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Iresine herbstii: características, cultivo e cuidados essenciais

Iresine herbstii: características, cultivo e cuidados essenciais

Há vegetalidade que decoram através das flores e outras que dispensam esse recurso, transformando cada folha numa asseveração cromática. A Iresine herbstii pertence claramente ao segundo grupo. A sua ramagem vermelha, púrpura, rosa ou verde-amarelada parece atravessada por uma rede de nervuras luminosas, criando um efeito gráfico difícil de ignorar.

Conhecida internacionalmente uma vez que bloodleaf, ou folha-de-sangue, esta vegetal tropical pertence à família Amaranthaceae. O nome Iresine herbstii, ainda muito usado em horticultura, é atualmente considerado sinónimo de Iresine diffusa f. herbstii, designação aceite pelo Royal Botanic Gardens.

Características

Originária do setentrião do Peru, a Iresine é uma vegetal perene tropical de vida relativamente curta, com porte ereto, ramificado e arbustivo. Em climas frios ou temperados é frequentemente cultivada uma vez que anual, sendo substituída ou protegida antes do inverno. No habitat ou em jardins tropicais, pode aproximar-se de 1,5 metros de profundeza. Em vaso e uma vez que vegetal de interno, é normalmente mantida entre 30 e 60 centímetros através de podas e despontas regulares. O seu propagação é relativamente rápido durante as estações quentes. Os caules são carnudos, flexíveis e geralmente coloridos, apresentando tonalidades verdes, vermelhas ou púrpura que acompanham as cores da ramagem. Quando recebem pouca luz, os caules alongam-se e perdem densidade.

A folha é o grande motivo de interesse da Iresine herbstii. As folhas são simples, opostas, ovais, obovadas ou ligeiramente cordiformes, com superfície lisa e rútilo. Podem atingir 8 a 10 centímetros de comprimento, variando entre cultivares e condições de cultivo. Nas variedades mais conhecidas, a ramagem é vermelha-escura, bordeaux ou púrpura, com nervuras cor-de-rosa ou carmim. Existem também formas verdes, amarelas, alaranjadas, brancas ou variegadas. A ‘Brilliantissima’ distingue-se pelas folhas púrpura-avermelhadas e nervuras rosa intenso. A ‘Aureoreticulata’ apresenta folhas verdes marcadas por nervuras amarelas, sustentadas por caules avermelhados. A intensidade da cor depende da luminosidade. Em locais sombrios, as folhas tornam-se mais verdes e os caules crescem finos e espaçados.

As flores são pequenas, verde-esbranquiçadas e agrupam-se em inflorescências terminais discretas. Podem surgir durante o verão, mas são raras nas vegetalidade cultivadas dentro de mansão e possuem pouco interesse ornamental. Uma vez que a vegetal é cultivada pela ramagem, muitos jardineiros removem as inflorescências logo que aparecem para poupar uma forma compacta e concentrar a virilidade da vegetal na produção de folhas.

A frutificar é pouco frequente quando cultivada em vaso e não tem relevância ornamental.

A iresine é tóxica?

Ao contrário de muitas vegetalidade tropicais ornamentais, a Iresine herbstii é considerada não tóxica para cães, gatos e cavalos pela ASPCA. Ainda assim, não se deve incentivar a ingestão das folhas, pois qualquer material vegetal consumido em quantidade pode provocar desconforto estomacal.

Utilização

Pode ser utilizada uma vez que vegetal de interno,  a sua ramagem colorida cria um contraste interessante com paredes claras, vasos neutros e vegetalidade de folhas verdes.

No exterior, é adequada para vasos, floreiras, bordaduras e maciços de verão. Pode ser plantada em grupos para formar manchas de cor ou combinada com espécies de ramagem prateada, verde-lima ou quase negra. A sua textura densa torna-a particularmente eficiente na delimitação de canteiros e na geração de composições subtropicais.

Em Portugal, pode permanecer no terraço ou no jardim durante os meses quentes. Nas regiões mais frias, é normalmente tratada uma vez que anual ou conservada em vaso para que possa ser deslocada para o interno no outono.

Condições de cultivo

A Iresine herbstii pode ser cultivada uma vez que vegetal de interno, em vasos no terraço ou uma vez que anual de verão nos jardins portugueses. Não tolera geadas nem indiferente prolongado, mas, quando recebe calor, boa luminosidade e regas equilibradas, cresce rapidamente e produz uma volume de ramagem superabundante.

Necessita de luz copioso para desenvolver uma ramagem compacta e intensamente colorida. No exterior, pode crescer ao sol ou em meia-sombra luminosa. Nas regiões muito quentes, beneficia de proteção contra o sol intenso das horas centrais do dia. Dentro de mansão, deve ser colocada perto de uma janela orientada a nascente, sul ou poente. Algumas horas de sol suave pela manhã são benéficas, mas o sol poderoso através do vidro pode provocar queimaduras. Inclusive, uma vegetal com caules compridos, folhas pequenas e cor esbatida está provavelmente a receber pouca luz.

