Cerplant: Cultivar jardins, edificar inclusão
Mais do que um projeto de jardinagem, a Cerplant é um ecossistema onde Natureza, inclusão e sustentabilidade crescem lado a lado. Assim, em conversa com Rosa Neto, vice-presidente do Recomendação de Governo e diretora-geral da Cercica, percebemos uma vez que esta iniciativa transforma os espaços verdes em territórios de oportunidade, honra e porvir.
Uma vez que nasceu a Cerplant e que missão pretende executar?
O projeto tem origem na dez de 1990, quando a Cercica iniciou formação profissional em jardinagem dirigida a pessoas com deficiência, com o objetivo de promover qualificação e aproximação ao mercado de trabalho. Porém, esta escolha não foi casual: a jardinagem, pela sua relação à Natureza e ao ritmo das estações, revelou-se desde cedo um terreno fértil para o desenvolvimento de competências e para a construção de percursos mais autónomos.
Em 2001, surgiu a Cerplant uma vez que empresa de inserção, permitindo a jovens formados integrarem um contexto profissional real, com contrato de trabalho. Leste protótipo revelou-se extremamente eficiente, facilitando a transição para o mercado regular, frequentemente em colaboração com entidades uma vez que a Câmara Municipal de Cascais.
Depois 2014, a estrutura foi reorganizada, consolidando duas áreas complementares: a manutenção e construção de espaços verdes e a produção de vegetais ornamentais. Hoje, a Cerplant assume uma missão clara: confederar sustentabilidade económica e ambiental à inclusão socioprofissional, demonstrando que a atividade produtiva pode gerar valor real para a comunidade.
Uma vez que funciona o projeto no dia a dia?
A Cerplant opera uma vez que uma estrutura profissional plenamente integrada, articulando produção vegetal e serviços de jardinagem. Conta com murado de 34 colaboradores, distribuídos por equipas de manutenção, obras e viveiro, apoiados por comitiva técnico especializado.
As equipas asseguram a manutenção de mais de 20 hectares de jardins e murado de 70 clientes, entre espaços públicos e privados, incluindo escolas, condomínios e áreas institucionais. Paralelamente, realizam dezenas de intervenções paisagísticas por ano, desde pequenos arranjos a projetos de maior graduação.
Na produção, o viveiro e as estufas dão origem a mais de 100.000 vegetais ornamentais anuais, complementadas por hortícolas e aromáticas em modo biológico. Demais, esta produção sustenta não só os projetos próprios uma vez que uma risca de produtos transformados —infusões, sabonetes naturais — disponíveis na loja CerGarden, reforçando uma lógica de economia circunvalar.
Por termo, a dimensão social permanece intrínseca: pessoas com deficiência participam ativamente em diferentes regimes de trabalho, e utentes do CACI (Núcleo de Atividades e Capacitação para a Inclusão), integram tarefas produtivas, contribuindo de forma efetiva para o funcionamento do projeto.

De que forma é que a jardinagem contribui para a inclusão?
A jardinagem revela-se uma utensílio particularmente rica de capacitação. Ou seja, a formação técnica, combinada com prática em contexto real, permite comprar competências concretas e valorizadas.
Outrossim, o contacto coma terreno e o zelo com as vegetais promovem benefícios que ultrapassam o projecto profissional: reforçam a autoestima, estimulam a autonomia e desenvolvem o sentido de responsabilidade. O trabalho em equipa e a relação com clientes acrescentam uma dimensão social importante.
Neste contexto, o jardim deixa de ser somente um espaço estético e torna-se um verdadeiro lugar de aprendizagem e pertença.
Que práticas sustentáveis distinguem a Cerplant?
A sustentabilidade é um princípio orientador. Na manutenção de espaços verdes, privilegia-se a otimização de recursos, com planeamento de rotas que reduzem deslocações e emissões. Por outro lado, a gestão de resíduos verdes segue uma lógica circunvalar, sendo encaminhados para valorização orgânica. Paralelamente, está em curso a transição para equipamentos elétricos, diminuindo o impacto ambiental e o sonido.
Na produção vegetal, destaca-se o modo biológico certificado, assegurando práticas agrícolas responsáveis. Acrescem soluções inovadoras, uma vez que a utilização de um secador solar para infusões, que traduz uma abordagem consciente e eficiente do uso de pujança.
Que impacto tem tido o projeto?
O impacto traduz-se, antes demais, na criação de oportunidades reais de trabalho e autonomia. Para muitas pessoas, a Cerplant representa o primeiro contacto com uma experiência profissional estruturada, com efeitos duradouros na sua vida pessoal e familiar.
Simultaneamente, o projeto contribui para transformar perceções sociais, mostrando que inclusão e cultura são indissociáveis. Cada jardim zelo é também um testemunho dessa mudança.
Quais são os principais desafios e objetivos futuros?
Entre os desafios destacam-se a modernização de infraestruturas, equipamentos e sistemas de rega, muito uma vez que a urgência de substanciar a sustentabilidade financeira através da diversificação de clientes e projetos. Uma vez que objetivos, a Cerplant pretende aumentar a capacidade produtiva, apostar em soluções paisagísticas inovadoras e envolver mais pessoas neste trajectória. Em resumo, o repto será crescer com consistência, mantendo intacta a origem do projeto.
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