos, pode vir a seguir ao feijoeiro.




Amanhos: Colocar tutores (postes com 2-2,5 m) com arames separados em 45 cm ou redes de malha larga; sachar as infestantes; infligir uma classe de mulching muito grosso entre as filas.




Regas: Pingo a pingo.

 




Recomendação de perito




Aconselho a reservar um pequeno espaço, junto a uma rede, na sua quintal, para estes frutos, exclusivamente na era de primavera-verão, e depois poderá colhê-los no início do outono.

 




 




Insectologia e patologia vegetal




Pragas: Ácaros, afídios, alfinete, mosca-branca, lagarta-mineira, tripés, lesmas e caracóis (quando são vegetação pequenas), pássaros e nematodes.




Doenças: Podridão cinzenta, oídio, míldio, fusariose, antracnose, alternariose e várias viroses.




Acidentes: Sensível à salinidade.

 




Colheita e utilização




Quando colher: Logo que o kiwano fique com calibre grande ou amarelo-alaranjado. Entre agosto-outubro, deve ter desvelo ao armazenar, para que os picos não penetrem na epiderme dos frutos. A vegetal geralmente fica castanha e morre, mas os frutos ficam muitas vezes pendurados.




Produção: 10-46 t/ha/ano de frutos ou 15-66 frutos por vegetal, dependendo do lugar.




Condições de armazenamento: 10-13 °C com humidade relativa de 95%, durante duas semanas. Se não tiverem defeitos na casca, podem permanecer à temperatura envolvente (20-22 ºC) com humidade relativa entre 85-90% durante 3-5 meses.




Estação de consumo: Melhor consumir no outono (em Portugal).




Valor nutricional: Contém muita chuva e alguma vitamina C, cálcio, magnésio, fosforo e potássio.




Usos: Consumido cru porquê fruto ou em saladas, sendo mais saboroso e refrescante do que o pepino. Também se pode fazer porquê pickles, sorvetes misturados com outras frutas e também compotas. As folhas podem ser aproveitadas e cozidas porquê as do espinafre.

 

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