14 Vegetais para uma primavera sempre em flor
Levante é um dos grandes objetivos de quem tem um jardim, que a floração se perpetue ao longo de todo o ano.
Não é uma tarefa sempre fácil, mas é verosímil com qualquer talento e arte. Mas se há estação em que levante objetivo se torna mais fácil é na primavera. Para que levante ano não falte a imaginação deixo cá várias sugestões, das vegetalidade mais tradicionais, algumas até esquecidas, às mais originais, das mais simples às mais sofisticadas, para todos os gostos, jardins, espaços e exposições solares. Não há desculpas para não ter flores já nesta primavera.
ALFAZEMA
Lavandula angustifolia
Herbácea perene nativa da região mediterrânica. É uma das vegetalidade aromáticas mais apreciadas para usar em jardim e em floreiras. Para fazermos um maciço, devemos plantar pelo menos4 vegetalidade/m2. Pode atingir um metro de profundeza e a sua floração prolonga-se da primavera ao verão. Gosta de zonas com muito sol e solos muito drenados. Agradece regas regulares quando está mais calor e fertilização mensal na primavera, de preferência com esterco orgânico. Para manter a forma, rejuvenescer e prometer novas florações. Deve ser podada no final da floração.
ANDRÓMEDA
Pieris japonica
Um arbusto de folha perene, que pode atingir 2-4 metros de profundeza e dois metros de diâmetro, é muito original, pois a sua ramagem passa por várias tonalidades, do avermelhado, ao laranja e rosa-pálido até permanecer verde-escuro. A floração consoante a espécie e/ou variedade pode ser branca, cor-de-rosa ou avermelhada e prolonga-se durante toda a primavera. Prefere solos com alguma humidade e ligeiramente ácidos. Gosta de zonas com bastante sol direto, mas também tolera a meia-sombra e é resistente ao insensível e ao calor. Não é muito exigente em fertilização.
Veja o vídeo:
ESPECIAL Hortas: Horto de primavera/verão
BOCAS-DE-LOBO
Antirrhinum majus
Esta é uma vegetal herbácea muito tradicional nos jardins, formando maciços muito bonitos devido às cores muito variadas. Consoante a variedade, pode ter uma profundeza que varia entre 0,30-0,9 m. Não é exigente em termos de solo, mas gosta de zonas com bastante sol direto. É tolerante ao insensível, mas não gosta de calor extremo. Podem fazer-se sementeiras que depois se transplantam mais tarde para o sítio definitivo, sementeiras diretas, ou comprar as vegetalidade já maiores num horto. Resulta muito muito em bordadura, vaso ou floreira.
ALFINETES
Centranthus ruber
Vegetal herbácea perene que pode atingir até 0,60 m de profundeza e 0,40 m de diâmetro. Aparece espontânea em grande secção de Portugal, mas pode ser usada uma vez que ornamental com grande sucesso, pois a sua floração encarnada ou branca na var “albus” é muito formosa e prolonga-se por toda a primavera. Não é exigente em termos de solo, preferindo zonas com muitas horas de sol direto. A sua raiz tem muitas propriedades medicinais, sendo usada para preparados calmantes, diuréticos e antirreumatismais, também é conhecida uma vez que valeriana-de-jardim.
ASTILBE
Astilbe x arendsi
Uma vegetal herbácea perene, com tapume de 0,30-0,60 m de profundeza e com uma enorme variedade de cores de floração, vários tons de cor-de-rosa, encarnado, branco e roxo. A floração começa no final da primavera e pode prolongar-se até ao outono. Gosta de zonas de meia-sombra e é uma vegetal muito resistente a pragas e doenças. Não é exigente em tipo de solo desde que levante tenha alguma material orgânica e seja muito drenado. Requer regas regulares e fertilização mensal nos meses de primavera e verão, de preferência geral fertilizante orgânico.
CAMPÂNULAS
Campanula persicifolia
Uma vegetal herbácea perene, mas que muitas vezes é tratada uma vez que anual pois não resiste muito ao calor. É originária das regiões alpinas da Europa e da Ásia. A sua floração branca, lilás, azul ou cor-de-rosa prolonga-se durante toda a primavera. Não gosta de calor extremo, preferindo zonas mais frescas e de sombra ou meia-sombra. Fica mais formosa quando usada em maciços (devem-se plantar pelo menos 8-10 vegetalidade/m2), não ultrapassando normalmente os 0,40-0,50 m de profundeza. Gosta de solos férteis e ricos em material orgânica. Necessita de regas regulares e de uma fertilização mensal na primavera.
