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Apartamento maximalista em Brasília inspirado em Almodóvar

Apartamento maximalista em Brasília inspirado em Almodóvar

Last Updated on: 19th dezembro 2025, 07:19 pm

Projeto Histórias Brasil Adentro Logo

Essa história faz segmento de uma jornada que sempre sonhamos em fazer. Com o projeto Histórias Brasil Adentro, estamos finalmente na estrada, percorrendo as cinco regiões do país para desvendar e festejar os múltiplos jeitos de morar que só o Brasil tem. Cada material desta série é uma paragem em procura de casas com espírito, que falam sobre pertencimento, memória e identidade. Seja bem-vindo à nossa viagem!

Paredes pintadas de rosa, balcão vermelho, piso quadriculado na cozinha. Um apartamento com essa “base” tão excêntrica claramente precisaria de uma decoração mais neutra para lastrar o resultado final, manifesto? Inverídico! Quem entra no lar da chef Larissa e do servidor público Paulo, em Brasília, percebe logo que o par tem uma queda para o drama — pelo menos no que diz reverência à arquitetura e à decoração. Ali, nenhuma escolha parece básica ou feita por simples “estabilidade”: tudo tem personalidade, dos inúmeros quadros às cadeiras coloridas da mesa de jantar.

E não é à toa. O mood do apartamento tem inspiração direta nos dramas do cinema: “Os filmes do diretor Pedro Almodóvar são marcados por essa paleta de cores intensas, uma vez que se elas também falassem, atuassem e fossem segmento da narrativa. Na primeira reunião com os arquitetos, falei que gostaria de morar em um dos filmes dele”, lembra Larissa. “Uma vez que trabalho em lar, preciso de movimento nas paredes, no teto e no piso para que eu não me renda à minha leito e durma a tarde inteira abraçada com meus cachorros. As cores e as estampas me estimulam e influenciam bastante no meu trabalho criativo e estético”, completa.

Brasilienses de carteirinha, tanto Larissa quanto Paulo se lembram com afeto da puerícia e puberdade em meio à arquitetura, clima e cenário cultural tão emblemáticos da capital: trebelhar no concreto entre os pilotis dos prédios, crescer ao som de Legião Urbana, “ir a pé pra lição de natação embaixo de um sol escaldante e voltar, uma hora depois, em meio a uma chuva torrencial” – brincam. Mesmo que seja uma capital, para eles, ainda há certa calmaria, e tudo isso em meio à arquitetura grandiosa de Oscar Niemeyer e a imensidão do firmamento, que parece maior por lá.

Apartamento em brasília com paredes pintadas, piso quadriculado e decoração maximalista
Apartamento em brasília com paredes pintadas, piso quadriculado e decoração maximalista
Apartamento em brasília com paredes pintadas, piso quadriculado e decoração maximalista
Apartamento em brasília com paredes pintadas, piso quadriculado e decoração maximalista

Por conta da curso de Paulo, o par chegou a passar 10 anos morando fora: primeiro em Varsóvia, onde a arquitetura brutalista os fazia sentir em lar. Foi lá que eles começaram a edificar a lar onde vivem, pois foi onde compraram os primeiros móveis e adotaram a primeira cadela, Flor. Já em Novidade Iorque, a experiência foi muito dissemelhante: “Fomos para o vigésimo quinto marchar com um elevador que subia e descia tão rápido que até mexia com a pressão dos nossos ouvidos. Prédios altos, espaços apertados, muitas pessoas por metro quadrângulo e um fragor digno de preocupar os otorrinos. Nosso apartamento mais parecia um jogo de Tetris e o som da cidade invadia nossa lar 24 horas por dia”, lembram.

Foi a urgência de “recarregar as pilhas” que os trouxe de volta à Brasília, onde buscaram um novo lar que conversasse arquitetonicamente com o brutalismo e o minimalismo propostos por Niemeyer, mas que também os desse espaço para o oposto: o maximalismo.

Apartamento em brasília com paredes pintadas, piso quadriculado e decoração maximalista
Apartamento em brasília com paredes pintadas, piso quadriculado e decoração maximalista
Apartamento em brasília com paredes pintadas, piso quadriculado e decoração maximalista
Apartamento em brasília com paredes pintadas, piso quadriculado e decoração maximalista

“A possibilidade de derrubar todas as paredes, pois os pilares estão do lado extrínseco, nos permitiu mudar completamente a vegetal original sem grandes problemas e sem comprometer a estrutura do prédio. O apartamento estava totalmente detonado quando compramos. Mudamos a extensão de serviço, a cozinha, a ingresso, transformamos um único banheiro em dois, aumentamos as janelas e abrimos a varanda”, contam.

O projeto do prédio é de Milton Ramos, arquiteto responsável pela realização de vários projetos de Oscar Niemeyer, uma vez que o Palácio do Itamaraty e o Teatro Pátrio de Brasília. Já a reforma do apê foi conduzida pelo escritório Tribeira Arquitetura. O ponto de partida foi a cozinha oportunidade, que era necessário para Larissa, mas outros destaques do projeto são a iluminação, com sancas que dividem e delimitam os cômodos sem precisar de paredes, e o escritório, com pé-direito mais eminente que o restante dos cômodos, onde há mais espaço para preencher as paredes com quadros grandes.

Apartamento em brasília com paredes pintadas, piso quadriculado e decoração maximalista
Apartamento maximalista em Brasília inspirado em Almodóvar
Apartamento em brasília com paredes pintadas, piso quadriculado e decoração maximalista
Apartamento em brasília com paredes pintadas, piso quadriculado e decoração maximalista
Apartamento em brasília com paredes pintadas, piso quadriculado e decoração maximalista
Apartamento em brasília com paredes pintadas, piso quadriculado e decoração maximalista
Apartamento em brasília com paredes pintadas, piso quadriculado e decoração maximalista
Apartamento em brasília com paredes pintadas, piso quadriculado e decoração maximalista

No termo das contas, a lar que Larissa e Paulo construíram é um ponto de encontro: entre cidades que ficaram na memória, entre silêncios e ruídos, entre o brutalismo e o maximalismo. Eles se lembram de quando compraram o imóvel ainda à intervalo, acompanhando cada pormenor da obra por longos áudios e vídeos de WhatsApp. Na primeira vez em que entraram ali, o apê já tinha cores e podia ser chamado de lar: “Tivemos a sensação de responsabilidade cumprido, consolação e construção de um lar. Conseguir tirar o projeto do papel e fazê-lo dar manifesto foi muito gratificante e dificilmente conseguiremos repetir esse sentimento que foi tão único”.

Texto por Yasmin Toledo | Coordenação de tarifa por Paula Passini e Dora Campanella | Fotos por Leila Viegas

Produção e Direção Criativa por Bruna Lourenço e Paula Passini



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