Home Blog Ecologia Só 1% do orçamento foi talhado ao clima por candidatos a governador que buscam permanecer no poder na Amazônia 
Só 1% do orçamento foi talhado ao clima por candidatos a governador que buscam permanecer no poder na Amazônia 

Só 1% do orçamento foi talhado ao clima por candidatos a governador que buscam permanecer no poder na Amazônia 

Os candidatos a governador que tentam permanecer no comando dos estados da Amazônia Permitido destinaram, em média, 1,3% do orçamento totalidade a despesas relacionadas à agenda climática desde que assumiram os governos, em 2023. São eles: Mailza Assis Cameli (PP), no Acre; Clécio Luís (União), no Amapá; Roberto Cidade (União), no Amazonas; Otaviano Pivetta (Republicanos), no Mato Grosso; e Hana Ghassan (MDB), que representa a ininterrupção do governo de Helder Barbalho no Pará. 

Os cinco chegaram ao comando dos estados de formas diferentes: enquanto alguns foram eleitos em 2022 e agora disputam a reeleição, outros assumiram o missão durante o procuração e concorrem para permanecer primeiro do governo estadual. 

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Ao todo, esses governos destinaram R$ 6,4 bilhões a programas relacionados à agenda climática desde o início do procuração, contra R$ 475 bilhões de gastos não relacionados ao tema. O Acre teve a maior proporção de recursos destinados à espaço: R$ 1 bilhão, equivalente a 2,6% do orçamento totalidade do estado de R$ 38 bilhões. Já o Amapá registrou a menor parcela: R$ 210 milhões (0,6%) de um totalidade de R$ 36 bilhões empenhados no estado.

Os dados de 2023 a 2025 foram obtidos pela InfoAmazonia por meio do Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasílio (Siconfi). Já os dados de 2026 foram extraídos dos Relatórios Resumidos da Realização Orçamentária (RREOs) dos estados e são parciais, referentes aos valores empenhados até o 3º bimestre – leia cá a metodologia.

Dentro dos investimentos na espaço ambiental, os governadores concentraram recursos em diferentes setores e em proporções distintas. No Acre, a maior parcela foi destinada à Resguardo Social, que tem o papel principalmente de prevenção e resposta a desastres e eventos extremos. O estado também registrou a maior participação proporcional entre os cinco analisados: quase R$ 440 milhões no período, dos quais R$ 84 milhões foram empenhados em 2026 — valor que representa 42% de toda a verba dedicada à agenda climática. 

Acre teve maior proporção de gastos com Resguardo Social; Amazonas, com saneamento 

Já o Pará e o Amazonas, os dois maiores estados da região em extensão territorial, concentraram no saneamento indispensável secção significativa dos recursos destinados a ações relacionadas à agenda climática. Ambos enfrentam restrições de chegada à chuva, inclusive entre populações rurais e indígenas, e têm um frágil sistema de tratamento de esgoto. No período analisado, 45% dos recursos destinados à espaço ambiental no Pará e 55% no Amazonas foram direcionados ao saneamento. 

Outras áreas, no entanto, receberam parcelas menores ou ficaram sem recursos em determinados anos. No Amazonas, foi o caso das ações de assistência aos povos indígenas. No Pará, a reforma agrária não recebeu recursos em três dos quatro anos analisados. 

Além dos recursos estaduais analisados pela reportagem, o governo federalista autorizou, nos últimos dias, o repasse de R$ 17,6 milhões para ações de resposta e recuperação em 13 cidades brasileiras afetadas por desastres, em meio ao progresso da seca extrema e outros impactos do El Niño. Entre os municípios amazônicos beneficiados estão Senador Guiomard (AC), que receberá R$ 460 milénio; Xinguara (PA), com R$ 1.028.773,46; e Luciara (MT), com R$ 960 milénio. 

As propostas e discursos 

No papel, todos os candidatos que buscam permanecer no comando dos estados na Amazônia Permitido abordam, de alguma forma, questões ambientais e a crise climática em seus planos de governo, ainda que tenham talhado exclusivamente uma parcela pequena dos recursos à espaço durante seus mandatos. 

Na prática, o tema ambiental aparece pouco nas campanhas eleitorais amazônicas, inclusive entre os candidatos que disputam o missão pela primeira vez e para outros cargos, porquê senadores e deputados. Ivan Silva, professor de Ciência Política da Universidade Federalista do Amapá (Unifap) e vice-coordenador-geral do Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Permitido (LEGAL), explica que, embora a Amazônia esteja fortemente associada à questão ambiental no oração político, os candidatos optam por não explorar esse tema em suas campanhas porque, segundo ele, a taxa não tem se mostrado um fator decisivo nas urnas. 

Segundo dados do Barômetro, monitoramento da FALA, uma consultoria de impacto com foco em integridade da informação climática, as estratégias de prevenção aos impactos do El Niño, que pode ser poderoso neste ano na região, foram mencionadas por exclusivamente 14 (1,2%) das 1.182 candidaturas monitoradas na Amazônia Permitido. O levantamento acompanha as contas de Instagram e X/Twitter informadas à Justiça Eleitoral por candidatos aos governos estaduais, ao Senado e à Câmara dos Deputados. 

Entre os 14 candidatos de diferentes cargos que mencionaram o fenômeno na Amazônia Permitido, exclusivamente cinco disputam governos estaduais, segundo recorte restrito obtido pela InfoAmazonia. No Amazonas, Roberto Cidade e Cabo Daciolo (Mobiliza) abordaram impactos porquê calor, estiagem, fumaça e queimadas. No Pará, Hana Ghassan tratou de medidas preventivas para enfrentar o El Niño. Em Roraima, Soldado Sampaio (Republicanos) também mencionou a preparação para estiagem, incêndios e escassez de chuva, enquanto Arthur Henrique (PL) relacionou o fenômeno a perdas na produção de soja. 

Outrossim, o votante amazônida está se posicionando cada vez mais em prol de candidatos de partidos contrários à taxa climática. Para a professora Luci Maria Teston, da Universidade Federalista do Acre (UFAC) e coordenadora estadual do LEGAL, as agendas políticas apontam para uma “taxa concreta, do cotidiano, que tende a tarar mais na decisão do votante”. “Os temas que estruturam as campanhas envolvem saúde pública, segurança, tarefa e renda, infraestrutura, produção rústico e desenvolvimento econômico. Esse é o retrato da lance até o momento”, explica.

Esta geonotícia foi produzida na Unidade de Geojornalismo InfoAmazonia, com base do Instituto Serrapilheira.  

Estudo de dados: Renata Hirota
Consultoria científica: Ivan Silva
Visualização de dados: Carolina Passos
Reportagem e coordenação: Carolina Dantas
Direção editorial: Juliana Mori

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