Vaso sanitário não é lixeira
A Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (CASAN) está intensificando ações educativas em balneários do Setentrião da Ilhota de Florianópolis, muito uma vez que em grandes condomínios na bacia do Rio Araújo, em São José com foco na conscientização sobre o descarte adequado de lenços umedecidos e outros resíduos uma vez que óleo, papel higiênico, cabelos e plásticos na lixeira.
Esses produtos, que não se dissolvem na chuva, estão entre os principais vilões do funcionamento adequado das redes de coleta de esgoto, provocando entupimentos das tubulações e danos em sistemas de bombeamento.
A iniciativa integra o trabalho do Trato pela Costa Setentrião, em Florianópolis, e o programa Trato pelo Araújo de São José, e tem uma vez que objetivo alertar moradores e visitantes de que o vaso sanitário não deve ser utilizado uma vez que lixeira. Durante as visitas técnicas, as equipes distribuem materiais informativos e orientam síndicos, locadores e moradores sobre o funcionamento correto das instalações sanitárias e do Sistema de Esgoto Sanitário operado pela CASAN.
“Enquanto em muitos países o sistema de esgoto possui características que reduzem o risco de obstruções, uma vez que os trituradores de resíduos, instalados em pias residenciais, comerciais e até nas estações de bombeamento, o padrão brasiliano exige mais atenção e colaboração dos usuários. No exterior, é geral encontrar tubulações de maior diâmetro, pois muitos sistemas utilizam o padrão combinado, que transporta o esgoto doméstico e a chuva da chuva”, destaca o director da Sucursal Florianópolis da CASAN e gestor do Trato pela Costa Setentrião, Francisco Pimentel.
De conformidade com o engenheiro ambiental, o sistema de esgotamento no Brasil é predominantemente por seriedade e do tipo separador inteiro, com tubulações distintas para esgoto e águas pluviais, que devem ir para a rede de drenagem. Por isso, as redes são mais sensíveis ao acúmulo de materiais indevidos.
Por que o vaso sanitário não é lixeira
Outro ponto importante é o papel higiênico. Em diversos países, ele é projetado para se dissolver rapidamente na chuva, podendo ser descartado no vaso sanitário sem fomentar problemas. No Brasil, entretanto, a maioria dos papéis higiênicos não se desintegra com facilidade, aumentando o risco de entupimentos.
“Lenços umedecidos, papéis não biodegradáveis e outros tipos de resíduos devem ser sempre descartados no lixo, nunca no vaso sanitário. Esses materiais não se degradam facilmente e podem provocar obstruções e danos à rede”, complementa Pimentel.
O engenheiro Tiago Contarato Trés, coordenador dos trabalhos de campo do programa Trato pelo Araújo, ressalta um impacto operacional preocupante. “Os lenços umedecidos estão entre os principais causadores de bloqueios e prejuízos ao sistema de esgoto, assim uma vez que outros materiais que não se decompõem. Eles se acumulam nas tubulações, aderem à gordura e formam blocos sólidos que impedem o fluxo normal do esgoto. Isso danifica equipamentos, provoca extravasamentos e eleva os custos de manutenção”, explica o engenheiro.
Além da verificação técnica, os programas promovem a sensibilização da comunidade e de instituições sobre a responsabilidade compartilhada em relação ao saneamento e à preservação ambiental.
O que não pode ser descartado no vaso sanitário:
- Lenços umedecidos, fraldas, cotonetes, absorventes, plásticos, cabelos, preservativos e até mesmo papel higiênico. Esses materiais devem ser sempre descartados na lixeira.
Atenção também para outros cuidados importantes:
- Óleo de fritura: nunca esvaziar na pia — a gordura solidifica e culpa obstruções na rede.
- Chuva da chuva: calhas e ralos não devem ser conectados à rede de esgoto.
- Tampas de poços de visitante: não devem ser removidas para escoar chuva pluvial — essa prática prejudica o sistema e pode fomentar acidentes.