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Grama-das-pampas: a vegetal que pode estar a invadir a Natureza a partir do seu jardim

Grama-das-pampas: a vegetal que pode estar a invadir a Natureza a partir do seu jardim

Uma das invasoras que mais prenúncio a biodiversidade em Portugal.

É subida, elegante e as suas plumas vistosas chamam a atenção no final do verão. Durante anos, a erva-das-pampas, plumas ou penachos (Cortaderia selloana, para os cientistas) foi uma presença habitual em jardins, rotundas e espaços públicos. Mas o que muitos ainda desconhecem é que esta espécie está entre as vegetalidade invasoras que mais ameaçam a biodiversidade em Portugal.

O problema

Uma única vegetal pode produzir centenas de milhares de sementes minúsculas, transportadas pelo vento a vários quilómetros de intervalo. O resultado? Novas vegetalidade surgem em dunas, margens de rios e de vias de notícia, áreas florestais, terrenos agrícolas e até em espaços protegidos, onde ocupam rapidamente o lugar das espécies nativas. É particularmente rápida a estabelecer-se em locais perturbados e onde há pouquidade de competição – os locais onde se fazem cortes rasos de vegetação são rapidamente invadidos quando coincidem com a quadra em que as sementes dispersam, depois do verão. À medida que a invasão avança, diminui a variação de vegetalidade, alteram-se os habitats e aumentam os custos de controlo para proprietários e entidades públicas. A leste problema temos ainda que amplificar o novo pico de alergias que esta espécie está a fomentar depois do verão!

Cortaderia selloana
Imagem cedida por Invasoras.pt

A solução

A boa notícia é que todos podemos fazer segmento da solução. Se tem erva-das-pampas no seu jardim ou terreno, arranque-a antes que produza sementes. O ideal é agora! Quanto mais cedo atuar, mais fácil será impedir que se espalhe. Depois, substitua-a por espécies autóctones ou por outras vegetalidade ornamentais que não representem um risco para a Natureza.

E não fique por aí. Se encontrar erva-das-pampas em espaços públicos, bermas de estradas, parques, terrenos abandonados ou outras áreas sob gestão de entidades públicas, alerte as autoridades responsáveis e apele à sua mediação atempada – o ignorância sobre os problemas que esta vegetal pretexto também chega às entidades! A deteção precoce e a remoção rápida são as formas mais eficazes de travar a expansão desta invasora.

Pode dar outro contributo valioso para a ciência e para a gestão desta espécie: sempre que encontrar erva-das-pampas, fotografe-a e registe a reparo na emprego iNaturalist, idealmente, associando-se ao projeto Invasoras.pt. Cada registo ajuda a mapear a distribuição da espécie, identificar novas invasões e concordar a tomada de decisões sobre onde é mais urgente intervir.

A erva-das-pampas espalha-se porque as suas sementes viajam com o vento. Mas a solução também pode espalhar-se: começa com um jardim, uma retrato, um alerta ou uma conversa com um vizinho. Se cada um fizer a sua segmento, será provável proteger os ecossistemas portugueses e impedir que esta vegetal continue a invadir território.

Saiba mais em LIFE COOP Cortaderia, em Invasoras.pt ou através do Decreto Lei n.º 92/2019, que integra Cortaderia selloana na Lista Vernáculo de Espécies Invasoras.

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