O solo deve ser fértil, rico em material orgânica, fresco e muito drenado. Aprecia humidade regular, mas não tolera que as raízes permaneçam mergulhadas em chuva. Em vaso, pode utilizar-se um substrato para vegetalidade de interno enriquecido com formado muito putrefacto.

O recipiente deve possuir orifícios no fundo.

A vegetal prefere ambientes quentes e húmidos, com temperaturas superiores a 15 °C. Inclusive, desenvolve-se mormente muito entre a primavera e o início do outono, quando as temperaturas e as horas de luz favorecem o propagação. Deve ser protegida de geadas, correntes de ar indiferente e ventos secos. Aquém dos 10 °C, o propagação abranda e a ramagem pode tolerar danos. No inverno, a vegetal deve permanecer num sítio luminoso e resguardado.

Por último, aprecia alguma humidade atmosférica, mas necessita também de circulação de ar. Em interiores muito secos, pode ser colocada junto de outras vegetalidade ou sobre uma bandeja com seixos húmidos, sem que o fundo do vaso toque na chuva.

Propagação

A propagação é feita sobretudo por estacas de talo, preferencialmente no final do inverno ou no início da primavera. Namoro uma extremidade saudável com muro de 8 a 12 centímetros, imediatamente inferior de um nó. Retire as folhas inferiores e coloque a base num pequeno vaso com substrato ligeiro e húmido.

As estacas também podem enraizar num copo com chuva. Quando as raízes atingirem alguns centímetros, devem ser transferidas para terreno. Para obter uma vegetal mais enxurrada, plante várias estacas no mesmo vaso.

Manutenção

Durante a primavera e o verão, mantenha o substrato ligeiramente húmido, regando quando a categoria superficial principiar a secar. A vegetal necessita de regas regulares, mas a chuva deve escorrer livremente. No outono e no inverno, reduza a frequência, sobretudo se a vegetal estiver num envolvente fresco. O substrato deve permanecer exclusivamente moderadamente húmido.

Folhas caídas e margens secas podem indicar falta de chuva. Amarelecimento, caules moles e substrato com odor repugnante sugerem excesso de humidade ou início de podridão.

Durante a era de propagação, aplique mensalmente um fertilizante líquido equilibrado, diluído de pacto com as instruções do obreiro. No inverno, suspenda ou reduza a fertilização. O excesso de condimento pode suscitar concentração de sais, margens queimadas e propagação frágil.

Embora não necessite de uma poda estrutural, a Iresine herbstii beneficia muito de despontas regulares. Retirar as extremidades dos caules estimula a ramificação e mantém a vegetal compacta. Os exemplares muito alongados podem ser cortados no início da primavera. As partes saudáveis removidas servem para fazer estacas, renovando a vegetal quase sem desperdício. Outrossim, as inflorescências podem ser eliminadas para proporcionar a ramagem. Utilizar sempre uma tesoura limpa evita a transmissão de doenças.

Pragas e doenças

As pragas mais frequentes são os afídeos e os ácaros, mormente o aranhiço-vermelho. Os ácaros surgem sobretudo em ambientes quentes e secos, provocando manchas claras, perda de cor e teias muito finas. Observe regularmente a página subordinado das folhas e os rebentos jovens. Em caso de infestação, isole a vegetal, lave-a cuidadosamente e aplique um resultado autorizado para vegetalidade ornamentais, seguindo o rótulo.

O oídio pode surgir quando existe humidade elevada associada a pouca circulação de ar. Manifesta-se através de um revestimento esbranquiçado sobre as folhas. Remova as partes afetadas, melhore o arejamento e evite molhar repetidamente a ramagem.

Curiosidades sobre a Iresine

  • O nome do género Iresine deriva provavelmente da vocábulo grega eiresione, associada a um ramo ou grinalda envolvida em pelo. A designação poderá referir-se ao aspeto ligeiramente lanzudo das pequenas flores.
  • O nome inglês bloodleaf nasceu das intensas tonalidades vermelhas da ramagem.
  • Apesar das flores discretas, a Iresine herbstii não precisa de competir com espécies floridas. As suas nervuras parecem desenhadas a pincel e cada folha oferece cor durante muito mais tempo do que uma floração passageira.

Com boa luz, calor, regas regulares e algumas despontas, esta vegetal guarda uma forma densa e vibrante. É uma escolha particularmente interessante para quem procura introduzir no jardim ou em mansão uma cor intensa que não dependa das estações — uma ramagem que, silenciosamente, nunca passa despercebida.

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Vegetais de interno: 5 Conselhos

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