Abelhão-carpinteira, a maior abelhão de Portugal

Abelhão-carpinteira, a maior abelhão de Portugal

Grande, negra e com asas de reflexos azul-violeta, a abelha-carpinteira é uma presença marcante nos jardins portugueses. Apesar do voo ruidoso e do tamanho imponente, trata-se dum inseto pacífico e um coligado valedoiro da biodiversidade, responsável pela polinização de numerosas vegetalidade silvestres e cultivadas.

A abelha-carpinteira, também conhecida por abelhão, é existente em Portugal, sendo uma das mais” gordas” e peludas. Transporta grandes quantidades de pólen, contribuindo para a polinização de muitas flores. Sem a ação destas abelhas, muitas vegetalidade não seriam capazes de se reproduzir e produzir frutos e sementes.

Nomes comuns: Abelhão-carpinteira, abelhão-azul, abelhão, abelha-carpinteira-violeta, abelha-negra.
Nome científico: Xylocopaviolace.
Origem: Europa e Ásia
Taxonomia: Reino Animalia; filo Arthropoda, classe Insecta; ordem Hymenoptera; família Anthophoridae; género Xylocopa; espécie Xylocopaviolace.

Características

Com muro de 2-4 cm de comprimento e 4-5 de largura, a abelha-carpinteira é a nossa maior abelhão, sendo também uma das maiores da Europa. É uma abelhão solitária, ou seja, não vive em sociedade porquê a abelhão do mel, embora as fêmeas possam viver em pequenas colónias com as irmãs e filhas. O corpo é preto reluzente e as asas são iridescentes, do azul ao acastanhado, com reflexos metálicos em azul-púrpura. Os machos têm as pontas das antenas alaranjadas, compostas por 11 segmentos e a face clara; ao contrário das fêmeas, não têm ferrão. Por outro lado, as fêmeas, além de fortes mandíbulas com as quais perfuram o lenho, têm antenas pretas com dez segmentos, possuem ferrão e face preta.

Resguardo

A abelha-carpinteira não é agressiva e só ataca ou espeta o seu ferrão se for muito provocada. Unicamente as fêmeas têm ferrão; os machos são territoriais. Ambos são ruidosos, mas o viril, porquê arma de “resguardo”, consegue maltratar as asas com mais intensidade, fazendo um sonido mais intenso e alarmante.

Ciclo biológico

Porquê o nome generalidade indica, a abelha-carpinteira, depois de copular, na primavera (abril-junho) e no início do verão, escava madeira morta (troncos, ramos vigas ou postes), podendo escavar galerias circulares com mais de 30 cm, instalando muro de dez células, separadas com ajuda da sua seiva, onde põe os ovos juntamente com pólen e néctar para as larvas se alimentarem. Os ovos são relativamente grandes e são postos em compartimentos individuais. Porém, muitas vezes utiliza cavidades já abertas e túneis de ninhos antigos. Os novos adultos emergem na primavera ou verão (abril-julho) e hibernam em novembro, até ao ano seguinte, saindo por vezes em fevereiro em dias de sol.

Sustento

Alimenta-se do néctar e pólen das flores.

Habitat

Em Portugal e toda a região mediterrânica. Nas florestas, pastagens arbustivas, prados floridos, pomares, jardins e hortas.

abelhão na flor da faveira

Papel facilitar / valimento ecológica

As abelhas-carpinteiras são importantes polinizadoras de culturas porquê as Fabáceas (ervilha, favas), Lamiáceas (lavanda, menta, rosmaninho, sálvia, tomilho, etc.) falso boldo, sálvias, maracujá (Passiflora incarnata), dente-de-leão (Taraxacum officinale) e muitas culturas hortícolas e frutícolas importantes para a nossa sustento. Ou por outra, voam em meses de inverno e primavera, com temperaturas baixas, devido à capacidade de vibração das suas asas em subida frequência para aquecer o seu corpo. Esse comportamento, sabido porquê termorregulação, permite-lhe manter a sua temperatura corporal seguro mesmo em condições adversas e contribui para a polinização de vegetalidade que têm floração em fevereiro, março.

Por termo, são também importantes na desagregação de madeira morta, ajudando a reciclar nutrientes e a manter o estabilidade dos ecossistemas florestais.

Porquê atrair a abelha-carpinteira

Em síntese, mantendo as flores e vegetalidade mais procuradas pelas abelhas vivas e ramos e troncos e madeira velha para poderem pôr os seus ovos e refugiarem-se no inverno.

Maiores inimigos

  • O ser humano, ao contribuir com a devastação de florestas, o uso indiscriminado de agrotóxicos e a degradação do habitat originário com a urbanização excessiva. Demais, a utilização de muitas flores em pratos de culinária também pode expulsar a natividade nutrir destas abelhas.
  • Vespas parasitadas pela vespa Polochrum repandum.
  • Aves e mamíferos.

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