Citrinos: a alegria do inverno
No nosso país, os citrinos constituem um dos géneros de frutas que temos o prazer de colher no inverno, alegrando uma estação que tradicionalmente é mais pobre em colheitas.
Os citrinos são árvores do género citrus, que apreciam bastante sol e calor, são por isso bastante comuns no sul do país, principalmente no Algarve. Além disto, não suportam temperaturas muito baixas que destroem os novos rebentos, as flores e os frutos jovens, sendo que, se o solo gelar, pode mesmo matar a árvore.
Para efetuar o plantio, devemos escolher árvores saudáveis, à venda em viveiros ou feiras, de preferência com torrão. A melhor idade para o plantio é no termo do Inverno, nos meses de março e abril, cavando uma cova com alguma profundidade (entre 80cm a 1 metro), para mexer muito o solo onde a árvore vai enraizar-se. Misturamos o solo com estrume muito curtido, plantando depois o citrino, tendo o desvelo de colocar uma estaca possante para apoio da árvore.
Mais tarde teremos premência de cavar uma boa caldeira ao volta da árvore, que deveremos manter limpa de ervas daninhas, pois nos meses quentes os citrinos apreciam muita chuva e as regas têm de ser frequentes.
É provável cultivar os citrinos no interno do país, em localizações soalheiras, abrigadas e viradas a Sul.
Os citrinos são árvores de folha perene, as podas são no universal limitadas e usadas para dar às árvores a forma arredondada, que se vê muitas vezes nos citrinos.
Os citrinos são vulneráveis a certas doenças e pragas, uma vez que as cochonilhas, os ácaros dos gomos, a mosca-da-fruta, os pulgões, o aranhiço-vermelho, a antracnose ou a podridão da raíz. A prevenção é muito importante!
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Citrinos mais cultivados em Portugal
Laranja (Citrus x sinensis)
Foi trazida da China para a Europa pelos portugueses no século XVI. Já era conhecida anteriormente na Europa a laranja-azeda (Citrus aurantium).
A laranja é o resultado do interceptação entre dois citrinos, a tangerina (Citrus reticulata) e o pomelo (Citrus maxima), o maior citrino que se conhece, e é famosa pelos seus gomos firmes, sabor gulodice e marcante e por ser muito rica em vitamina C, A, B1, B2 e B3, minerais e ser baixa em calorias.
As variedades mais comuns no nosso país são a “D. João”, a “De Setúbal” e todas as laranjas de “umbigo” uma vez que a “Bahia”, “Dalmau” ou “Newhall”. Estas laranjas são grandes, de bom sabor e sem sementes.
São de realçar também as laranjas chamadas sanguíneas, laranjas de polpa vermelha, muito ricas em anti-oxidantes, que são o resultado de uma mutação originário numa laranjeira. As laranjas sanguíneas são muito doces e saborosas e cultivadas principalmente no Sul de Espanha e no Sul de Itália. As variedades mais comuns são a “Moro”, a “Tarocco” e a “Sanguinella”. Vale a pena comprar uma laranjeira destas, se encontrarem à venda, pelo seu sabor dissemelhante e riqueza em nutrientes.

Tangerina
Chegou a Portugal a partir do Setentrião de África, o seu nome vem de Tânger, cidade de Marrocos muito tempo em posse dos portugueses, embora seja nativa da Ásia.
Árvore geralmente mais pequena do que a laranjeira, possui espinhos nos ramos e o seu fruto, com casca relativamente fácil de retirar, é tal uma vez que a laranja muito rico em vitamina C, mas também em magnésio e potássio. São muito apreciadas em Portugal as variedades “Hernandina”, “Riqueza”, e as conhecidas uma vez que clementinas.
Limão (Citrus x limon)
É outro citrino muito espargido e com significativa produção em Portugal, sobretudo no Oeste. Tal uma vez que a laranja é um híbrido de citrinos, e a sua origem exacta é desconhecida, embora seja antiga. Supostamente será um híbrido entre a laranja-azeda e a cidra (Citrus medica), introduzido na Europa pelos árabes.
O limão é riquíssimo em nutrientes e em propriedades médicas, sejam minerais, vitaminas ou fibras. Podemos consumi-lo sob a forma de limonada, ou em diversos pratos culinários. Além disto o limão tem muitas aplicações na indústria farmacêutica, uma vez que agente de limpeza e noutras indústrias.
O limoeiro é um dos citrinos que mais sofre com o indiferente, pelo que é mais generalidade no litoral do país, sendo mais cultivadas as variedades “Eureka”, “Lunário” e “Lisboa”.
Pomelo e toranja
Podemos referir ainda dois outros citrinos: o pomelo, uma vez que vimos o maior dos citrinos, atinge entre um a dois quilogramas, um tamanho semelhante ao de uma meloa grande.
De casca sempre virente ou amarela, o pomelo, apresenta gomos com uma pele rija, saborosos, mas menos doces do que os da laranja, pois tem por vezes um patente sabor amargo. Em Portugal o pomelo amadurece entre fevereiro e março, deve evitar-se plantar em zonas muito frias ou com geadas prolongadas.
O outro é a toranja (Citrus x paradisica), citrino de tamanho superior ao da laranja, resultado de um interceptação entre a laranja e o pomelo. A toranja é no universal muito sumarenta, mas poucas vezes consumida ao originário, não tanto porque seja ácida, mas porque tem muitas vezes um sabor amargo.
A toranja convertida em sumo é muito consumida nos países anglo-saxónicos ao pequeno-almoço, para ressarcir as gorduras animais ingeridas. A sua polpa varia entre o branco, o rosa e o vermelho.
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