CEBOLA-ALBARRÃ
Scilla peruviana
Esta é uma vegetal bolbosa mediterrânica que aparece espontânea em Portugal, mas que cada vez é mais utilizada uma vez que vegetal ornamental pois é muito formosa e resistente. Desenvolve-se em todo o tipo de solo e é muito resistente, requerendo poucos cuidados de manutenção. Cultiva-se facilmente em zonas com sol direto mas também meia-sombra. A floração, de cor roxa-azulada, prolonga-se durante toda a primavera e verão, período em que necessita de regas regulares.
GIRASSOL
Helianthus annus
Uma vegetal anual que, uma vez que o próprio nome indica, está sempre em procura do sol. Pode atingir 2 m de profundeza (há variedades anãs que pode escolher para o jardim ou para as floreiras). Necessita de sol direto e regas regulares. O solo deve ser rico em material orgânica para que a vegetal se desenvolva em boas condições; senão for, há que fertilizar regularmente durante o período de floração. É muito resistente a pragas e doenças.
MILEFÓLIO
Achillea tomentosa
Uma herbácea perene que pode atingir 0,2 ou 0,3 m de profundeza. Tem as folhas verde-esbranquiçadas e uma floração amarela superabundante. É resistente à secura e só exige ser regada nos períodos de maior calor. Gosta de solos muito drenados, só precisa ser fertilizada duas vezes na primavera. Prefere zonas com muito sol. Pode ser ligeiramente podada a seguir à floração para rejuvenescer e prometer novas florações na estação seguinte.
ERVILHA-DE-CHEIRO
Lathyrus odoratus
É uma vegetal trepadeira anual que cresce formando caules herbáceos que se fixam por meio de gavinhas, logo vai sempre necessitar de uma estrutura de base para se desenvolver. As suas flores são muito coloridas e perfumadas, podendo ter cores variadas. Normalmente não ultrapassa os dois metros de profundeza. Devem ser semeadas em sítio definitivo no final do inverno ou início da primavera. A sua floração pode ter início no final da primavera e prolongar-se por todo o verão.
GOIVO
Matthiola incana
Vegetal herbácea que, embora bienal, é tratada uma vez que anual pois ao final de qualquer tempo perde a formosura. Nativa da região mediterrânica, normalmente não atinge mais do que 0,45 m de profundeza. As suas flores são muito perfumadas e podem ter cores muito variadas. Estão em flor na primavera e no verão. Gostam de zonas com sol ou meia-sombra, preferem solos argilosos ou arenosos, resultando muito em bordaduras de canteiros, vasos ou floreiras.
SÁLVIA
Salvia nemorosa
Uma vegetal herbácea perene aromática muito ornamental, com florações que podem ser em vários tons de azul, cor-de-rosa ou roxo, consoante a variedade, não crescendo mais do que 0,4-0,5 m de profundeza. É bastante tolerante à falta de chuva. Gosta de sol direto. Funciona muito em maciços e bordaduras; para formar um maciço compacto devem ser plantadas a 0,4 m umas das outras. Podem ser podadas ligeiramente a seguir à floração.
SÁLVIA-RUSSA
Perovskia “blues spire”
Uma herbácea perene de folha decrépita, floração azulada superabundante e ramagem prateada ornamental que fica muito em qualquer bordadura, maciço ou em vaso. Devem plantar-se pelo menos 3 vegetalidade/m2 para fazer um efeito de maciço. Gosta de zonas com sol direto, solos secos e pedregosos e muito muito drenados. Deve ser podada no inverno, quando está decrépita.
SILENE
Silene dioica
Uma vegetal herbácea perene silvestre, que normalmente não cresce mais do que 0,30 m de profundeza, que aparece espontaneamente em Portugal, mas que pode ser usada com grande sucesso uma vez que ornamental, pois a sua floração é muito formosa e prolongada durante toda a primavera e verão. Necessita de regas regulares nas épocas de maior calor, agradecendo uma fertilização mensal nos meses em que está em maior desenvolvimento, na primavera e verão. Gosta de zonas com bastante sol direto e dá-se em qualquer tipo de solo desde que levante seja muito drenado. Também é uma boa solução para vasos e floreiras.
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